Friends.

Joey - So, you just left? Her place was really that bad?
Ross - You know how you throw your jacket on a chair at the end of the day? Well, like that, except instead of a chair, it’s a pile of garbage. And instead of a jacket, its a pile of garbage. And instead of the end of the day, it’s the end of TIME, and garbage is all that has survived!

Joey - All right, so… next time, you take her to your place.
Ross - I tried that. She says it has a weird smell.
Joey - What kind of smell?
Ross - I don’t know. Soap?

‘Cause You’re Free!

O destino confluiu e a tarde de hoje acabou ficando livre. Íamos produzir umas coisinhas no estúdio de som, mas ficaram para Terça feira. Ia ser mais um post, agora vocês vão ter que esperar.

Essa tarde livre foi providencial. Li vários textos atrasados, escrevi esses posts imensos aí embaixo, organizei meu cronograma de trabalhinhos, fui ao mercado, recarreguei cartuchos de impressora, arrumei a casa (limpei o fogão, porque Lila já tava quase me batendo) e até lavei roupas.

A única coisa que não deu tempo mesmo foi pra estudar um pouco mais o funcionamento do flash da câmera. Agora entrei nessa onda de aprender a tirar fotos com flash, comentei, né? Anyway, ainda tô lendo o manual do trambolho e aprendendo como operá-lo. Fazer o quê?

Um último comentário sobre a aleatoriedade das coisas, hoje entrou uma dupla mexicana no ônibus que eu peguei da USP pra cá. Os caras vieram tocando violão e cavaquinho, e cantando, um bom pedaço do caminho. Sensacional. Depois pediram colaborações, venderam CD e o escambau. Todo mundo que deu uma grana pros caras ficou com um sorriso no rosto por vários minutos depois da descida dos dois. Vida de artista é uma coisa perigosa, mas tem um glamour que nada é capaz de vencer!

By the way, me bati ontem com esse Cine, feito em 2008, pelos alunos do AV2006, e finalizado no ano passado. Finalmente foi colocado no youtube, depois de participar de diversos festivais. Achei bem divertido, e a qualidade é impecável. Ah, sei lá, não consigo não gostar de coisas envolvendo russos!

Popókas

[PITCHING] Meu Rei.

Inspirados na tragédia grega de Sófocles, Édipo Rei, para a matéria de Dramaturgia Audiovisual, tínhamos que desenvolver uma proposta de adaptação contemporânea para a peça. Depois de desenvolvida a proposta, a idéia era vendê-la, num pitching, apresentando as informações mais importantes e convenientes para convencer os possíveis compradores.

O que é um pitching? É a situação onde você – roteirista, diretor, criador – vai tentar convencer os ali presentes que é uma boa coisa eles comprarem sua idéia/proposta/filme/série. São longas sessões, onde se reúnem importantes produtores, distribuidores, patrocinadores, figurões de maneira geral, e diversos projetos são apresentados, em intervalos curtos (dez minutos), de forma resumida, pra tentarem se vender e entrar em processo de produção. Na sala de aula a gente só não tem os grandes figurões (ainda), mas o resto todo tá valendo.

O projeto foi desenvolvido em grupo, do qual faziam parte Ana Carolina Ornelas, Marcela Návia, Mari Brecht e eu. Como vocês bem sabem, em resumo, a lenda de Édipo é que, quando bebê, um oráculo prevê que aquele filho está predestinado a matar seu pai e deitar-se com sua mãe. Então o casal se livra da criança, e muitas voltas acontecem, até que a profecia se concretiza. Édipo se torna rei da cidade e, com a chegada de uma praga que assola a população, ele recorre aos deuses para encontrar o culpado, desencadeando uma série de investigações que revelarão ele como culpado, justamente por ter cumprido a profecia. Um monte de desgraça acontece no meio do caminho, mas é bem isso aí.

