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Notícias com alguma relevância maior que o dia a dia.

Awakening.

Dois anos depois, com uma lembrança vaga presa nos lábios e na garganta, o sonho retoma movimento.

Primeiro, a espera. Como manda a tradição, ele tenso de ansiedade, estômago revirando. Ela, calma, sabe – e dita – as regras do jogo. Nos minutos iniciais, a expectativa. Uma conversa sem muito sentido.

- Sua mão é gelada! Que nem a minha!
- Sério? Uau! – de fato, a mão dela é gelada.
- Mas meus braços são quentes. A mesma coisa com os pés.
- Quer dizer então que sua perna é quente?
- É – ela faz um meneio de cabeça.

Tensão. Ele toca na perna dela, na altura do joelho. O escuro do cinema é testemunha. Ela empurra o rosto dele para longe, brincalhona. Seus olhos são perdição. O sorriso maroto, é quase um convite. A boca reluz no escuro, mas ele ainda não faz nada. Aperta os próprios lábios, em dúvida e desejo.

“Foda-se”.

- Oi – ele chama, ela se vira em sua direção e é surpreendida por um beijo. Não exatamente “surpreendida”, afinal, havia um acordo velado que estavam ali justamente para isso. É um beijo longo, com muitas lembranças e expectativas associadas. Não decepciona, muito pelo contrário.

Ela se reclina com a cabeça sobre o peito dele e o coração do rapaz parece que sobe para a garganta. Parece que é a milésima vez que estão juntos vendo aquele filme. É estranhamente agradável.

Animação: Petshop Love.

Esse tem um pouquinho mais de história pra contar do que o Argumento Único. Quando começamos a pensar no Projeto Final de animação, o conceito básico é que fosse algo bonitinho. Animação pra todas as idades, não é? Definimos o grupo (quase nada diferente do grupo do Argumento, só a May que ficou de fora, por já ter seu projeto definido, enfim) e filosofamos em cima da história.

A Mari surgiu com essa historinha em que um porco-espinho se apaixonava por um cacto, e tentava conquistá-la com presentes. Eu sugeri a entrada de um baiacu, pra ficar mais dramático. Ambientamos tudo num petshop, pra se tornar um pouco mais crível a presença de um porco-espinho, cacto e baiacu num mesmo ambiente, controlado. Apresentamos a proposta pro JP (vulgo: professor) e ele curtiu. Originalmente, pensamos em fazer tudo com animação tradicional, desenhada. JP sugeriu que fizéssemos com recortes, e deu a sugestão da bexiga que estoura também. Incorporamos esses aspectos e começamos a recortar coisas.

Fotografamos tudo separadinho, recortamos de novo, no Photoshop e montamos nossos personagens principais. Passamos tuuuudo pro After Effects e começamos a brincadeira de animar realmente os movimentos. Não foi difícil. Tivemos muitos detalhes a serem corrigidos, gradualmente, mas o grosso da animação foi todo feito em uma tarde. Oficina de After Effects por Tito Ferradans, com bolo de Fátima! Sucesso total.

No fim das contas, o tal do porco-espinho acabou se mostrando muito mais carismático – e até arquetípico – do que o imaginado. Todo mundo que assiste se identifica com o bichinho, por se apaixonar com tanta facilidade, e depois quebrar a cara, só pra se apaixonar de novo logo em seguida. De acordo com dona Fátima (vulga: minha mãe), unimos uma série de opostos e acabamos criando essa configuração. Legal, além de tudo, é um trabalho psicológico!

Só confirmando a tradição, assistam em HD, que é mais bonito. Acho que daqui pra frente nunca mais faço nada em resolução standard. Hahahahaha

“Resolve na Pós!”

Logo de cara, apresentemos as cartas que guiam esse texto, e a proposta por trás dele. O que é pós-produção? Na interpretação direta, é tudo que acontece depois da… isso aí, Produção!

Consideremos que a produção é o momento da captação de seu material. Filmagens, sets, e toda aquela situação estressante que se prolonga por um, dois (ou váááários) dias e que todos os envolvidos saem arrasados, física e psicologicamente.

A partir do exato momento em que todos vão para suas queridas casas, e passam todo aquele material para dentro de um computador, aí começa a pós-produção. Montagem faz parte da pós-produção, tratamento de som também, e mais uma meia dúzia de outras coisas, mas o foco aqui é a Pós (vamos encurtar “pós-produção”, ok?) de Imagem. É quando você vai aprimorar o que você já tem, ou até mesmo consertar alguns errinhos. E por que tamanha polêmica em algo tão vantajoso?

