FILMES: Juventude Transviada (1955) e Como Era Verde O Meu Vale (1941)
O melodrama clássico hollywoodiano se apresenta de partida, indiscutivelmente, com Griffith, e segue seu caminho até os dias atuais. Alguns elementos são comuns ao gênero (assim como o noir, existem aqueles que dizem que o melodrama é algo tão amplo que engloba vários gêneros), como o embate entre a virtude (bem) e o vício (mal), histórias de amores difíceis, personagens passivos e sofredores, o ambiente familiar da burguesia (classe média), o constraste entre sentimentos e aparências, sendo que sentimentos são sempre mais valorizados.
“Melodrama pasará a ser atribuido a dramas populares en prosa, de argumento sensacionalista y plagados de aventuras novelescas, basados en un enfrentamiento entre el bien y el mal, con final feliz (recompensa para la virtud, castigo para el vicio) y personajes estereotipados cercanos al cliché” (RUBIO, 2004, p. 23)
Temos a forte presença de sociedades moralizadoras, que julgam os protagonistas por suas aparências, representadas por um ambiente opressor, o sentimento de não-pertencimento, por parte dos personagens. A família é o centro das atenções, pois representa a própria sociedade americana, e isso pode ser observado sem esforço nos dois filmes escolhidos.
“El centro del relato es la familia burguesa que se ve amenazada por un peligo extraño que causa un desequilibrio, siendo el desarrollo del filme una lucha por restituir el equilibrio original” (José Javier Marzal). Em Juventude Transviada, logo na seqüência de abertura somos apresentados aos três personagens principais, todos eles com sérios problemas familiares, e vemos suas formas (diferentes) de lidar com esses problemas. Em Como Era Verde O Meu Vale, acompanhamos a desintegração gradual de uma família, que costumava ser feliz, ao redor de uma mina de carvão, pelo ponto de vista de Huw Morgan. O filme todo se passa num grande flashback, recurso comum ao melodrama, para mostrar como as coisas eram boas antes, e foram piorando até o momento atual.
No que diz respeito ao período englobado pelas obras, no filme de Nicholas Ray, temos um intervalo não muito maior que 24 horas, sem nenhum flashback, narradas cronologicamente. Porém, no de Ford, acompanhamos a trajetória dos Morgan ao longo de mais de trinta anos.



Direção de Arte!
Lola, fazendo pose com a Arriflex.
Danilo apertando botões, como todo bom curioso
Equipe de Som, nas trevas e caos do estúdio B.
Danilo e Vanessa, apaixonados.
"Crepa meu olho!" - Moda entre fotógrafas de película.
Construindo uma máquina do tempo com fita crepe, relógios, fios e placas.
Gisele: "Tenho que saber a quê estou submetendo meu elenco!"
"Putaquepariu, essa espingarda é muito dura!" - Marilene, que saiu com a mão inchada de tanto bater na arma.














