December 2009 at 6:53 pm

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Angels – Ansiedade.

Era um dia de sol, daqueles bem iluminados, calorentos e com um ar de ressaca. Talvez o dia mais bonito do mês (ou dos últimos meses)… Bonito pela imagem e pelo futuro conteúdo que estava prestes a transbordar! Aquele era o momento mais esperado por ela. Momento este antecedido de jejum, enjôo, dor de barriga, insônia e diversos palavrões doados para a amiga que a havia aconselhado a encontrá-lo.

“Chegar em casa, tomar banho, se arrumar, descer, andar até a praça (chegar antes dele) e ficar lá”. Esse era o roteiro pronto na cabeça dela. O grande problema é que acabava aí! O resto era uma grande interrogação e um grande “FUDEU!” rondando.

Então, ela chegou ao local combinado (e nem sinal dele, UFA), escolheu o lugar mais fresco para sentar e esperá-lo. Tirou um livro da bolsa e abriu na página 23. Cinco minutos. Dez. Quinze. Meia hora! E ele nada. Talvez ela tivesse chegado muito antes do combinado… e o problema era que o tempo parecia não passar!

Depois de muito tempo esperando, ela sente a presença luminosa e cheia de vontade, parada na sua frente. Aquela vista tão esperada e explosivamente saudosa estava ali. Ele estava ali. Ela o olhou por pequenos segundos e tentou se ocupar com algo. Fechou o livro e o guardou na bolsa (mas antes, olhou de relance em que página tinha parado, e para sua surpresa, continuava na página 23).

Ele foi o primeiro a falar:
- Oi…
- Oi – ela respondeu.

Depois desse enorme diálogo, um silêncio mais enorme ainda se instalou.

Ela não lembra ao certo quem retomou a fala, mas lembra muito bem que as palavras não faziam muito efeito… O que realmente a despertava era aquela voz, aquela forma de falar tão dele, tão doce. Escutá-lo depois de tanto tempo a fez voar, sair daquele momento e a vontade de abraçá-lo quase a tomou por completo.

“Conversa vai, conversa vem”, e o veredito:
- Você tem que se decidir. O QUE VOCÊ QUER? Quer voltar, não quer, quer tentar de novo, quer o quê, finalmente?

O que ela mais queria era que ele a tomasse nos braços, a dissesse que a amava e, o mais importante, que tudo acabasse com um enorme beijo. Mas isso não aconteceu. Ambos tiveram que se contentar com um abraço curto e com o futuro incerto. “Tudo depende dele”, ela pensou. Ele deve ter pensado o mesmo.

O resto da história, nós conhecemos bem. Decidiram tentar, estão tentando e vão continuar tentando até que a morte os separe.

Culinária Improvisada.

Misturar três potinhos de iogurte cremoso Nestlè (”levemente adoçado”, diz na embalagem) com duas polpas orgânicas de goiaba e bater tudo no liquidificador resulta numa bebida entre um frapê e um milkshake, de sabor característico, suave e agradável. Sério, fica bom pra caramba.

Adeus Ano Velho.

O título não vai ter nenhuma relação com o texto, mas quem se incomoda? Desconsiderem a falta de sentido desse post, é só pra me reacostumar com as palavras e narrações!

Tem quase uns dez dias que tento escrever algo por aqui, e nada consegue se materializar em palavras. Um bocado de coisa tá acontecendo, a segunda fase da Fuvest já tá batendo na porta (dias 03, 04, 05 e 08 quero todo mundo desse blog me mandando bons pensamentos!), meus pais estão por aqui, para o reveillon que, tudo indica, será passado em plena Avenida Paulista, com os gatos pingados que sobraram pela cidade.

Sobrevivi ao Natal com minha mãe, e é uma pena não termos fotos das loucuras que fizemos por aqui. Destaque para um pinheiro constituído de fita isolante, etiquetas pequenas, embrulho para presente cortado em círculos e estrelas de papel alumínio, tudo colado no pano verde da parede, representando nossa árvore de natal. Não tínhamos toalha de mesa, então pegamos vários guardanapos para forrar a superfície lisa e escrevemos mensagens diversas com hidrocor, manchando a mesa toda e deixando a cozinha um pouco mais animada. Encontrei umas lâmpadas coloridas perdidas dentro do armário e coloquei uma cor de laranja na cozinha (fica MUITO surreal, quando só tem ela ligada. Parece que é um portal pra outra dimensão), e uma azul, na banheira, que já é azul, no banheiro que também tem ladrilhos azuis, resultando num cenário bastante… azulado. Já que a época de Natal simboliza iluminação da raça humana, nada como colocar umas lâmpadas novas pela casa que andava tão sombria, não é mesmo?