Quem dera que fosse assim fácil de resolver tudo na Pós! Já aqui, nos deparamos com as três frases do cineasta fracassado:

1 – Decupa na hora! (ou seja, “vamos para o set sabendo a história que queremos contar, mas sem a seqüência de imagens elaborada e planejada”)
2 – Falas? Os atores improvisam! (que também quer dizer “não quero escrever diálogos, isso é chato, deixa a galera inventar que vai ficar ótimo”)
3 – Resolve na Pós. (mais conhecido como “o plano deu errado, mas eu não tenho mais tempo pra perder, aposto que aquele meu primo do photoshop sabe resolver isso pra mim. Em Hollywood é tão fácil!”)

“Existe a ilusão de achar que tudo se resolve na pós-produção. Desde gravar errado até a má interpretação dos atores, ou ainda problemas com o texto. Não é assim que funciona e cabe a vocês, da nova geração, mudar este pensamento. É verdade que com as ferramentas disponíveis atualmente a pós-produção pode resolver muitas coisas, mas nunca vai excluir o planejamento” (Roberto Barreira, 19/06/2007)

Quem diria que eu um dia usaria um link da Globo pra sustentar uma tese, não é? Enfim…Vamos deixar de fora as duas primeiras frases fracassadas e focar na terceira, que é o tema do momento. Realmente, Hollywood faz mágica com sua Pós. Um exemplo bastante bom para ilustrar isso é o filme mais recente dos nossos amigos mutantes. X-Men Origins: Wolverine.

Por algum acaso do destino, vazou na internet uma cópia não finalizada do filme. Sorte nossa. Hoje em dia já é bem complicadinho de encontrá-la por aí, mas na época foi fácil, e até agora não apaguei a minha (nem pretendo), é uma aula! Ao longo dessa cópia em particular (ou Workprint, que é o título hollywoodiano para um filme não finalizado), temos a oportunidade de ver várias cenas numa versão de rascunho, onde a filmagem original se mistura com uma Pós parcial, dando várias idéias de como repetir/recriar tudo aquilo.

Tá, não posso postar uma cópia de X-Men aqui, mas posso ilustrar a Pós de outra forma. Bloody Omaha, aí vamos nós.

E o que eles têm que nós não temos? Isso aí, jovem. Eles têm dinheiro. MUITO dinheiro. E por isso estamos fadados a ter péssimos artistas digitais, certo? Errado! Você não precisa de milhões de dólares pra montar uma seqüência impressionante e visualmente (leia-se: aparentemente) cara.

Fuck, I’ve done it MYSELF! E, pra ser mais um pouco exibicionista, aí vai o teaser de Insight. (o conto, original, pode ser lido aqui, em inglês).

Bonitinho? Engana, pelo menos. E parece caro. Muito caro. Não foi fácil, mas ao longo de um ano, tendo aulas de cursinho (pré-vestibular) e outras coisas, eu consegui fazer essa presepada toda. Sozinho! E sem gastar mais do que R$20, das fitinhas. Esse é o principal motivo de defender tão ferrenhamente a Pós digital. Agora já sabemos mais ou menos do que ela é capaz com muito – e com pouco – dinheiro, o que nos leva a um novo problema: o que é que vai ser resolvido com pouca – ou nenhuma – grana? Que tipo de erros eu posso admitir, durante a gravação, acelerando o processo e o cronograma, para depois resolver na pós, em menos tempo do que levaria para se regravar outro plano, perfeito?

Sombras de microfone, por exemplo, são coisas muito facilmente consertáveis. Detalhes de canto de enquadramento também, algumas coisas de exposição, e leves ajustes de cor fazem parte do kit básico de reparos. Errinhos que podem ser admitidos durante a captação para acelerar as filmagens. No fim das contas, todas essas coisas dependem de uma coisa mágica chamada Máscara.

