Day-to-Day

It's a Big World.

November 3, 2010

For now I'm focusing on birds, bugs and blossoms. I'll post some of them around here, tomorrow morning/dawn.

Anotação mental: escrever um texto sobre o mal relacionamento entre alta sociedade soteropolitana e câmeras com lentes grandes, ou carros que andam devagar. Escrever outro texto sobre o estilo de vida dessa cidade quente.

Day-to-Day Tudo AV

[VINHETA] A Casa da Vida.

October 30, 2010

Quando o Murilo me explicou o conceito geral dessa vinheta, pensei que ia ser um negócio muito louco, com 3D no After, movimentos surreais de câmera, e no fim, uma revelação incrível. Acabou que a parte mais empolgante, o 3D, não foi aprovado. Mas, o resto foi. Tá, os movimentos de câmera não são tão surreais, e não tem nem um joguinho de foco, mas a revelação da casinha é bonita, vocês têm que admitir.

Foi um trabalho complexo, com direito a re-fazer tudo, pelo menos duas vezes, e desenvolver criatividade singular para adaptações na imagem, sem esculhambar a visão geral da coisa. Tá, teve uns toques leves de 3D, e uma relação saudável com o Illustrator.

As casinhas ficaram bem diferentes, né? Pensem que para cada desenho diferente, eu tinha que recriar TODA a animação. Não dava pra aproveitar nada, só a noção das cores mesmo, e o papel de fundo. A primeira (que na verdade é segunda) versão - essa aí em cima - ficou pronta com folga de três dias pro prazo. Levei bem uma semana fazendo. E aí o bicho pegou, e a versão definitiva - abaixo - teve que ficar pronta nesses três dias, toda reestruturada.

"E o que isso tem a ver com o resto da existência, Tito?" - Ah, eu tava pensando sobre a abertura, e os conceitos para a Receita de Novela Mexicana, e muito do que já tá pronto segue mais o estilo original que eu esperava da Casa da Vida. Tem um monte de mudanças de foco, e uma mansão inteirinha, construída numa comp tridimensional. O jardim tá sendo criado, mas o que tem já tá muuuito bonitinho. Meio rápido, porque o roteiro é longo, mas bonitinho. Aguardem, e verão (ou rirão?).

Day-to-Day

There's No Place Like Home.

October 30, 2010

De todas as vezes que volto para Salvador, eu sempre consigo esquecer como as coisas funcionam por aqui. A comida boa, o calor absurdo (e consequentemente a ausência de frio), passeios de carro com minha mãe, os gatos que deitam por cima das pessoas enquanto elas dormem, e te seguem pra qualquer lugar, miando, os amigos - todos loucos - e os planos breves de uma viagem que não costuma durar nem cinco dias.

Cheguei aqui na quinta, já comemorando a inexistência de horário de verão. Em Salvador o dia nasce às 4h20, e o sol desce às 17h. A brisa é constante, mas sempre quentinha, nunca chegando nem perto das rajadas congelantes de São Paulo, e o silêncio é maravilhoso (palavras de quem, em São Paulo, tem uma janela para a Rua Augusta).

Nessa vida pacata de descanso soteropolitano, passei o dia ontem fazendo captações de som pro Operário em Construção, que decidimos dar partida na produção. Logo eu, uma pessoa tão... "imagem", fazendo captações de som. E foi divertidíssimo, com direito a comentários "esse facão arrastando na pedra parece o som de um cabo de aço!"... Quero só ver o que a May vai fazer na hora de montar isso!

Enfim, hei de partir, porque tá muito cedo (acabou de dar 5h), e quero ler umas coisas antes de Diego aparecer por aqui.

Day-to-Day

[PITCHING] Nora.

October 27, 2010

“Nora” é uma série baseada no personagem homônimo, da peça Casa de Bonecas, de Ibsen. A primeira temporada começa com os eventos da peça, e a partir do segundo, já começa a caminhar de maneira mais independente. Acompanhamos o dia a dia de Nora em sua tentativa de ganhar experiência, vemos ocasionalmente as interferências do estranho misterioso, que perto do fim da temporada descobriremos que era Rank, e ele morre, por conta de sua doença. Vemos o desenvolvimento de Helmer, com as crianças e a babá, sempre tentando reatar com Nora, e ocasionalmente temos a aparição de Kristina Linde e Krogstad.

A ambientação e estilo musical são constantes, e temos pelo menos uma performance musical por episódio. O clima de drama com toques de comédia se mantém constante. A primeira temporada tem 12 episódios. Um a cada duas semanas, durante um semestre.

Segundo Episódio

O segundo episódio da série começa a partir do instante exato em que Nora sai pela porta de sua ex-casa, deixando Helmer para trás. Ainda arrebatada por sua determinação, ela começa a caminhar no frio. Já é tarde da noite e as ruas estão desertas. Sua coragem não é tão grande assim, e ela decide ir até a casa de Linde, para continuar sua jornada pela manhã.