Inicialmente estávamos meio desligados da obrigatoriedade de ser uma adaptação CONTEMPORÂNEA, então criamos todo um universo mágico no sertão nordestino do fim do século XIX. Tava uma coisa fenomenal. Aí descobrimos esse fato antes esquecido. CONTEMPORÂNEA! Fizemos uma série de adaptações na proposta original (conseguimos manter a maior parte dos elementos) e chegamos a essa outra.

A PROPOSTA

Meu Rei é uma adaptação de Édipo Rei, tragédia grega, para um ambiente moderno, um tanto desconectado de compromisso com a realidade, onde temos Orixás (divindades da Umbanda) que manipulam o destino de seus protegidos e desafetos.

Em termos de formato, Meu Rei é uma minissérie de TV, com cinco episódios bem estruturados, em termos de conteúdo, cada um com meia hora de duração e paradas estratégicas que prendem o público à trama, seguindo a tradição das novelas brasileiras, mas com uma influência forte de séries internacionais, onde temos finais de capítulo ainda mais intensos e reviravoltas inesperadas, temperando o conjunto.

Meu Rei se passa na Bahia atual, onde ainda detêm o poder coronéis que mandam e desmandam nessas terras. É uma trama marcada pela miscigenação e pelo conflito. Dinho é a mistura de raças, de religiões, de escolhas, de sentimentos, de éticas. A trama se desenvolve no sertão, em meio às lavouras de cana, onde homens e mulheres são explorados cruelmente pelos políticos e coronéis donos dos latifúndios. Acompanhamos a história de três/quatro gerações de uma família explorada por essas circunstâncias, e vemos como a desgraça se abate sobre eles, ainda que pensem que as coisas estão correndo bem.

A figura da esfinge é mesclada com a do verdadeiro pai (Laio) e ambos são substituídos pelo cruel coronel Arlindo. A mãe do Rei é Joana, estuprada quando ainda menina, em seus treze anos de idade, tem o bebê às escondidas e o mesmo é abandonado para a morte na aridez do sertão.

Na representação artística (cenários, figurino, maquiagem), temos influência direta das obras de Cândido Portinari, formas tortuosas, pontiagudas, mas ainda assim, cores muito vivas e uma fotografia mais fluida, maleável, como os destinos daqueles que ali se apresentam.

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[REFILMAGEM] Heat.

Esse é mais um trabalhinho de curso, mas que pode interessar diversos tipos de amantes do cinema. Como manda a tradição, na matéria Expressão Por Imagens e Sons II, temos o exercício da Refilmagem, onde escolhemos uma cena de um filme – totalmente a nosso critério -, analisamos seus mais diversos aspectos, e apresentamos isso para o resto da sala.

Esse ano as coisas mudaram um pouco de formato, e estamos trabalhando incialmente em duplas, onde cada dupla analisa uma cena, e depois que todas forem apresentadas, formam-se grupos maiores – com seis pessoas -, a partir da união de duplas em torno de uma cena das três possibilidades da união. Fiz dupla com a May (o nome dela tá bem comum nesse blog, tô reparando), e fomos atrás de um filme que agradasse a ambos.

Chegamos a um consenso com facilidade. Vale enfatizar que a obra escolhida tem um dos tiroteios mais impressionantes e realistas de toda a história de Hollywood, quando os vilões fogem de um roubo a banco, mas preferimos apostar em algo menos megalomaníaco.

Antes de escrever tudo isso que vocês encontram aqui, vimos a cena, no mínimo, umas cinqüenta vezes. Além do material postado, fizemos também um storyboard de cada plano (são sessenta e oito planos, a maioria com menos de um segundo), e planta baixa, com posicionamento dos atores, carros e câmera. Foi trabalhoso pra caramba.

Sendo bem sincero, tenho poucas esperanças de que nossa cena seja escolhida para ser feita, mas, não vamos desistir ainda. Ela é MUITO complexa, em termos de produção – temos carros, tomadas aéreas, armas, vidros quebrando, enfim -, e daria um trabalho fenomenal na pós produção. Certo, chega de enrolação e vamos ao que interessa.

