Day-to-Day

Film Noir.

August 23, 2010

FILMES: O Falcão Maltês (1941) e A Marca da Maldade (1958).

“Sim, claro, aqueles policiais dos anos 1940 de luz expressionista, narrados em off, com uma loira fatal e um detetive durão ou um trouxa, cheios de violência e erotismo etc.” (MASCARELLO, 2006, p. 178)

“O noir como gênero é em certo sentido uma fantasia: um objeto nunca dado em sua forma pura ou completa” (Elizabeth Cowie). Essa afirmação é perfeitamente verdadeira quando levamos em caso uma análisa sobre O Falcão Maltês (1941). Dirigido por John Huston, o filme tem muitos elementos do estilo noir, mas não possui todos, coisa que é, também, uma característica do gênero.

Specials

Vamos Fazer Um Filme.

August 22, 2010

Well, you see... Sei que da outra vez acabou, entre outros motivos, porque eu fiz muita besteira, e deixei de fazer muitas coisas que achava besteira mas, descobri depois, eram muito, muito valiosas.

Aprendi que sempre vale a pena falar o que vem à cabeça, por mais tosco que seja. O pior que pode acontecer é uma leve sensação de embaraço ou um olhar de desprezo. Do outro lado da moeda, sobre o melhor que pode acontecer, nem me arrisco a tentar definir, por ser justamente belo e imprevisível demais.

Continuo aleatório - na minha própria cabeça -, que gosta de fazer surpresas e elabora planos enormes para as coisas mais bobas e desimportantes, tentando torná-las um pouquinho mais mágicas. Ainda defendo a teoria que a vida tem trilha sonora, só é preciso saber ouvir.

Em relação às outras experiências, essa é diferente demais, diferente de todo o resto. Todas são diferentes, é verdade, mas nessa tem algo mais. Uma afinidade nunca experimentada antes, uma concordância e combinação de temas, opiniões, passados, interesses, algo que vai além da companhia pura e simples.

Tô fazendo tudo aquilo que sempre vem na cabeça mas a gente nunca faz, por achar que vai ser muito brega, ou que não faz nenhuma diferença e é muito simples. Ficou decidido que depois da primeira revelação, nada mais há de ficar subentendido.

Sou contra declarações de amor sem valor, ou por modinha. Amor é um assunto muito sério pra essa cabeça de vinte um anos - que talvez devesse encarar as coisas com mais leveza - mas depois de alguns instantes, concluo que posso dizer abertamente, sem dúvida, porque é real: Mayara, eu te amo.

Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?

Day-to-Day

Waste.

August 21, 2010

Tô com mais de duzentas páginas, em atraso, pra ler amanhã, dos assuntos mais diversos. Tenho mais dois filmes pra ver (ambos da década de 40, do gênero noir, que é uma graaande evolução em relação aos filmes mudos do semestre passado), pratos e roupas pra lavar.

Passei a tarde no IMax, vendo Inception, de novo, com a May. O filme é ainda melhor e mais genial quando você assiste pela segunda vez. E eles são canalhas, repetem um plano em câmera lenta.

Day-to-Day

21º Festival Curta Kinoforum

August 20, 2010

A convite do Daiblog, fui fazer uma cobertura da sessão de abertura do 21º Curta Kinoforum, Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, que aconteceu nessa noite do dia 19, no SESC Vila Mariana. Na dupla (de dois), éramos eu e Henrique, colega fotógrafo e crítico apaixonado por cinema, representando o Michel, comandante do Daiblog, que mora em Brasília.

Investindo e mantendo o projeto - nascido no MIS (Museu da Imagem e Som) em 1990 - temos a (sempre presente) Petrobrás, o SESC SP e o Kinoforum (como figuras maiores). Um ponto ressaltado por vários dos discursantes é o grande crescimento do Festival a cada ano que passa, com mais curtas, mais países e ainda mais qualidade, consagrando-o indiscutivelmente o maior do Brasil, de toda a América Latina, e também como um dos maiores eventos de curtas metragens no mundo.

Com o apoio do Kinoforum, o Festival na verdade é a "apresentação" de um ano inteiro de trabalho, afinal a produção não pára, e o conjunto pode ser analogamente comparado com um grande projeto de pesquisa cinematográfica, de desenvolvimento e linguagem em curta duração.

A imprensa em peso na abertura!

