Aulas suspensas até dia 10 de agosto por conta da gripe que se espalha pelo mundo. As coisas são mais tensas em São Paulo.
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Amanhã faz um ano que me mudei para São Paulo. Trezentos e sessenta e cinco dias e seis horas, e apesar de alguns desses dias não terem sido passados aqui, a maioria foi. Por mais estranho que pareça, hoje foi a primeira vez que comprei pães de sal nessa cidade.
Cheguei na época do frio. Inverno brabo. Ano passado foi terrível, e esse ano tá prometendo também. Acho que vou ter que me acostumar com todo esse gelo nessa época nostálgica do ano. Me lembro de chegar, do cheiro do primeiro apartamento (que era menor que meu atual quarto) e de todas as coisas importantes que aconteceram lá. Lembro de sair do prédio de manhã cedo (enquanto minha mãe ainda dormia), no escuro e no frio, para ir para o primeiro dia de aula de cursinho, sem conhecer ninguém. O sol nasce quase sete horas, até que entra o horário de verão, coisa que havia desaparecido da minha vida por longos anos soteropolitanos e que agora está de volta.
Nesse um ano, um bocado de coisa mudou, outras tantas se definiram, aprendi muito, seja de aulas, seja da vida.
(…)
Fui comer um pão e perdi a linha de raciocínio desse post! Sorry! hahaha
Aleluia, senhor! Aprendi a postar vídeos em HD no Youtube, além de vídeos em widescreen REAL. O segredo estava no codec. É só usar o Xvid MPEG-4 Codec. Só pra demonstrar o que isso significa, vejam o vídeo abaixo, mas agora cliquem no botãozinho de HD, e não HQ, e depois coloquem em tela cheia. Isso sim é qualidade! (Pode demorar, um pouco mais que o normal, pra carregar).
I Must Find Foxie! (HD)
Provavelmente esse post não faz nenhum sentido para os leitores normais desse blog, mas, alguém pode vir a achar utilidade na teoria contida nele.
Binoculars Sequence (HD)
Salvador, 13 de Julho de 2009
Prezado senhor Marcos Dal Bello,
Em primeiro lugar, apresento-me como Tito Ferradans, pretendente ao curso de cinema da USP e busco maiores experiências e conhecimentos na área de produção de textos (literários ou não).
Aprecio igualmente a leitura e a escrita, mas sempre com mais foco na ficção. Com este curso, pretendo melhorar habilidades em dissertação, com temas reais e abstratos, a fim de atingir a meta principal de entrar na USP, mas também como um aprendizado de técnicas para uso a médio e longo prazo em textos não relacionados à cobrança de estudos, de caráter puramente pessoal.
Numa visão geral, domino bem o português (gramática e vocabulário), com mais destaque para uso na prática do que na teoria. Em dissertações minha maior dificuldade está no desenvolvimento da argumentação (para temas concretos) ou o desenvolvimento do tema como um todo, quando este é abstrato.
Espero absorver o máximo de conteúdo a partir do curso, levando o compromisso a sério e até o fim.
Atenciosamente,
Tito Ferradans.
Surgia, em 1895, o cinematógrafo. Criado pelos irmãos Lumière, na França, este invento viria a evoluir desenfreadamnte nos anos subseqüentes, tornando-se o cinema que temos hoje em dia. A máquina capturava e exibia séries de imagens a intervalos regulares, criando a ilusão de movimento a partir de uma seqüência de imagens estáticas.
Ninguém, na época, seria capaz de antever que aquela exibição rápida e truncada de trabalhadores saindo de uma fábrica ou um trem partindo da estação viria a se tornar o grande e intenso mercado que foi criado em torno da tão aclamada Sétima Arte. A quantidade de dinheiro movimentada pelo cinema atinge somas astronômicas, distribuídas entre profissionais de quase todas as áreas, indo de engenheiros envolvidos na construção, por exemplo, de cenários, a advogados que lidam com a área de direitos autorais e leis antipirataria, passando por figurinistas, publicitários, diretores, elenco, médicos, historiadores e muito mais campos de trabalho são envolvidos em produções cinematográficas.
O principal objetivo do cinema era o entretenimento, seja ele retratando a realidade ou criando histórias interessantes para o público. Com seu desenvolvimento, diversos elementos foram se incorporando aos filmes, tornando-os cada vez mais poderosas ferramentas de entretenimento para o crescente público. Com sua popularização, o cinema ganhou outras utilidades além da original, assumindo papel de crítica, de registro histórico ou da pura aplicação da linguagem cinematográfica, tendo por resultado uma obra completamente subjetiva.