FILME ESCOLHIDO: Fogo Contra Fogo (Heat) – 1995
Escrito, produzido e dirigido por Michael Mann
GÊNERO:
Ação / Policial

SINOPSE: A história de dois homens que estão em lados opostos: o criminoso Neil McCauley (Robert De Niro) e o detetive de homicídios de Los Angeles Vince Hanna (Al Pacino).

Trailer de “Fogo Contra Fogo”

JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA
Queríamos uma cena que enfatizasse e fosse construída dinamicamente através de sua montagem, e que também tivesse o som como um elemento marcante na narrativa. O gênero de ação nos agrada, então assistimos diversos filmes no estilo – O Poderoso Chefão, Os Intocáveis, Os Bons Companheiros e, por fim, Fogo Contra Fogo -, em busca de uma cena adequada.

Levando em conta que é uma cena de ação intensa, com muitos tiros e movimentos rápidos, concluímos que também há muito a se aprender conjuntamente nas etapas de pré e pós-produção, combinando efeitos especiais e visuais através de truques na hora da captação e muita composição no After Effects.

CENA ESCOLHIDA: TIROTEIO NO DRIVE-IN
(Tá em baixa qualidade, com a tela cortada em 4:3, mas era a única versão que encontrei no Youtube. A parte que a gente escolheu acaba nos 2:26 de vídeo)

Anteriormente na história, Neil e sua gangue roubaram títulos financeiros de um empresário do tráfico (Roger Van Zant). Na cena escolhida, eles estão realizando uma troca dos títulos por dinheiro, com capangas do mesmo empresário.

Eles marcam o encontro no drive-in abandonado, mas Van Zant tenta enganá-los numa emboscada – que é a cena em questão. O ponto é que Neil e os rapazes estavam preparados para isso. A ação se desenrola e os capangas são eliminados.

Na seqüência seguinte, Neil descobre que o suposto dinheiro da troca não passa de papéis em branco, e continua sua perseguição pela grana.

Para os interessados numa análise mais formal da cena, é só continuar lendo logo abaixo. Se você não quer nem saber dessa coisa de “detalhes do cinema”, vai pro próximo post, ser feliz!

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Saqueado.

Me deparei com a trilha sonora de Inception e estou viciadíssimo, ouvindo há duas horas e meia, escrevendo sem parar, como dá pra notar pelo terceiro post seguido (e mais dois que estão engatilhados, só esperando finalização de material).

Toda a minha mobília foi pilhada para o set do Zero, Cine que roda nesse fim de semana. A Mari veio aqui e sequestrou a mesa e a estante. O quarto virou (mais uma vez) um grande cubo branco vazio, com coisas espalhadas pelo chão. Tem tanta poeira atrás do computador, que tô até com medo de me aproximar com o aspirador. Amanhã encararei esse desafio. Amanhã também encararei Mercenários, com convites enviados pelo Michel, uma pequena gratificação pela cobertura do Kinoforum.

Expresso agora a minha indignação com professores que não percebem a existência de outras matérias além das suas, e passam toneladas de textos todas as semanas. Já tô com mais leitura atrasada em duas semanas de aula do que estava no fim do semestre passado inteiro. Mas, tudo bem, passando a Semana da Pátria, vou dar um fast-forward nisso e detonar todos com voracidade. Espero.

Essas coisas de História do AV Brasileiro me enchem o saco. Ô materiazinha chata, com aula tediosa dos infernos. Ver dois filmes fracassados numa única manhã é demais pra mim. Paciência anda em baixa na cotação.

Expectativas.

Se tem uma coisa no dia a dia que eu dou valor é “bom humor”. Não consigo ser mau-humorado, e a mudança é tão radical que rapidamente qualquer um percebe que há algo errado comigo. Conscientemente ou não, acabei desenvolvendo técnicas e teorias sobre como manter esse estado de espírito.

Um dos segredos é ignorar o que apontam.