Acho que a melhor ferramenta do After Effects são as máscaras. Sem elas, nada disso seria possível. Máscaras são seleções de determinadas áreas de determinada imagem, ou seleções para aplicação de efeitos. Por exemplo, com uma máscara você pode pegar aquele plano em que o rosto do personagem não está claro como você queria, e jogar um pouco mais de exposição pra destacá-lo e deixar o fundo menos chamativo. Você também pode sobrepor imagens, criando todo tipo de efeito visual (no meu caso, principalmente tiros, explosões e coisas mirabolantes). Não é FÁCIL. Nada é fácil, senão não teria graça e qualquer um poderia fazer. Máscaras são trabalhosas, mas dão resultados lindos.

Por exemplo, o último plano de Intervalo, filmamos duas cenas com a mesma posição de câmera. Na primeira, tínhamos a Morte e Simões ao fundo, observando algo que acontecia na cozinha, o foco estava neles. Na segunda, o foco era na cozinha, onde víamos o braço de Simões caindo, morto, e a xícara se espatifando. Como unir isso? Máscaras! Recortei toda a parte da cozinha do take em que o braço caía, e sobrepus ao take dos dois ao fundo. Depois, com as máscaras, fui recortando quadro-a-quadro, o movimento do braço e dos pedacinhos de xícara (esse processo é também conhecido como rotoscopia, famoso por ser o princípio básico para fazer de sabres de luz).

Por fim, tínhamos tudo acontecendo ao mesmo tempo. Eles ao fundo, o braço caindo na cozinha, mas ainda havia uma impossibilidade óptica: os dois planos estavam perfeitamente em foco! Lá vamos nós: combinando um efeito de desfoque, tanto no primeiro plano (xícara e braço) como no segundo (personagens perto da porta), criamos a ilusão de um movimento de foco REAL, feito com a câmera na hora da filmagem, e deixamos tudo muito melhor ilustrado, sem confundir a vista do espectador com muitos detalhes onde sua atenção não deve estar. Para voltar o foco para a mão, depois que eles saem, o mesmo processo foi usado.

Apesar de ser um pouco demorado de fazer isso na Pós, garanto que foi mais rápido do que teria sido pra acertar a ação toda, e os movimentos de foco perfeitos, no set, com um braço que nem seria do personagem de verdade. Ou seja, a Pós acelerou a captação também nesse caso. O mais importante nesses casos de problemas menores, ou composições mais elaboradas, é ter uma noção básica de COMO você pretende resolver isso na Pós. Se não tiver nem idéia, desista, porque não vai dar certo! E isso não é fatalismo. Criatividade ajuda muito nesse aspecto.

Agora, a combinação com a direção de arte da obra. Por isso, logo pensamos em correção de cores. Não pequenos ajustes, e sim o clima geral da coisa. Ter um filme com as cores certinhas, branco exatamente combinado, etc, etc, é legal, mas é um tanto quanto “sem personalidade”. Você pode criar muito mais expressividade com uma simples acentuação dos tons de luzes e sombras. Pense em Matrix. Verde, certo? Agora, Robin Hood, Tróia, ou até O Senhor dos Anéis. Quase dourado, não é? Por fim, Anjos da Noite. Azul! Isso aí! Porém, o mais importante numa correção de cor, por mais que você mude todo o clima do filme, é manter os tons de pele certos. Pele fora do tom é um incômodo e todo mundo percebe isso, e sente – mesmo inconscientemente – que algo ali está errado. Não vou entrar em detalhes porque o Stu Maschwitz já fez um post considerável sobre isso no ProLost (Save Our Skins).

Estamos chegando ao fim, e eu ainda queria falar de um possível relacionamento intrínseco com a montagem, mas vou deixar pra outra ocasião. Só fica a dica que a Pós pode resolver grandes defeitos de timing ou aprimoramento de momentos dramáticos através de Time Remap, um dos recursos mais pesados do After Effects, e dos mais bonitos também.

Para finalizar, os campos que eu pouco me arrisquei até agora, mas que pretendo investir até o fim do ano: 3D e Matte Paint. Com essas duas coisas, quase tudo se torna possível. Matte Paint permite recriar cenários a partir de diversas referências ou até mesmo grandes habilidades com desenho (óbvio, optarei pela primeira forma, sou nulo em termos de desenho), e 3D, ah, isso todo mundo sabe do que é capaz. Esses dois campos porém, são tão amplos que não acho que podem ser considerados como parte da “base” de Pós de Imagem. Mereciam ser citados, entretanto.

Espero que tenham sobrevivido ao post, talvez um tanto técnico demais, e que tenham sido incentivados a brincar mais de Pós, confiar mais em suas capacidades e nas capacidades de resolver probleminhas/melhorar coisas em seus filmes! Vamo aê, povo!

