Day-to-Day

Releitura Fotográfica.

November 15, 2010

Trabalho final de Imagem II, devido à falta de tempo acabei fazendo algo meio picareta, mas a proposta é muito boa. A idéia é pegar uma foto que você acha muito interessante, que gera algum sentimento, analisá-la, tanto no quesito "por que ela gera esse sentimento?" como no quesito técnico, de enquadramento, cores, luzes.

Depois de analisada a imagem, o objetivo é criar uma outra imagem, inspirada na primeira, com o objetivo de passar o mesmo sentimento, e tomando bastante cuidado com a parte técnica, para que ela seja impecável. É quase uma "refilmagem de foto", mas sem a obrigação de ter elementos em comum (isso foi uma escolha minha). Para criar essa segunda imagem, valia tudo. Desenho, montagem, toneladas de Photoshop, ou uma foto pura mesmo.

Como já mencionei antes, esse fim de semestre tá tenso, e uma enxurrada de trabalhos desaba sobre nós, então fiz esse caminhando no sentido contrário. De certa forma, tira o mérito da nossa foto de Sweet Dreams, mas me poupa o enorme tempo de ter que criar uma foto nova. Então, escolhi a foto que mais me agrada no ensaio, e fui procurar outra que passasse a mesma sensação, para dizer que me inspirei nela... Acabei descobrindo que mãos são elementos comum em pesadelos.

Prometo que, nas férias, vou re-fazer esse trabalho, sem a obrigação de prazos e notas, só pra vocês se divertirem também. E já tenho a foto-inspiração e sei exatamente como quero que saia meu resultado. Será que conseguirei?

Day-to-Day

Externas Com Astronauta!

November 14, 2010

O André me ligou na semana passada, convocando para o Profissão Repórter 2. Eu não sou sujeito de recusar... Enquanto o trampo não termina e eu não escrevo um post mais completo, se divirtam aí com fotos no Centro Cultural São Paulo. Mesmo elenco do primeiro Profissão Repórter, só que com mais gente, e equipe bem parecida também. Só falta mais uma diária, Quarta-feira, na USP mesmo.





Day-to-Day

Prêmio CYAN.

November 13, 2010

Ainda tô meio estupefato, mas Missão Possível ganhou a primeira colocação no festival! Estamos ricos! Tá, nem tão ricos, mas já temos graninha para as próximas produções! O da Novela Mexicana tá a caminho, devo finalizar a parte de imagem na Terça, e aí a May entra com o som, num conceito GENIAL, que vocês vão ver no vídeo final, ou no nosso making of.

Era só isso, por ora. Precisava extravasar a emoção.

Day-to-Day

[CENA] Flap, Flap.

November 12, 2010

INT. DIA - CONSULTÓRIO DE TERAPIA

No centro, uma mesinha com tampo de vidro e duas poltronas - uma de frente para a outra. A luz é fraca, de fim de tarde, e entra por uma janela. Numa das cadeiras está MARIA, a terapeuta, cabelos longos e grisalhos, com um vestido marrom. Na outra, FLÁVIO, um sujeito de porte atlético, feições amigáveis e se debulhando em lágrimas. Maria está de costas para a porta, e Flávio tem atrás de si uma parede e um pequeno monte de almofadas.

FLÁVIO
(chorando)
Você entende, Maria? O meu pai não tinha direito de fazer isso comigo...

MARIA
Flávio, você já parou pra pensar que ele podia nem sequer perceber que isso te machucava? Que na verdade ele só queria um pouco de...

Algo se bate na janela, chamando a atenção dos dois. Não vêem nada, e Maria vai retomar o que falava, quando algo se bate novamente na janela, agora com mais força, quebrando-a. Ambos se assustam. Maria se levanta para ver de perto o que aconteceu com a janela.

FLÁVIO
(desesperado)
Aaah! Um morcego!

Imediatamente Maria se joga ao chão, procurando abrigo atrás de sua cadeira. Flávio fica em pé na cadeira, que cai para trás, e ele então mergulha em meio às almofadas, rastejando.

MARIA
Cadê?

Flávio chora compulsivamente, escondido em meio às almofadas, o morcego dá um rasante perto de sua cabeça.

FLÁVIO
Ele vai me pegaaar! So-cor-ro!

O morcego se bate um tanto nas paredes e cadeiras, e por fim pousa de cabeça para baixo, embaixo da mesinha de vidro. Flávio continua a chorar. Maria olha fixamente para o bicho, entre o terror e a necessidade de tirá-lo dali.