Entre meus inúmeros (três) presentes, ganhei um perfume de Vodka, vindo de Vick. Quem diria que até perfume a mãe Rússia planejava com a criação de sua bebida? Pra completar, até a WalMart me deu presente, adiantando, em quase um mês, a chegada de uma estante que eu comprei há MAIS um mês. Eu comprei em meados de Novembro, ia chegar dia 20 de Janeiro. Chegou hoje. Dediquei MUITO SUOR e algumas horas à montagem e preenchimento do mesmo, esvaziando vários armários bagunçados, dando ao quarto uma cara de quarto mesmo. Convenhamos, antes parecia uma sala vazia.

Temos (eu e dona Fátima) andado bastante pelo bairro. Mentira, “bastante” é uma palavra ineficiente pra definir o QUANTO temos andado. Qualquer coisa é motivo pra ir pra rua, esticar as pernas. A casa está brilhando de tão arrumada e limpa, algo não tão comum assim… Tentamos assistir Avatar, no IMAX (aquele cinema gigante, com a tela gigante, e tudo mais gigante), mas as sessões da semana inteira estavam lotadas! Ao que tudo indica, vou apreciar essa obra cinematográfica logo na primeira semana de 2010. O truque é comprar os ingressos pela internet…

Ontem também chegou uma carta de Vick, mas não sei se ela deixa eu postar uma parte aqui… Espero que ela responda nesse post. Hahahaha

The Boondock Saints – Transcript I

(A) – Bastard. This has got to be his big break.
(B) – Yeah.
(A) – We’ve got to fuck with him, right?
(B) – Okay.
(A) – Open the door. I’m gonna grab him by the fuckin’ hair.
(B) – Sit down!
(A) – Get down! Shut up!
(C) – Don’t shoot! Don’t shoot! We’re on the same side. Please, don’t shoot.
(B) – Get on the ground!
(C) – Don’t shoot, don’t shoot. We’re on the same side. Boss must’ve sent me in as backup. I’m Rocco! I’m the funny man. That ain’t my name.
(B) – Where’s your gun? Where’s your gun?
(C) – I’m the fuckin’ funny man! It’s right here. Right here. That ain’t my real name.
(B) – What the fuck? Jeez! It’s a fuckin’ six-shooter!
(A)- There’s nine bodies, genius! What the fuck were you gonna do, laugh the last three to death, funny man?
(C) – Pappa Joe said there was only two! In and out! Boy, you guys sure did a good job. Ah, shit. You guys are good, huh? Cool masks. Where’d you get ‘em?
(B) – We gotta do him right here!
(A) – Right now!
(C) – Don’t, please! I’m the funny man!
(A) – Right.
(C) – Don’t kill me! Don’t kill me, please!
(A) – Right!
(C) – I’m the funnyman!
(A) – What a fuckin’ idiot!
(C) – Fuckin’… What the fuckin’ fuck… Who the fuck… Fuck this fuckin’… How did you two fuckin’ fucks… FUCK!
(B) – Well, that certainly illustrates the diversity of the word.

Filme de ontem à tarde. Incrivelmente distorcido em termos de ética e moral, mas muito divertido e com diálogos impagáveis. Recortei três pra futuras tipografias.

Relações e Chocolates.

O casal entra numa loja de chocolates finos.

Ele, calado, quieto, observando a esposa e as prateleiras com cuidado. Ela, expansiva, vai pegando, olhando e cheirando vários bombons e tabletes dos diversos sabores enquanto conversa com as duas atendentes do estabelecimento.

- Olha, esse aqui é novidade, começou a ser produzido nesse mês. É em barra, e têm recheio de cupuaçu! – diz uma das moças, enquanto Ela observa a caixa e mentalmente saboreia aquele quitute.

Ele, ainda lacônico, pega uma barra com recheio de castanhas do pará e fica encarando a embalagem, atento aos detalhes e letras miudas, douradas. Ela vai empilhando doces e balas, caixas e mais caixas dentro de uma pequena cesta enquanto as duas garotas vão dando mais sugestões e dicas sobre os sabores e novidades.

Por fim, quando não há mais espaço na cesta nem opções diferentes na loja, Ela se dirige ao marido.

- Amor, o cartão tá com você?
- Tá aqui sim, amor.