A partir do acúmulo dessas funções, alguns críticos fecharam seus olhos para a função principal do cinema, que é o puro entretenimento, buscando desafios mentais em todos os filmes que assistem, destruindo o filme em seus artigos e ignorando completamente um desenvolvimento simples mas, ainda assim, divertido.
Socialmente falando, o cinema tem um enorme alcance, lançando modas e tendências diretamente sobre o público-alvo e permitindo forte expressão de partes do globo que normalmente não têm essa chance de expressão. Os Lumière devem ter bastante ogulho de sua obra ao ver o que ela se tornou.
Participação especial de Pelé em nossas filmagens da Sitorne. Percebam a diferença das abordagens.
Bandido Paulistano
Bandido Soteropolitano
PS – Editar e criar CG (computação gráfica) é muito bom, mas editar partes sem CG é ainda mais divertido.
PS2 – Nunca vi nada que esfria mais rápido do que a cama, depois que você levanta…
É chegado o momento da partida. Fica no ar o sentimento de tanta coisa por fazer e uma forte sensação de que volto muito mais cansado do que quando cheguei.
Volto também muito mais feliz.
Há uma enorme gama de aspectos que envolvem a sétima arte. Suprimindo todo o processo de criação e indo direto ao produto, podemos destacar três desses aspectos que são bastante considerados no nosso dia a dia em relação aos filmes. Seu papel como ferramenta educativa; como fonte de lazer; e a como criador de mitos ao redor, principalmente, do elenco principal ou, menos freqüentemente, de diretores e outros cargos.
Quando se fala do relacionamento entre educação e cinema, logo pensamos em filmes que retratam momentos históricos, vidas de grandes personalidades ou até mesmo documentários. Pensar nesses filmes não é errado, mas, não é só esse o tipo de educação que pode ser oferecida pelo cinema. Na verdade, a real educação oferecida pelos filmes é encontrada, muito mais, nos que retratam o dia a dia das pessoas, ou como determinado personagem passa por uma situação difícil em sua vida. “A educação pode existir livre e, entre todos, pode ser uma das maneiras que as pessoas criam para tornar comum, como saber, como idéia, como crença, aquilo que é comunitário como bem, como trabalho ou como vida” (BRANDÃO, 2006, p. 10). Praticamente todos os filmes passam uma lição do que é “certo” e o que é “errado”, lições de moral, de retidão ou ética. Segundo Camargo, a educação pode, sim, estar incluída no tempo de lazer, mas apenas quando utiliza uma abordagem diferente da tradicional, autoritária.
Sempre existirão aqueles que interpretam um filme somente por seu caráter como peça de entretenimento, esteja, ou não, a película associada a qualquer tipo de lição. É por esse motivo que Hollywood vende tanto. De lá saem obras que, muitas vezes, não contém nenhum elemento de destaque em particular, porém, quando todos esses atributos medianos (clichês, para uns) são combinados, obtém-se um produto capaz de divertir, por algumas horas, pessoas grande variedade de estilos, idades, pensamentos ou condições sociais. “Mas, como imaginar que alguma pessoa consiga algum equilíbrio na vida cotidiana, sem seu espaço de sonho, de aventura, de encantamento, de beleza?” (CAMARGO, 1986, p. 23). A habilidade e permissão de esquecer a realidade, por um breve tempo é, de longe, o maior trunfo da indústria do cinema.
Combinado a essa ampla abrangência, temos a equipe de produção valorizando o resultado. Muitas vezes um filme tem grande público somente pelo fato de ter no elenco uma grande estrela, ou um diretor de renome. Não que isso não mereça destaque, mas, atualmente há uma supervalorização das estrelas, dos mitos envolvidos.
O mito faz parte daquele conjunto de fenômenos cujo sentido é difuso, pouco nítido, múltiplo, Serve para significar muitas coisas, representar várias idéias, ser usado em diversos contextos. (…) O mito é uma palavra que está em moda. Um conceito amplo e complexo, por trás de uma palavra chique. (ROCHA, 1985, p. 7-8).
Supervalorização esta que se prolonga muito além do campo de trabalho, passando para a vida pessoal dos astros e criando uma verdadeira mitologia em torno do que esses famosos fazem no seu dia a dia e como encaram suas dificuldades fora das telas.