Ao tentar traduzir esses pensamentos em texto, cheguei numa única palavra que pode resumir tudo: “expectativa”. Quantas vezes você não já foi ao cinema assistir um filme, que muita gente já tinha falado bem, você tinha lido críticas, notas, enfim, tudo indicava que você ia curtir até o limite suas próximas duas horas, e o filme nem é tudo isso que você esperava? Exatamente. Inúmeras vezes. Mas, quando dizem que o filme é ruim, ou fraco, e você já vai esperando encontrar uma desgraça, a chance de você se divertir é muito maior. Claro, existem exceções pros dois casos (tanto filmes que superam até as maiores expectativas – posso citar, pra mim, recentemente, Avatar e Inception – e filmes que, mesmo com baixas esperanças, são uma desgraça completa), mas, como o próprio nome diz, são EXCEÇÕES.

Agora, vamos extender esse pensamento para outras situações. Shows, programas, jogos, viagens, clima, relacionamentos, TUDO! Se você parar pra analisar, vai ver que cria expectativas para todas as situações do seu dia. E se analisar ainda melhor, vai ver que a maioria delas não se realiza. Geralmente as coisas vão pior do que você espera – quem escreve esse texto é um otimista. Isso acaba decepcionando um bocado.

This is soooo boooooring…

Aqui entra a parte do truque: não crie expectativas. Tente, pelo menos. Ou crie baixas expectativas. Espere o pior, e tudo vai parecer um bocado mais divertido e surpreendente. Não sei quanto a vocês, mas é sempre bom, para alguém que trabalha contando mentiras, ter novas visões sobre as coisas. Aquele olhar de “primeira vez que vejo isso”, quase infantil, livre de preconceitos e pensamentos elaborados. É quase mágica. Você vai perceber que as pessoas se tornam mais espontâneas (tá, na verdade é só sua visão que fica um pouco mais inocente), os dias menos previsíveis, e a rotina menos entediante.

Cara, isso é incrível!

Anteontem, tava indo pro ponto de ônibus, na USP, com a May. Atravessamos a pista e ficamos ouvindo música por ali. Depois de breves instantes, um beija-flor pousou num galho do outro lado da rua. Aquilo chamou minha atenção para o emaranhado de árvores por ali. Olhando com um pouco mais de atenção, encontrei movimentos. Outro pássaro, em outra árvore, pulando sobre os galhos. Olhei melhor e vi que ele atacava a madeira furiosamente. Sim, um Pica-Pau! Nunca tinha visto um em toda a minha vida.

O bicho era bem sem graça, visualmente falando. Todo cinza, meio amarronzado, com um penacho despenteado no alto da cabeça. Ficamos ali no ponto, assistindo a ave que dava voltas no galho, bicando aqui e ali, derrubando pedaços de casca lá embaixo, na grama. Depois de muito encarar o pássaro, concluímos que os ônibus NÃO IAM chegar naquela hora, e atravessamos a pista de volta, só pra olhar mais de perto. Quase fomos atingidos por galhos que caiam do trabalho do bicho. Passamos alguns minutinhos assistindo ele trabalhar, absorvendo todo aquele espírito “picapalesco” presente.

Voltamos pro ponto e foi aí que reparamos que boa parte das pessoas ali olhava em nossa direção com interrogações no rosto. É mais uma vez a frase de um post antigo. A cidade é bonita, você só precisa ter olhos pra ver. Continuamos assistindo ele, de longe, até os ônibus chegarem.

Ontem, procuramos, com aquela esperança vazia, pra ver se ele tava lá de novo. Não tava. Tristeza? Não. Escolhemos umas músicas estranhas e ficamos cantando. Pra variar, as pessoas começaram a olhar em nossa direção. No fim das contas, a inocência, no olhar e no pensar, acaba chamando atenção sempre.

Lenhador.

Outro dia tava aqui conversando com Vini por e-mails, quando ele recomendou que eu aumentasse a saturação das cores nas minhas fotos. Falei que gostava mais de um visual dessaturado, e que a maior parte das cores nas minhas fotos ou eram a pele das pessoas, ou era mato. Ele falou que o mato ficava bem mais bonito quando saturado. Discordei.