Em caso de dúvidas, deixem comentários! Por que diabos ninguém comenta nisso aqui? Hahahaha.

Argumento Único: Intervalo.

Prometido antes, aqui está o argumento. Já tá online há quase uma semana, mas era mais elegante mantê-lo em segredo até o dia da premiere – hoje, no caso. No outro post, detalhei todo o processo de produção, então nem sobrou muita coisa pra explicar aqui. A renderização da brincadeira levou mais ou menos 3h30, sendo que 2h foram só no último plano, da porta. Não entrarei em detalhes pra não estragar a surpresa.

Ah, dica: se o áudio começar a atrasar, desativem o HD. A imagem vai perder qualidade, mas ver fora de sync é impraticável. Fiz upload também no Youtube, mas por causa das músicas, eles tiraram nosso áudio. Triste, mas, vamos adiante na vida.

Paisagem Sonora [Reloaded].

Além das barreiras de areia que a separam das outras enseadas ouvem-se latidos de cachorros e gritos de crianças brincando na água, mas isso é quase tudo que chega até aqui, de barulho do mundo exterior.

O bater das ondas na areia macia da praia se mescla com as ocasionais passadas das criaturas que percorrem a linha do mar. O vento sopra com brandura, sacodindo a palha dos coqueiros em conjunto com as poucas gaivotas nelas empoleiradas. O mar está para peixe, com muitos cardumes nadando nas águas rasas. No céu, as aves gritam e mergulham sobre os peixes.

São poucos os barcos embalados pelas ondas, rangendo à mercê da maré. Os marinheiros se escondem do sol que abrasa as embarcações de proa a popa, ocasionalmente gritando ordens de puxar as redes e recolher a pesca do dia.

Com o cair da noite, os barcos partem e as gaivotas se abrigam em seus ninhos. O silêncio só não é absoluto pela inexorável maré e pelo vento forte. Os carangueijos saem de suas tocas, percorrendo e farfalhando na areia de toda a praia em busca de comida e se envolvendo em brigas violentas com suas puãs, das quais resultam pequenos estalos facilmente confundíveis com gravetos.

Quando a lua vai alta no céu, tartarugas saem das águas para enterrar seus ovos, se arrastando sonoramente pela areia molhada, retornando depois para água, soando como pedras que afundam, borbulhantes.

Rádio Hoje!

Mais uma vez, trabalhos de Roteiro de Rádio. Dessa vez, o planejamento de um documentário sobre a história do rádio no Brasil, assim como uma aposta para seu futuro. Essa é a proposta. Tivemos que escrever apenas um dos cinco programas que constituem a série, então ele vai logo abaixo do planejamento.

TÍTULO : RÁDIO HOJE!

TEMA A SER ABORDADO

O documentário discutirá o rádio como meio de comunicação, com foco contemporâneo. Uma pequena introdução histórica acerca de sua influência hegemônica será usada a fim de comparação com as várias vertentes das mídias atuais (o rádio tradicional no Brasil).

O rádio em meio as mídias atuais, principalmente a internet, e suas novas formas de linguagem como os podcasts, webradios, a forma como o público se relaciona ao rádio feito sem os padrões tradicionais ou profissionais; a existência simultânea de um rádio tradicional com cada vez menos ouvintes.

Uma reflexão sobre o futuro desse tipo de comunicação, pensando-se na evolução para fusão de todas as mídias. Como televisão, internet, celulares e comunicação impressa irão confluir e qual será o papel do rádio ao longo de todo esse processo.

PÚBLICO ALVO

O programa tem um forte caráter didático e cultural, que visa atender a todos interessados na área de ensino em geral ou estudos específicos sobre meios de comunicação no Brasil, além de interessar a todos aqueles que trabalham com rádio de alguma forma.

EPISÓDIOS

O programa contará com cinco episódios, cada um com dez minutos de duração, a serem posteriormente disponibilizados na internet, como podcasts.

PROGRAMA I : O RÁDIO TRADICIONAL NO BRASIL

Inauguração, fase de apogeu, detalhes de alguns programas. O episódio focará, entretanto, no contexto social brasileiro, de modo a verificar as trocas de influência entre rádio e sociedade, rádio e poder. O radio como instrumento determinante no controle ideológico. A rádio-dramaturgia e sua relação com os ouvintes. Os programas que persistem até hoje.