É preciso conseguir, na criação de um curta, ou longa metragem, embutir a educação de forma discreta e até imperceptível quando procurada diretamente. Encaixá-la abertamente estraga tanto o momento de lazer do cinema, quanto à lição, tornando o filme apenas mais um “produto educativo” que ninguém consome por livre vontade. A questão dos mitos se dá muito mais em meio ao público que, com o tempo, vai associando fortemente o ator aos personagens, desgastando a relação entre ambos (público e atores), seja o fã em busca de notícias de seu personagem favorito ou do ator, fugindo constantemente de fotógrafos e jornalistas.
REFERÊNCIAS
CAMARGO, Luiz O. Lima. O que é lazer. São Paulo: Brasiliense, 1986. (Coleção Primeiros Passos).
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2006. (Coleção Primeiros Passos).
ROCHA, Everardo, P. G.. O que é mito. São Paulo: Brasiliense, 1985. (Coleção Primeiros Passos).
A maioria das pessoas só mantém seus ideais e princípios até entrar dinheiro na jogada. Não sei que tipo de idiota ainda pergunta “por que cinema é difícil no Brasil?”.
Não sei como passa despercebida a enorme quantidade de filmes iguais que se faz por aqui. Drama, romance, comédia romântica. Tá, isso é bom, mas é BARATO. E aqui é caro. O cinema barato brasileiro sai caro. Não consigo nem imaginar quando é que poderemos ter uma INDÚSTRIA cinematográfica de fato.
A mentalidade é tão atrasada, considerando uma associação absurda entre ficção e realidade, que acho mais fácil sair do país e trabalhar em outra parte do mundo do que tentar desenvolver as coisas por aqui. Não se leva fé nos que começam, e se dá muita glória a quem tá lá em cima.
Revolta em contexto, tô tentando filmar uma perseguição digna de hollywood (Hollywood mesmo, minha principal fonte e estilo, não nego, nem ligo pra quem quer reclamar. Mesmo porque, “principal” é (bem) diferente de “ÚNICA”), sem gastar mais do que R$50.
O que eu considerei que seria a parte mais fácil se revelou a mais complexa. Com alguns poucos telefonemas encontrei elenco, veículos adequados, motoristas, armas, câmeras e diversos tipos de equipamento. A parte de efeitos e pós produção fica totalmente comigo, o roteiro já está pronto, assim como storyboard. As filmagens propriamente ditas não tomariam mais do que duas horas. Quando fui procurar a locação para tal projeto, começaram as frescuras. É frescura mesmo. O condomínio onde moro negou a permissão por conta de que as imagens podem vir a mostrar casas dos moradores, essa parte é até compreensível, mesmo considerando que filmaríamos, sem estardalhaço, num trecho sem casas, cercados por cones e equipe técnica.
Agora vem a parte que bate de frente com o “estímulo” ao cinema. Como principal ponto da negativa vem a idéia de que permitir a filmagem ia associar o condomínio com uma imagem de violência e desordem. Tá, isso porque quem quer filmar é um tal de Tito Ferradans, filho de desconhecidos. Agora, chama um diretor de comercial, pra fazer algo ainda mais absurdo, com a mesma temática, no mesmo lugar, oferecendo qualquer cinco mil reais pra filmar por um dia, pra ver o que acontece. Eu aposto minhas câmeras (pelas quais tenho muito apreço) que seria tudo aprovado rapidinho.
Aliás, não precisa nem ir tão longe, com essa história de diretor de comercial. Basta pegar um político mais destacado no cenário local, ou um morador mais influente. Nossa organização é PODRE por dentro. É altamente contraditória.
Honestamente, respondam a si mesmos, se você fosse administrador de um condomínio e aparecesse um rapaz à procura de uma locação para fazer um cena em especial. Alguns pontos devem ser considerados, assim como suas consequências.
O sujeito é uma pessoa séria no que faz? Ele vai mesmo cumprir o que diz, sem criar confusão? Ele tem histórico de propagar o caos por aí, sem motivo?
As filmagens vão expor os moradores? Elas vão ser absolutamente identificadas/identificáveis? A maioria dos filmes que assistimos por aí, nos cinemas ou em casa, nem sequer deixa descobrir onde as cenas foram rodadas no mundo físico real. Será que acham MESMO que eu vou pegar o vídeo, colocar no google, identificando onde foi feito, quem são os donos das casas, sua renda, quantos carros têm, família, etc? Ah, tenha paciência, né galera?
Só fecham as portas para o cinema aqueles que nunca participaram de nada do tipo. E isso eu digo de boca cheia.








Palavreado.