No festival, que atinge a maioridade esse ano (21 edições!) teremos mais de 400 curtas, de 49 países, sendo 219 deles brasileiros. Tudo acontece entre os dias 19 e 27 de Agosto, com projeções no CineSESC, MIS, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido, Espaço Unibanco de Cinema, CinUSP, Cineclube Grajaú e na Cinemateca Brasileira. A Cinemateca, por sinal, será palco de um seminário para uma discussão sobre produção e distribuição (comercialização) de curtas, no mercado brasileiro. Afinal, quem é que ganha dinheiro com curta? Ninguém.

O que existe mesmo é o fato de que curtas são como laboratórios, é um produto onde você vai testar idéias, conceitos, histórias, e se ele alcançar o público desejado, pode ser usado como trampolim para o grande mercado cinematográfico mundial. Foi abordada também, brevemente, a questão das mídias digitais e a distribuição entre o próprio público, utilizando iPods, iPads, celulares e outros aparelhos portáteis multimídias, muitíssimo adequados ao formato do curta, e que também podem mudar a visão do público sobre o formato e suas muitas riquezas e vantagens.

Após as sessões, nos diversos cinemas, teremos conversas com os diretores dos curtas, todos os participantes brasileiros foram convidados a comparecer, assim como os participantes internacionais, que acompanham suas obras passeando pelo mundo. Acontecerão também oficinas diversas, encontros de crítica, panoramas, etc, porque "Cinema é contato!". Não falta programação, como dá pra notar, explorando o site oficial do evento.

Depois de quase uma hora de agradecimentos e discursos, tivemos a tão esperada sessão de abertura do Festival. Sentados na sala de mais de duzentos lugares, cercados de produtores, diretores, atores, atrizes, e tudo quanto é gente relacionada a cinema, nada mais adequado que uma seqüência de cinco curtas fantásticos. Em ordem, Six Dollar Fifty Man (Nova Zelândia), Math Test (Coréia do Sul), Las Pelotas (Argentina/Suíça), The Spine (EUA) e Recife Frio (Brasil).

Trailer - Las Pelotas

Queria comentar todos os filmes, mas ia ficar um post grande demais, e eu posso acabar destruindo a graça dos mesmos. Fica para a próxima. Após a sessão de curtas, nos deparamos com um coquetel de primeira, na área aberta do SESC para todos ali presentes, afinal, é nos coquetéis que rola o social, o networking e tudo mais que toca o cinema pra frente, tudo que rola ANTES das produções, desde a "venda" de idéias à apresentação de novos contatos.

Não ficamos muito tempo na festa porque não tínhamos contatos, nem muito tempo pra ficar saboreando guloseimas. Já era tarde, depois das 23h30, e fomos caminhando até o metrô. Henrique pegou seu rumo de volta pra São Bernardo, e eu de volta para a Paulista. Foi deveras interessante e garanto que estarei presente em algumas das sessões do Festival, ao longo da semana.

Day-to-Day

[CINE] Pedro e a Cigana.

August 17, 2010

Se sua atenção não for capturada pela primeiríssima tomada de Pedro e a Cigana - dirigido pelo Ricardo (fotógrafo do Raposa e Arco Íris) e pela Ana Paula (assistente de direção do Prazer Extremo) -, creio que você é uma pessoa normal demais para acompanhar esse blog. Vou tentar narrar o acontecimento da cena, para você poder ter uma idéia básica da série de eventos.

A primeira imagem é de uma grávida (interpretada por Dilson, com barba), usando um vestido longo, barriga falsa, peruca loira, salto alto, com um cigarro numa mão e um copo de bebida na outra. Ele(a) se apóia na geladeira, com olhar distante. Ah, aparece também uma manequim seminua, enrolada em lâmpadas de natal. Depois, a câmera vai andando para frente e para a direita, passa pela Mari (a mesma do Arco Íris, só que aqui interpretando o papel de Lia), que veste um terninho cinza e uma boina, fumando, apoiada num balcão e conversando comigo, o Sr. Disfarce, que usava um sobretudo marrom, um chapéu de plumas e aquele conjunto óculos-nariz-bigode.

No balcão, vemos muitos copos de bebidas coloridas e garrafas vazias de cerveja. A câmera continua, passa por um grupinho de três pessoas, a Mari Brecht, fantasiada de Pedrita (com osso na cabeça e tudo), a Mari Chiaverini, de Chapeleiro Maluco, e o Fábio (diretor do Prazer Extremo), que usava uma gravata brilhante e segurava um copo de bebida azul.