PROGRAMA II: RÁDIO VS TELEVISÃO

Qual contexto social e histórico permitiu o declínio de sua influência e a relação direta do mesmo com a ascensão da televisão. A passagem gradual de público ouvinte para público espectador. Os meios com os quais o rádio buscou manter-se importante, quais falharam e quais deram certo, de modo a determinarem a sua posição hoje na vida do brasileiro.

PROGRAMA III: RÁDIO CLÁSSICA ATUAL

A posição que lhe foi determinada diante da revolução tecnológica do último século. Qual o poder de alcance de seu restrito papel nos grandes centros urbanos. O que se pensa do rádio. A permanência de programas em formato clássico é questionada. Quais são as mais novas tentativas de tentar se estabelecer um novo contato com o público através do rádio tradicional.

PROGRAMA IV: RÁDIO NA INTERNET

Um contraponto com a estagnação do rádio tradicional (broadcast). Os novos meios de fazer rádio com auxílio da internet aumentam público ouvinte. Análise dos sucessos dos podcasts e webradios: o rádio que saiu do estúdio e pode ser feito apenas com um computador e um microfone. Rádio amador em termos de técnica e equipamentos, mas que tem seu nicho forte de público espalhado pela web.

PROGRAMA V: RÁDIO NO FUTURO

Análise inicial e mais abrangente sobre fusão de várias mídias. Convergência dos meios de comunicação. A partir de dados do presente, traçar um perfil e uma previsão de como o rádio será mais um dos elementos a se integrar a outras tecnologias e formas de comunicação.

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Simões Buonasera, 45. Nativo da Itália, mudou-se para o Brasil, com os pais, quando tinha cinco anos. Seu pai morreu antes que ele completasse oito anos, num acidente de trabalho. A mãe, morreu também, na noite em que Simões completava 15 anos. Normalmente não tem sotaque na voz, mas consegue forçar um pouco a pronúncia para conquistar o agrado de possíveis clientes.

Simões é um agente funerário. Tem sua própria empresa no ramo funcionando há mais de 15 anos, com uma diminuta equipe de três pessoas. Gosta muito de seu trabalho e definitivamente tem um tato para lidar com pessoas e famílias aflitas, que estão passando por momentos de dificuldade causados pela partida de um ente querido. Teve a idéia de seguir nesse ramo depois de ter que resolver, praticamente sozinho, todos os processos de enterro da mãe quando ainda era jovem, mas levou quase cinco anos entre ter a idéia da agência e sua fundação.

Abandonou o estudo formal assim que concluiu o ensino médio. Nesse tempo, trabalhou como assistente de carpinteiro para um dos mais habilidosos artesãos de móveis do bairro, requisitado por todos os vizinhos. Com a morte de seu mestre, reuniu todas as suas economias, investindo no seu próprio negócio. Durante seu tempo de aprendiz, aprendeu muitas coisas e incorporou tradições italianas, mas, o seu aprendizado mais importante foi como lidar com os clientes. Simões é sempre muito simpático, conquistando facilmente aqueles que conversam com ele por alguns minutos.

Gosta de aproveitar a vida consumindo, sempre que pode, do bom e do melhor, principalmente em termos de alimentos. Tem o hábito de, após o expediente na loja, que termina às 17h, subir para seu pequeno apartamento e tomar uma fumegante xícara de chá ingles que lhe custa uma pequena fortuna. Entretanto, abandona seu prazer se o telefone tocar com um novo serviço. Nunca se aborrece ao ser convocado, seja essa convocação durante a madrugada ou no meio do fim de semana.

Ele mesmo já está acostumado com a imagem da morte e perdeu o medo de morrer. Imagina que passar para o outro lado deve ser uma grande aventura, mas não acha que apressar as coisas seja algo que valha a pena. Costuma filosofar sobre os procedimentos do pós-morte, para os mortos. O que acontece no campo dos vivos ele domina. Se pergunta se a burocracia é parecida, ou se ela sequer existe. Se pergunta sobre a existência de um “céu” ou “inferno”. Se interessa bastante por histórias de pessoas que foram dadas por mortas e depois despertaram (comas prolongados, ou ressuscitação graças a procedimentos médicos).