Acho que o mato muito verde acaba tirando a atenção que você certamente quer colocar em outro ponto da imagem. Normalmente eu deixo o verde quase cinza, no tratamento das fotos, pra que ele fique bem discreto mesmo. Quero ressaltar o que acontece no meio do mato, e não o mato em si. E isso acabou trazendo uma reflexão bem maior…

Malditos vegetais!

Não sou um sujeito muito chegado em vegetais na alimentação. Pode ser frescura da minha parte, mas tempero bom é tempero invisível. As únicas plantas que eu como por livre e espontânea vontade são brócolis e couve-flor. E até hoje sobrevivi muito bem assim. E daí? Parece que eu mudei radicalmente de assunto. E se você unir as duas coisas?

É, tô começando a achar que, em vidas passadas, vegetais já se colocaram contra mim. É uma justificativa bem plausível, considerando minha aversão aos mesmos, até mesmo em imagens. Ou eles eram contra mim, ou eu era contra eles, como diz o título do post. Será que já fui um madeireiro violento, destruidor de grandes áreas arborizadas? Fica a dúvida no ar…

Film Noir.

FILMES: O Falcão Maltês (1941) e A Marca da Maldade (1958).

“Sim, claro, aqueles policiais dos anos 1940 de luz expressionista, narrados em off, com uma loira fatal e um detetive durão ou um trouxa, cheios de violência e erotismo etc.” (MASCARELLO, 2006, p. 178)

O noir como gênero é em certo sentido uma fantasia: um objeto nunca dado em sua forma pura ou completa” (Elizabeth Cowie). Essa afirmação é perfeitamente verdadeira quando levamos em caso uma análisa sobre O Falcão Maltês (1941). Dirigido por John Huston, o filme tem muitos elementos do estilo noir, mas não possui todos, coisa que é, também, uma característica do gênero.

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Vamos Fazer Um Filme.

Well, you see… Sei que da outra vez acabou, entre outros motivos, porque eu fiz muita besteira, e deixei de fazer muitas coisas que achava besteira mas, descobri depois, eram muito, muito valiosas.

Aprendi que sempre vale a pena falar o que vem à cabeça, por mais tosco que seja. O pior que pode acontecer é uma leve sensação de embaraço ou um olhar de desprezo. Do outro lado da moeda, sobre o melhor que pode acontecer, nem me arrisco a tentar definir, por ser justamente belo e imprevisível demais.

Continuo aleatório – na minha própria cabeça -, que gosta de fazer surpresas e elabora planos enormes para as coisas mais bobas e desimportantes, tentando torná-las um pouquinho mais mágicas. Ainda defendo a teoria que a vida tem trilha sonora, só é preciso saber ouvir.

Em relação às outras experiências, essa é diferente demais, diferente de todo o resto. Todas são diferentes, é verdade, mas nessa tem algo mais. Uma afinidade nunca experimentada antes, uma concordância e combinação de temas, opiniões, passados, interesses, algo que vai além da companhia pura e simples.

Tô fazendo tudo aquilo que sempre vem na cabeça mas a gente nunca faz, por achar que vai ser muito brega, ou que não faz nenhuma diferença e é muito simples. Ficou decidido que depois da primeira revelação, nada mais há de ficar subentendido.

Sou contra declarações de amor sem valor, ou por modinha. Amor é um assunto muito sério pra essa cabeça de vinte um anos – que talvez devesse encarar as coisas com mais leveza – mas depois de alguns instantes, concluo que posso dizer abertamente, sem dúvida, porque é real: Mayara, eu te amo.

Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
E hoje em dia, como é que se diz: “Eu te amo.”?

Waste.

Tô com mais de duzentas páginas, em atraso, pra ler amanhã, dos assuntos mais diversos. Tenho mais dois filmes pra ver (ambos da década de 40, do gênero noir, que é uma graaande evolução em relação aos filmes mudos do semestre passado), pratos e roupas pra lavar.

Passei a tarde no IMax, vendo Inception, de novo, com a May. O filme é ainda melhor e mais genial quando você assiste pela segunda vez. E eles são canalhas, repetem um plano em câmera lenta.

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