October 2009 at 2:32 pm

You are currently browsing the monthly archive for October 2009 at 2:32 pm.

Co-Respondentes – Parte IX

Co-Respondentes

O jantar se desenvolve tranquilamente e a noite da dupla termina perto das três horas da madrugada, depois de duas das baladinhas – afinal, ainda é quarta feira -, quando Rafael deixa Luísa em casa com um “até daqui a pouco“, que, inconvenientemente, os lembra da responsabilidade que agora se deposita sobre ambos na agência.

Ele espera a garota passar pelo portão da casa, num grande bairro residencial, para então percorrer em silêncio as ruas desertas da capital mineira até seu pequeno apartamento no centro. Não foi uma longa jornada, mas muita coisa passa pela cabeça do rapaz ao mesmo tempo.

“Carol, Luísa, Luísa, Carol, Luísa, Luísa, trabalho, agência, cartas, Carol…

- Vai dar confusão, Rafael, vai dar confusão… – ele se lembra das palavras de sua mãe quando, mais jovem, ele inventou de aprender a pilotar uma moto e, na mesma tarde, estava no hospital, com a perna direita fraturada.

- Vai dar confusão… - Ele repete em voz alta, para si mesmo, deitando em sua cama arrumada, cansado, suado, calçando sapatos pretos e vestindo calças e camisa com um forte cheiro de cigarros. Fecha os olhos em seguida, por algumas horas, até o despertador acordá-lo.

Em cima da mesa, ainda fechada, a carta passa o resto da semana.

Reestabelecimentos.

O excesso de palavras acabou me silenciando virtualmente por quase duas semanas! A situação de fato não estava normal. Pensei em explicar as coisas aqui, mas decidi falar separadamente com cada um, afinal eu conheço praticamente todos os leitores reais desse blog (esporádicos excluídos dessa conta. Nada pessoal contra vocês, ok?).

Entretanto, contudo, porém, todavia, esse não é o motivo do meu retorno. A necessidade de escrever vem ressurgindo, assim como tudo vai voltando a seus lugares adequados (sejam estes antigos ou novos). O tempo tem sido redefinido, assim como algumas prioridades. Tenho lido muito, visto mais filmes ainda, escrevo ocasionalmente, estudo todos os dias uma meta definida e tento controlar uma incontrolável vontade de filmar coisas.

Esse post simplesmente marca um retorno. Agora, vamos a outros, com o que interessa de fato.

E tudo vai melhorar!

Ô Jah! Ô Jah!

Descobertas Encobertas.

Minha descoberta da semana é que tem um cinema no shopping ao lado de casa, em Salvador. Esse cinema tem todos os filmes que pretendo assistir nesses últimos tempos.

“Salve Geral, porque A Salvação está chegando no novo Gamer dos Bastardos Inglórios”

Em cinema…

A gente faz o que gosta pra não ter que trabalhar.

Burnout.

Some questions have been answered. Some haven’t. It’s good news, I guess. At least we know what we’re facing.

Everything’s Not Lost

When I’m counting up my demons
Saw there was one for every day
With the good ones on my shoulders
I drove the other ones away

So if you ever feel on neglected
If you think that all is lost
I’ll be counting up my demons, yeah
Hoping everything’s not lost

When you thought that it was over
You could feel it all around
And everybody’s out to get you
Don’t you let it drag you down

- Coldplay

Perguntas sem resposta.

Encontrei um panfleto de propaganda de pizzaria em minha geladeira. Dentro do freezer. O que ele estava fazendo lá? Como ele chegou lá?

Sei que nunca descobrirei essas respostas. Tomara que não caiam na FUVEST.

Louça.

Antes de começar a história propriamente dita desse post, é necessário estabelecer alguns conceitos e definições acerca do tema abordado.

Consideremos uma pessoa que mora sozinha e tem apenas um conjunto de peças de louça e uns três conjuntos de talheres. Um conjunto é composto por quatro unidades de cada item. Um conjunto de louça tem quatro pratos grandes, pratos de sobremesa, pratos de sopa e pires. Talheres são garfos, facas, colheres, garfos de sobremesa e colherinhas.