Ela bate na porta do albergue, e ninguém atende. Ela insiste com tanta determinação que um homem abre, e ela pergunta onde fica o quarto de Linde. Acorda a amiga, e pede para passar a noite ali. Linde exige explicações e Nora então conta o ocorrido. Linde fica preocupada, diz para ela não exagerar nessa reação , insiste para ela voltar para Helmer, mas Nora está impassível. Linde admira sua coragem, apesar de não concordar com seus motivos.

Pela manhã, Nora pega o trem para sua cidade, onde decide que vai recomeçar a viver, de fato. Chegando lá, é questionada sobre seu retorno, mas se esquiva de maiores justificativas afirmando que a família está se mudando para outro país, e ela veio arrumar as coisas da herança de seu pai. A herança, só ela sabe, é o casebre isolado onde o velho morava, e agora passa a ser sua casa. Ao longo do episódio, vemos ela se desentendendo com muitas coisas da casa. Arrumação, cozinhar – constantemente queima a comida -, e deixa tudo sempre bagunçado.

Acompanhamos uma série de tentativas de arrumar emprego. Ela tenta ser secretária, mas é recusada, procura vaga como governanta, mas também tem o emprego recusado. Ambos os patrões exigem alguma experiência anterior. Em meio a essa busca, saímos do foco em Nora, e vamos para o bar da vila, onde um Homem Misterioso – vestindo um sobretudo pesado, chapéu, botas e cachecol - oferece uma soma considerável de dinheiro, e algumas informações sobre Nora, para o dono do estabelecimento, Sr. Charles.

Assim que o estranho sai pela porta dos fundos, Nora entra pela da frente, se voluntariando para o serviço de costureira das roupas das dançarinas. Sr. Charles olha para ela, pergunta seu nome, se ela tem experiência, compara com o papel que lhe foi passado pelo estranho, e a aceita. Nora fica exultante, pois finalmente conseguiu cumprir seu primeiro objetivo em viver. Ter um emprego.

Já no trabalho, ela conhece Holly, uma das dançarinas. Logo na primeira noite, ao sair do expediente, quase pela manhã, vê Holly ao longe, no beco que fica ao fundo do bar, conversando com o tal Homem Misterioso. Pouco depois de Nora aparecer, o estranho olha para ela, não vemos seu rosto, ele se despede de Holly e parte.

Vemos Helmer chegando em casa, coberto de neve, tirando o sobretudo, chapéu e botas. Ele abraça as crianças, elas perguntam pela mãe. Helmer responde que Nora vai passar um tempo fora, mas que tudo vai dar certo para ela. Surge a suspeita: será que ele é o homem misterioso?

Voltamos para Nora, ela vai ficando mais próxima de Holly. Recebe o pagamento por sua primeira semana, fica muito decepcionada. O dinheiro é muito pouco para ela, que sempre gostou de se vestir bem, de não ter que economizar até o último centavo. Ela começa a bolar um plano para subir no emprego. Temos uma montagem entrecortada alternando Nora e seu plano, e Helmer concentrado no seu trabalho, no escritório. Ele sempre tem dinheiro por perto, e quando amanhece, ele fecha uma mala cheia, e sai. Nora vai se deitar, em seu casebre, por pouco não passando frio.

Na noite seguinte, chegamos ao bar junto com Holly. Ela vê Nora conversando com Sr. Charles, e vai para o camarim, se trocar. Enquanto está lá, Charles chega e a acusa. “Como você pode esconder isso de mim, Holly? Sabe o que significa para sua carreira? A partir de amanhã você não deve mais voltar para cá”. A garota fica perplexa, mas Charles não lhe dá oportunidade de falar nada. Nora está estranhamente alegre.

Na noite seguinte, Nora é que se veste de dançarina. Ela sempre soube dançar, não é mesmo? Agora, com esse emprego, e consertando as próprias roupas, ela ganha um bocadinho a mais de dinheiro, além de ter um lugar de destaque, nem que seja por algumas horas. Temos a performance dela, e numa das suas pausas, vamos para o breve flashback para sua conversa com Sr Charles, onde ela acusa Holly de estar grávida, e apontar o encontro da garota com um rapaz, no beco atrás do bar. O episódio termina com um afastamento da câmera, que sai do palco e vai até um canto escuro do bar, onde vemos, o Homem Misterioso apreciando o espetáculo. Em cima da mesa, há uma mala fechada. Só conseguimos reconhecê-lo por conta da roupa. Não é possível ver seu rosto. Ao fim da música, ele sai e deixa a mala, com um guardanapo escrito “Para a garota cotovia”.

Day-to-Day

Modernidades.

October 25, 2010

A vida não cansa de me mostrar que eu não preciso de um celular bom. O atual agora desliga e religa sozinho, travando na tela inicial. Ah, uma beleza. Tô quase incomunicável, qualquer coisa mais urgente, mandem emails!