Faz visitas frequentes à ala de doentes terminais de alguns hospitais do bairro – sempre a pé – e, no começo, era considerado interesseiro, por conta de sua agência. Os médicos, enfermeiras e até mesmo alguns doentes acreditavam que ele só estava ali para conseguir mais clientes. O fato é que ele gosta de estar próximo da morte, e conversa longamente com os enfermos, sobre todos os assuntos, também conversa bastante com os médicos, e atualmente já é até querido no hospital, tendo alguns milagres atribuídos à suas visitas. Apesar de estar constantemente por lá, apresenta saúde de ferro e não foi internado uma vez sequer, ao longo de sua vida.

Mora sozinho no andar de  cima de sua funerária, na Moca, em São Paulo e é conhecido por todos nas redondezas. Passou pela vida sozinho, mas não é triste por isso, vê sua solidão com um certo orgulho, um sentimento de lobo caçador, conhecido e respeitado. Considera que “aproveitou razoavelmente bem o seu tempo no plano dos vivos”, em suas próprias palavras. Nunca se casou, nem teve muitos relacionamentos amorosos ao longo da juventude, ou filhos. É amável à toda e qualquer pessoa que lhe dirija a palavra (exceto àqueles que consideram seu trabalho como mau agouro), mas não se sente realmente próximo de ninguém, no máximo tem orgulho dos dois rapazes e da moça que trabalham tão bem em sua agência funerária.

Acredita que pode controlar o aspecto final de sua existência humana, ou seja, a forma que vai morrer. Seu maior objetivo é descobrir o que acontece do outro lado da vida, antes de chegar lá, por isso a funerária e as frequentes visitas ao hospital.

VERSÃO 60 SEGUNDOS

HOMEM 1 - E agora? A páscoa está chegando e não temos mais idéias boas para os ovos de chocolate! A Pascoalite sempre tem os ovos mais gostosos, inovadores e com os brindes mais divertidos. Mas parece que esse ano não vamos inovar…

HOMEM 2 – O que vamos falar pro chefe? Ao longo dos anos  criamos ovos coloridos, 70% cacau e até ovos de recheio duplo! Será que esse ano não teremos um novo sucesso entre os ovos de chocolate? Não podemos decepcionar as crianças!

TEC/ EFEITO SONORO: PAREDE DE TIJOLOS QUEBRANDO

TEC/ EFEITO SONORO:  PASSOS DE UMA CRIATURA PESADA

HOMEM 1 - O que é isso?! Um coelho gigante?!

TEC/ MÚSICA: MÚSICA ALEGRE EM 40% DE VOLUME

COELHÃO - Sim! Eu sou o Coelhão! Esse ano, vou dar uma mãozinha para a Pascoalite com os exclusivos Ovos de Páscoa Gigantes!

TEC/ MÚSICA: MÚSICA ALEGRE SOBE PARA 100% DE VOLUME, TERMINANDO JUNTO COM O JINGLE.

TEC/ JINGLE: SEIS VOZES, METADE HOMENS, METADE MULHERES.
O Coelhão é tão grande!
Vai trazer ovos de páscoa para todo mundo!
Tem de um, dois e até três metros,
Coelhão, você é o mais novo sucesso!

NARRADOR - Na compra de Ovos Pascoalite Gigantes, ganhe a entrega grátis e mais um brinde de pelúcia para animar a sua páscoa! Visite nosso site, www.pascoalite.com.br, e peça já o seu! É chocolate do tamanho da sua vontade, não perca!

TEC/ EFEITO SONORO: MORDIDA

VERSÃO 30 SEGUNDOS

HOMEM 1 – Será que esse ano não teremos um novo sucesso entre os ovos de chocolate?

TEC/ MÚSICA: MÚSICA ALEGRE EM 40% DE VOLUME

COELHÃO - Olá, eu sou o Coelhão! Esse ano, vou dar uma mãozinha para a Pascoalite com os exclusivos Ovos de Páscoa Gigantes!

TEC/ MÚSICA: MÚSICA ALEGRE SOBE PARA 100% DE VOLUME, TERMINANDO JUNTO COM O JINGLE.

TEC/ JINGLE: SEIS VOZES, METADE HOMENS, METADE MULHERES.
O Coelhão é tão grande!
Vai trazer ovos de páscoa para todo mundo!
Tem de um, dois e até três metros,
Coelhão, você é o mais novo sucesso!

