Day-to-Day

[JOB] Final Feliz.

October 24, 2010

Por onde começar? Ah, sim, pelo concurso. Toda essa coisa de Cinemark começou no ano passado, com o surgimento do "O Brasil Em Cartaz", concurso promovido pelo Cinemark com objetivo de incentivar o público a assistir e valorizar o cinema nacional. O processo de escolha é vai na linha: todos enviam roteiros até uma data limite - roteiros são lidos e analisados - roteiro é escolhido. O roterista fica riquinho (R$10 mil) e ganha mais uma grana pra produzir seu filme (R$30 mil). No ano passado, a vencedora foi a Camila, com Menu.

Cinemark 2009 - Menu

O fato de ela ter ganho o concurso no segundo ano gerou o maior rebuliço dentro do CTR, uma vez que é voltado para alunos do terceiro ano em diante e, apesar das complicações, os professores ajudaram no que puderam. Dessa vez, oficialmente o CTR anunciou que não ia apoiar alunos do segundo e primeiro ano, caso eles ganhassem. Particularmente, acho uma sacanagem, mas, enfim. Foi publicada uma lista dos dez roteiros finalistas, sendo que seis eram do CTR. Não acredita? E agora, já acreditou? Por fim, como o título do post já entregou a surpresa, a vencedora foi a Bia, com Final Feliz.

Bia, agora muito mais RY-CA!

A correria começou logo depois de o resultado ser anunciado, quando os caras exigiram o filme pronto e entregue nessa Segunda (25/10). O plano original era de ter filmado na virada de Sábado pra Domingo (16-17/10). Já tínhamos muitos figurantes confirmados, listas de equipamento, storyboard, cronograma, enfim, só faltava o dinheiro do prêmio e as confirmações pelo próprio Cinemark. Até o fim da Sexta, nada disso tinha aparecido e as filmagens foram adiadas para a virada de Terça para Quarta. Deu problema de novo e dessa vez eles insistiram em que a gente filmasse de Quarta para Quinta. O pior dia para todos os envolvidos na produção.

Como é que consegue um monte de figurante pra virar uma noite no shopping Market Place, no MEIO da semana? É só alugar seus calouros! Na Quinta seria a data de entrega da Refilmagem, mas como Angerami (que é o professor da matéria da Refilmagem) estava por dentro das confusões do Cinemark, a Bia conseguiu fazer um acordo com ele e adiar a entrega dos projetos para Segunda. Aí a galera choveu confirmando participação e tínhamos bem umas quinze pessoas figurando nas filas.



Lorena, figurando com muita elegância

Não vou entrar em detalhes da trama porque só tem um minuto, e deve estar nos cinemas muito em breve. Tudo que eu digo é que se passa numa fila. A atriz favorita dos cines retorna, e temos uma dose extra de Mariana!


E o que eu tava fazendo lá? Como o Ricardo e o Lucas estavam fotografando, fui como assistente de câmera, pro Ricardo. A Laura (2009) ajudava o Lucas, que tava responsável pela parte de luz, e o Rudá (das fotos do post anterior) também deu uma grande mão para todos nós.


Como já deve ter dado pra notar no Camerawork, a gente tava rodando com 7D, e tínhamos CINCO delas no set. A minha, a do Ricardo (que era a filmadora oficial), a do Victor (fazendo Making Of, com o Gustavo), a do Nicko (com a Taka, fotografando), e a do Rudá, com ele mesmo, fotografando. De lentes, as tradicionais 18-135mm e 28-135mm, além de duas 50mm f/1.4 e o Ricardo pediu pra alugar a 16-35mm, 24-70mm e 70-200mm, todas da série L da Canon, ou seja, abertura 2.8. Deu confusão no aluguel e ficamos sem a 24-70mm. No lugar dela, veio uma 200mm fixa. Vai entender...


Gustavo, filmando Making Of, meio morto no carrinho.