MARIA
Flávio, Flávio, é só um morcego! Enxota ele pela janela de volta.

Flávio não responde, só continua soluçando.

MARIA
Cadê os filhos nessas horas?

FLÁVIO
Bate nele! Mata esse bicho!

MARIA
Não! Ele tá mais assustado que a gente!

Flávio se levanta gritando das almofadas e erguendo a cadeira, para jogá-la sobre a mesinha, esmagando o morcego.

Maria pula de trás da segurança de sua poltrona, empurrando a mesa e assustando novamente o morcego antes que Flávio jogue a cadeira.

O morcego sai voando pela sala.

Flávio joga a cadeira, destroçando a mesinha e não acertando Maria por muito pouco. Ele está completamente alterado. Maria o fuzila com os olhos.

Maria levanta-se, encarando Flávio, que vai voltando a si, e ficando completamente sem graça.

FLÁVIO
Maria, me desculpe... Olha, é melhor eu ir, e depois a gente acerta isso, desculpa, desculpa...

Ele vai andando de costas, em direção à porta.

MARIA
Você reparou que o que você quase fez com o morcego é praticamente o mesmo que seu pai fazia com você?

Flávio congela, com cara de surpresa.

MARIA
E aposto que você não estava fazendo por mal...

Os olhos de Flávio se enchem de lágrimas, ele recomeça a chorar e anda até Maria, abraçando-a efusivamente, levantando-a do chão. Abraço de urso, ela fica até sem fôlego, e o homem continua a chorar, com um grande sorriso no rosto.

MARIA
Depois a gente acerta sobre essa mesinha, ok? E nunca mais, NUNCA MAIS tente machucar um bicho enquanto eu estiver por perto, senão quem vira bicho sou eu!

FLÁVIO
Tá bom, desculpa mais uma vez, Maria.

Ela acompanha o homem até a porta.

MARIA
Então, semana que vem, no mesmo horário, certo?

FLÁVIO
Confirmado.

Ela fecha a porta e volta até o centro do consultório, segurando o riso. Olha bem a confusão pela sala, caminha de volta até o telefone, perto da porta.

MARIA
Jó, a vassoura tá fácil de achar aí? Ah, a próxima cliente já chegou? Tá, vou aí falar com ela e pegar a vassoura.

Maria sai da sala, rindo de graça e emoção.

Day-to-Day

Final... de Semestre.

November 11, 2010

Esse fim de semestre tá uma tranquilidade só. Dá uma olhada na lista de coisas, até as primeiras semanas de Dezembro.

- três trabalhos teóricos
- uma cena por escrito
- um monólogo por escrito
- um programa de tv, filmado
- dois programas de rádio
- uma foto
- uma animação
- um curta
- dois projetos para editais

No fim das contas, acho que todos eles virão parar aqui no blog.

Day-to-Day

O Suspense Através da Decupagem.

November 9, 2010

SÉRIE: Alfred Hitchcock Presents.
EPISÓDIOS ESCOLHIDOS: Back For Christmas, One More Mile To Go, The Perfect Crime e Lamb To The Slaughter.

"Hitchcock vai contando o drama através de uma câmera ostensivamente voyeurista, aumentando a ansiedade do espectador e criando desconforto com o próprio ato de olhar, sentido essencial à natureza do cinema. Ainda assim, podemos distuinguir entre o que chamaríamos de um suspense do medo, representado, por exemplo, pelos filmes de Griffith aqui analisados - calcados numa estrutura de montagem paralela, montagem alternada, do movimento físico da corrida contra o tempo - e o suspense psicológico que, como em Hitchcock, se apóia também no olhar, e onde imperam o insólito, o inesperado, o choque dentro do cotidiano". (VIEIRA, 2007, p. 249)

A série Alfred Hitchcock Presents foi uma das pioneiras no gênero suspense. Iniciada em 1955, perdurou até 1965, sendo que todos os episódios contavam com uma breve introdução e conclusão apresentadas pelo próprio Hitchcock. Em cada episódio era mostrada uma situação diferente, com personagens diferentes - nunca eram usados os mesmos personagens -, cujo único ponto em comum era o suspense. Pode-se dizer que Hitchcock tinha o dom do suspense, e não era um dom mágico. Ele sabia perfeitamente o que fazer, ou ainda melhor: sabia perfeitamente o que mostrar para criar o suspense no espectador, e isso pode ser comprovado com uma análise dos episódios da série.