NARRADOR - Na compra de Ovos Pascoalite Gigantes, ganhe a entrega grátis e mais um brinde de pelúcia exclusivo! www.pascoalite.com.br. Peça já o seu! É chocolate do tamanho da sua vontade, não perca!

Criação de Personagem.

Simões Buonasera, 45. Nativo da Itália, mudou-se para o Brasil, com os pais, quando tinha cinco anos. Seu pai morreu antes que ele completasse oito anos, num acidente de trabalho. A mãe, partiu em seu aniversário de 15 anos. Não tem sotaque na voz.

Simões é um agente funerário. Tem sua própria empresa no ramo funcionando há mais de 15 anos, com uma diminuta equipe de três pessoas. Gosta muito de seu trabalho e definitivamente tem um tato para lidar com pessoas e famílias aflitas, que estão passando por momentos de dificuldade causados pela partida de um ente querido.

Gosta de aproveitar a vida consumindo, sempre que pode, do bom e do melhor, principalmente em termos de alimentos. Tem o hábito de, após o expediente na loja, que termina às 17h, subir para seu pequeno apartamento e tomar uma fumegante xícara de chá ingles que lhe custa uma pequena fortuna. Entretanto, abandona seu prazer se o telefone tocar com um novo serviço. Nunca se aborrece ao ser convocado, seja essa convocação durante a madrugada ou no meio do fim de semana.

Ele mesmo já está acostumado com a imagem da morte e perdeu o medo de morrer. Imagina que passar para o outro lado deve ser uma grande aventura, mas não acha que apressar as coisas seja algo que valha a pena. Costuma filosofar sobre os procedimentos do pós-morte, para os mortos. O que acontece no campo dos vivos ele domina. Se pergunta se a burocracia é parecida, ou se ela sequer existe. Se pergunta sobre a existência de um “céu” ou “inferno”.

Mora sozinho no andar de  cima de sua funerária, nos subúrbios de São Paulo. Passou pela vida sozinho, mas não é triste por isso, vê sua solidão com um certo orgulho, um sentimento de lobo caçador, conhecido e respeitado. Considera que “aproveitou razoavelmente bem o seu tempo no plano dos vivos”, em suas próprias palavras.

Acredita que pode controlar o aspecto final de sua existência humana, ou seja, a forma que vai morrer.

VERSÃO 60 SEGUNDOS

NARRADOR – Você é daqueles que adora tirar fotos mas nunca teve dinheiro para comprar uma câmera?

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NARRADOR – Quando revelados, todos elogiam seus cliques? Chegou TecPix, a câmera que cabe duplamente no seu bolso.

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NARRADOR – TecPix custa apenas R$600, e é extremamente portátil e prática, cabendo literalmente no seu bolso!

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NARRADOR – TecPix tem resolução de 4 megapixels, com visor LCD ajustável, permitindo que você veja o que está clicando em qualquer posição! A platéia está na sua frente, no show de seu artista favorito?

TEC/ EFEITO SONORO: AMBIÊNCIA DE SHOW, PESSOAS CONVERSANDO E CANTANDO, MÚSICA ALTA E ABAFADA. 40% DE VOLUME.

NARRADOR – Levante sua TecPix no modo “vídeo”, coloque o visor para baixo e filme tudo em altíssima qualidade!

NARRADOR – Além das funções de foto e vídeo, você também pode usar sua TecPix em conjunto com seu computador, tornando-a uma eficiente webcam e transmitindo ao vivo suas imagens para todos os seus contatos!

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NARRADOR – A família está reunida no fim de semana e você quer apresentar o novo vídeo de sua filhinha aprendendo a andar? Simples, conecte sua TecPix na TV através dos cabos RCA e todos poderão vivenciar também essa emoção!

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NARRADOR – TecPix, a câmera que cabe no seu bolso! Compre já a sua ligando para 0800 711 7711! Ligue agora, 0800 711 7711, e ganhe brindes exclusivos!

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VERSÃO 30 SEGUNDOS

NARRADOR – Chegou TecPix, a câmera que cabe duplamente no seu bolso.

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TEC/ EFEITO SONORO: CAIXA REGISTRADORA

Além de máquina fotográfica, TecPix também permite gravações em vídeo de alta qualidade com até duas horas de duração e tem a exclusiva função webcam, para que você ligue sua TecPix direto no seu messenger favorito, transmitindo ao vivo suas imagens para todos os seus contatos!

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