A previsão era: todo mundo se encontra na Sala de Produção do CTR, 20h, saímos às 21h, comemos no shopping - a Bia contratou um catering maravilhoso! - e começamos a rodar por volta das 23h30. O problema é: 23h30 a gente tava tentando sair da CineVídeo, onde locamos trocentos milhões de equipamentos de luz. Tripés, um pouco mais de tripés, ah, mais uns tripés, enfim, tripés até passar mal, trilhos retos, trilhos circulares, bandeiras, refletores, rebatedores, fios, muitos fios, mais fios, sacos de areia (TRINTA!) e outras coisas que agora já não lembro mais.

O horário-limite para entrar pelas Docas do shopping era 00h. Chegamos 23h59, sério. Entramos com o caminhão, tiramos todas aquelas coisas lá de dentro (foooorça!), fomos colocando no elevador de carga e levando pro Cinemark, usando aquele carrinho que o Gu tava dormindo em cima. Fiz esse caminho bem umas dez vezes, com toneladas de equipamento. Foi pesado. Depois jantamos, enquanto o Lucas ia montando a luz. O salmão tava inacreditável. Por fim, estávamos começando a rodar o primeiro plano às 2h30 da manhã de Quinta

Correndo pra acabar às 6h, antes do nascer do sol, que destruiria nosso setup de luz. Acabamos às 7h30, com um pouquinho de luz natural entrando pela clarabóia do shopping. Desmontamos as coisas, organizamos a saída. No fim das contas, saímos de lá umas 9h30. Enquanto carregávamos os restos de equipamento, iam chegando alguns funcionários do shopping para abrir as lojas. Mal sabiam eles a confusão que tinha se passado ali nas últimas horas. Cheguei em casa umas 10h30, depois de mais de 30h acordado, dormi até cair a noite, e não passei muito mais tempo acordado nessa Quinta.

Num quadro geral, foi deveras divertido, extremamente cansativo e definitivamente valeu a pena! Quando estrear, aviso pra todo mundo ver num Cinemark! Vamos ter até uma Premiere! Uhu!

Day-to-Day

Mulan.

October 23, 2010

Reassisti hoje de tarde, depois de muuuitos anos sem ver. É muito bom, né? Filmes da Disney são sempre bons. Agora tô ouvindo (e cantando) "Vou Vencer", da trilha sonora, no volume máximo, enquanto arrumo coisas para essa animação do post abaixo. Os personagens finalizados estão ficando tããããão mais bonitinhos!

Mais tarde, pra continuar o clima, acho que vou ver Hércules.

Day-to-Day

Fotos Felizes.

October 23, 2010

Imagenzinhas do set, por Léo Rudá. É pra vocês se divertirem enquanto eu não tenho criatividade pra escrever. Mais no Flickr.



Lente preciosa, vale até dormir abraçado com ela pra aproveitar mais o tempo.

Day-to-Day Tudo AV

[REFILMAGEM] O Resultado.

October 22, 2010

Para quem estava alheio, ou aterrissou aqui de pára-quedas, a refilmagem já foi discutida nesses posts aqui. O que vocês vêem agora é o que saiu de tão longo e complexo processo.

Refilmagem Noir - Onde Os Fracos Não Têm Vez

No meio da semana passada, assistindo Alfred Hitchcock Presents prum outro trabalho, percebi que as paredes NUNCA são brancas, e é isso que faz as pessoas brilharem (literalmente) em cena. Nada de ficar fazendo um milhão de máscaras back in 1955! Da próxima vez que fizer algo noir, vou pintar tudo de cinza! Soluções elegantes e menos trabalhosas.

Day-to-Day

Filas.

October 21, 2010

Vocês podem até me chamar de preguiçoso, mas, qual o propósito de ficar em pé, quando se pode esperar sentado? Sinceramente, em São Paulo, terra da fila, cada vez mais me encontro com essa questão. Para tudo se tem uma fila. Farmácia, cinema, banco, ônibus, aeroportos, shows, elevadores, parques de diversão, baladas, e até pra pagar pelas coisas, você tem que pagar também com seu tempo, de pé.