A refeição modelo adotada será o almoço. A situação está normal quando você almoça num prato grande, com garfo e faca normais. Por preguiça de lavar a louça, falta de tempo, água muito fria, e uma série de fatores, você vai gastando seus pratos grandes, garfos e facas, que se acumulam na pia. As coisas já ficam levemente mais complicadas quando se acabam os pratos grandes e você tem que almoçar num prato de sobremesa, chegando a um nível crítico de ter disponíveis apenas pratos de sopa e pires, dando preferência, claro, aos pratos de sopa.

A situação é INSUSTENTÁVEL quando o almoço passa a ser feito nos pequenos pires, você já usou todas as facas e tem que se virar com garfinhos de sobremesa. Xícaras grandes para cereais, sopas e mingaus são coisa ausente a muito tempo, e acenam pra você lá de baixo da pilha de outros pratos sujos. Inexplicavelmente, as facas são os primeiros talheres a desaparecerem da gaveta. Me parece que pra comer qualquer coisa, usa-se uma faca…

Se você é bem organizado, consegue administrar toda a louça de forma compreensível no volume oferecido pela pia. Quando esse espaço acaba e você começa a empilhar os pratos e copos nas laterais, já está perdendo um tanto do controle da situação. É chegado um momento em que o caos é tão grande que nem ver o fundo metálico da pia você consegue mais. Sua visão é obstruída pelas dezenas de talheres, copos, pratos, xícaras e acessórios que foram usados ao longo das refeições. Esta é outra situação INSUSTENTÁVEL.

Agora, passemos ao plano dos acontecimentos. Aqui em casa a situação se tornou insustentável por parte da louça na quarta feira. Por parte da pia, demorou um pouco mais, mas conseguimos atingir esse nível com sucesso ao sábado, com uma colaboração espetacular de uma assadeira engordurada. Só de ver aquela pilha colossal de pratos, acumulada durante quase duas semanas, a coragem ia embora e ninguém se aproximava da pia.

Determinado, me prometi que lavaria tudo no sábado, pela manhã. A sabotagem foi interna e acordei gripadíssimo no dia de cumprir a promessa. Pelo bem da sobrevivência, adiei para domingo, com uma leve esperança que Lucas lavasse as coisas. No domingo, logo cedo, ele fala que vai viajar e só volta domingo que vem. “PUTAQUEPARIU!” penso em relação à louça. “Agora só eu posso resolver esse problema!”. Domingo, ainda gripado, fiquei longe da cozinha.

Acordei hoje, com o Sol no rosto – coisa muito rara nos últimos tempos – e uma manhã deveras agradável. Botei uma música alta pra tocar e afirmei sozinho: É HOJE! Ao longo de toda a manhã, dediquei-me com afinco à pia maligna. Foram mais de duas horas, sem pausas ou intervalos, até terminar de lavar tudo. DUAS HORAS! Pelo menos, agora estamos de volta à situação ‘normal’, tendo à disposição quaisquer pratos e talheres que minhas refeições solicitarem!

Violence!

Começando por uma afirmação, no mínimo, bizarra: eu gosto de violência. Só na ficção, vale ressaltar! E tudo tem seus limites. Dá pra perceber essa preferência com base nas minhas idéias, estruturas, projetos, contos e afins. Existem exceções, mas a maioria delas descamba pra esse lado ausente (ainda bem) da minha vida cotidiana.

Não acho que seja um recurso necessário para todas as boas histórias de ação e aventura, mas é válida em muitas delas. Tramas violentas põem em risco nosso bem mais importante: a vida. Se seus personagens estão arriscando suas vidas por alguma coisa, essa tal coisa tem que ser deveras importante, concordam?

Gosto da sensação de adrenalina, de me sentir no lugar dos personagens, dos riscos que cada ação traz, assim como seus benefícios. Sou contra o maniqueísmo, mas já gostei muito do mesmo. Bem e Mal fortemente definidos facilitam os pensamentos e decisões, entretanto não geram dúvidas nem dão profundidade aos personagens.

Mais uma reflexão de domingo.

« Older entries