Uma das atendentes comenta prontamente:

- Olha só, Ela escolhe tudo e ele só faz pagar!
- É, mas o cartão é dela! – Ele responde, com uma piscadela e um sorriso, para a garota enquanto se aproxima do caixa com um cartão Visa nas mãos, dando um beijo na esposa.

Era uma mentira, mas o desaparecimento da cor no rosto da moça já tinha valido o sacrifício. Depois dessa, quem disse que ela teve coragem de conferir?

Mamãe Paranóia.

Eu não era assim, mas a mania louca dela, de se adiantar no que é relativo a compromissos importantes, está me deixando louco!

É só a noite ser uma véspera de prova que eu OBRIGATORIAMENTE vou sonhar que estou chegando atrasado, ou o caminho está todo engarrafado, ou que não adianta correr, ou que vou dormir e perder a hora, ou qualquer outra coisa do tipo, e a consequência é sempre a mesma: perder a prova.

Quando eu falo que só tem louco na família, ninguém acredita… Ainda bem que só falta mais uma dessas doses de insônia e ansiedade, não é mesmo? Ah, e isso é pra ser uma PIADA, e não um desabafo! Hahahah!

Trilha da Noite: Kelly Clarkson – Long Shot

(Eu realmente acho – e tenho consciência de – que estou descendo cada vez mais fundo no poço da música pop americana…)

Useless.

Sabe quando as coisas parecem ir se desmontando e estilhaçando? Quando vem aquela onda imensa de maus presságios? Alguém tem a técnica de passar por cima, sem sair rodopiando, engolindo água e areia? Tudo agora parece que arma pra dar errado. Tô ficando tenso com isso. Todas as frases parecem prenúncios, todas as expressões, ameaçadoras, todos os planos, fracassos.

Não, eu não tô surtando. Só com um pouco de sentimentos ruins e culpas sem propósito. Nenhum dos planos de hoje deu completamente certo, isso pode ter influenciado. Tenho coisas a escrever. As histórias estão criando pressão para sair, mas as palavras afirmam estar em greve.

Música do Dia: 3Oh!3 Feat. Katy Perry – Starstrukk

Férias…

Convenhamos que é COMPLICADO ser um dos últimos a entrar de férias, tendo sido um dos primeiros a começar a ter aulas. A cada dia vão se acabando as provas, finais, recuperações e vestibulares, e as minhas provas ainda não chegaram. Eu também quero férias, mas quero no tempo certo. Não faço questão de antecipar!

War… War never changes…

Armadilhas e Refúgios.


Tipografia – No Mundo Há Muitas Armadilhas

Mais um trabalho concluído, e apresentado publicamente dessa vez! Exibido na abertura do recital Armadilhas e Refúgios, da Cia Subversiva, nesse domingo, em Salvador/BA.

Pelo visto, fugi para lá de novo, né? Em breve escrevo direito sobre o período curto. Esse é só pra o vídeo mesmo! Hahaha!

Pérolas do Parque

Estava a praticar com os pois no parquinho do Trianon (sim, eu voltei pra lá, depois de longo tempo ausente), quando uma garotinha se aproximou para conversar, curiosa sobre aquele brinquedo estranho. Inocente na história era eu, que não imaginava o que vinha por aí.

Expliquei que os pois são tipos de malabares. Segundos depois ela dispara: “Seu cabelo é que nem de mulher!”. Comecei a rir e concordei, perguntando se ela achava que eu devia cortá-lo.

“Sim… Você trabalha no teatro?”.
“No teatro? Não! Eu trabalho no cinema!”
“No cineeeemaaaa?!” – cara de surpresa e admiração.
“Éé! No cinema.”

Neste exato instante, a menina vira para o centro do parquinho, intensamente habitado naquele momento e grita (eu não esperava um grito tão alto de uma pequena tão pequena) com toda a força de seus pulmões:

“ELE TRABAAAALHAAAA NO CINEEEEEMAAAAAAA!!!!”, umas três vezes seguidas. Sem muito resultado do público juvenil, mais entretido com a areia e os balanços do que em sua recém-descoberta, ela sai correndo pra chamar uma amiga e contar as novidades. Não muito tempo depois, as duas desapareceram do local. Presumo que tenham ido embora.

Agora, estou até o presente momento esperando a entrega de um Sedex10 com diversas coisas importantes de Vick para matriculá-la na Célia Helena (faculdade de teatro). As matrículas só vão até amanhã, e amanhã à tarde eu parto pra Salvador. O clima está TENSO! Agora, se me permitem, vou retornar à arrumação da mala.

Vício Musical Do Dia: Katy Perry – Use Your Love

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