Claro, algumas situações são inevitáveis - restaurantes, ou filas de cinema, por exemplo, e mesmo assim, dá pra evitar o último exemplo, mudando o horário da sessão - mas, de resto? Numa fila você só incomoda o sujeito que está na sua frente, e é incomodado pelo sujeito de trás, pois existe aquela tensão no ar, de que as coisas não estão andando por culpa de quem está à frente, e por conseqüência, que está atrás, irá se atrasar/já está atrasado. Quantas vezes, numa fila de saída de restaurante, você olhou pra frente e viu que alguém no caixa ia pagar com o cartão, e começou a xingar silenciosamente a pessoa, levando em consideração que o tempo gasto para pagar com o cartão é incrivelmente maior que pagar em dinheiro?

Tomemos como exemplo uma situação clássica: descer do ônibus de viagem, ou de um avião. Avião é pior, fica mais claro de ver. Nem bem a nave toca o chão, um monte de gente já fica em pé, com as coisas na mão, pra sair correndo pela portinha no momento exato que ela abrir. Esse intervalo todo, leva uns dez minutos no mínimo. Agora, leve em consideração o fato de que geralmente o ar dentro da cabine fica mais quente depois da aterrissagem, e que você faz mais esforço de pé do que sentado, e (ainda melhor), geralmente quem tem esse comportamento são aqueles executivos de gravatas e ternos mil. Resultado: vai sair uma pá de gente fedorenta do avião.

Admito que ri muito numa ocasião em que os portões de desembarque estavam todos cheios, e o avião entrou numa fila de outros aviões, para esperar vagar um portão. Fiquei imaginando o tanto de gente em pé, carregando o peso de suas malas, num calor dos infernos (tínhamos acabado de pousar em Salvador/BA), e ainda tendo que esperar bem uns quarenta minutos sem se mexer. Acho que meus vizinhos no corredor da aeronave não entendiam do que eu ria, senão, certamente teriam sentado de novo.

Ok, retomando a realidade. Tirando a parte ANTES de parar, e contando a partir do momento em que abrem-se as portas. Entre o primeiro que desce, e o último, não se passam dez minutos. É o tempo de três músicas. Fica sentado, escutando. Depois de desembarcar, você ainda vai ter que esperar sairem suas malas lá embaixo mesmo!

Outro dia Lila tava me contando que a popularidade de uma balada é medida pela fila na frente da festa. Sinceramente, é pra levar isso a sério? Qual o critério, "Quantas pessoas querem entrar"? Sempre achei que era (inclusive mais lucrativo) "quantas pessoas estão na festa"...

Esse post é motivado por algumas filas encontradas nos últimos dias e que estão me fazendo perder a cabeça! Primeira: ontem, para conseguir um bom lugar no show do Green Day, que começava às 22h, May chegou na fila às 11h30 da manhã. Segunda: ontem, também, quando descarregávamos os equipamentos da filmagem, passamos por uma fila imensa de pessoas esperando sua vez de PAGAR PARA IR EMBORA do shopping. Pagar pra entrar, até entendo, mas, pagar pra sair?! E ter que esperar por isso?! Ah, tenha dó! Por fim, a terceira foi uma fila de banco, totalmente aleatória e gigante, que atrasou toda a minha tarde de Terça Feira.

De brinde, pensem sobre a fila para comprar ingressos pro show do Paul McCartney, que está dando voltas no Pacaembu. Se fosse Jesus Cristo em pessoa, distribuindo pães e cantando salmos, vestido na sua túnica tradicional, talvez eu pegasse uma filazinha, mas por qualquer outro famoso, não tenho essa paciência.

Day-to-Day

Camerawork.

October 21, 2010

"So you wanna play?"



Canon 7D + RedRock Micro Rig + RedRock Follow Focus + Canon L Series 16-35mm f/2.8

Como não se apaixonar?