Em seguida, passava por Fernanda e Camila, a primeira usando um kimono rosa e a segunda vestida de princesinha, com coroa e tudo, depois, chegava ao sofá onde tínhamos um russo muito bêbado, quase catatônico ao lado de uma garota usando uma máscara de brilhantes e se agarrando intensamente com o Freakzoid. Ao lado dos dois, o Paulinho, com um vestido de lantejoulas prateadas e uma jaqueta de couro com a marca Jose Cuervo, completando a fantasia com uma máscara de vaca. Quando a câmera passa por ele, ele abana a cabeça em desaprovação ao casal que se agarra.

A câmera começa a se afastar, passa por duas garotas (Julia, do AV2009 e Marília), uma de coelhinha e a outra que veste uma saia dourada, comentando "Nossa, comi muita pipoca! Pega uma cerveja pra mim?". A coelhinha atravessa o quadro, e finalmente vemos Pedro, vestido de Wally, refletindo em meio a tudo aquilo. Mari (a atriz) sai do balcão e o aborda, meio bêbada. Entra em cena Luís (André, um dos fotógrafos do Raposa), vestido de Fidel Castro/Chê Guevara, e abraça o amigo. Depois, Luís e Lia começam a flertar e Pedro sai de cena. ESSA é a primeira seqüência, sem cortes, de Pedro e a Cigana.


André/Luís

Acho que a seqüência acima é a maior que eu já escrevi na vida. A coisa toda ficou bem confusa para a câmera, não é? Agora pensem no som. A gente tinha que ir falando, com fade in e fade out, conforme a câmera passava, e o Renato (microfonista) ia passando com o boom em cima de cada grupinho. Eu era o 'disparador' das falas, até nas coberturas de som (gravações de som ambiente, pra criar preenchimentos no resultado final), pois precisávamos do burburinho da festa. Depois que o boom passava, a gente tinha que continuar a interagir, conversar e dançar, mas ABSOLUTAMENTE SEM FAZER SONS. De quantas festas a fantasia, mudas e sem som você já participou? Pois é. E essa cena começou na Sexta à noite, terminando no Sábado de manhã. O que isso significa? Que muitos figurantes mudaram de ator. Teve muita gente de Sexta que não tava no Sábado, e vice versa, mas os personagens continuavam, e as fantasias. Um "viva!" às fantasias.


Mari, Ricardo Henrique (que faz o papel de Pedro) e Ju (que faz a Cigana), juntamente com André, são os atores principais da trama, Pedro está perto de viajar para Paris, após se formar, Luís é seu colega de apartamento, revolucionário e militante, sempre tentando convencer o amigo a se envolver nos movimentos estudantis, Lia é uma espécie de pivô, amiga antiga de Pedro e Luís, e a Cigana é o elemento mágico, aparecendo quando menos se espera, atraindo o rapaz, e quase fadando sua viagem ao fracasso.



A casa do Pedro

Os outros cines que me perdoem, mas a Direção de Arte do Pedro e a Cigana foi PRIMOROSA. As pessoas realmente se sentiam em casa dentro desse cenário, tudo era muito real, e a paleta de cores era totalmente de acordo, criando o contraste adequado com os personagens e tons usados no figurino. Sério, a dupla chefe de Arte (Anna Júlia e Helena) mandou muito bem, junto com os assistentes (Renato, Elton e Piera, do AV2009, Mari Brecht. Piera, por sinal, quebrou a tradição dos continuístas do AVX, assumindo o posto nesse filme), e ambientaram o melhor cenário. As fotos acima comprovam. E tinha a casa ANTES da festa, DURANTE a festa e DEPOIS da festa, não necessariamente nessa ordem, então as coisas ficavam mais limpas ou menos limpas de acordo com a necessidade. Fantástico e trabalhoso.

Esse fundo falso me convence fácil!

O set foi bem tenso, correndo o tempo todo contra o relógio, sempre com a perspectiva de atrasar e perder planos fundamentais à história. Tirando isso, tinha a equipe com que mais me identifiquei, juntando vários dos elementos mais divertidos que conheci pelos corredores e pelos outros cines, criando uma sensação legal de "estar em casa" por lá. Por conta de toda essa correria, os diretores e fotógrafos (Murilo e Anna Júllia Santos) mudaram coisinhas na decupagem, diminuindo o número de planos de algumas cenas (como a da festa, ou a da manifestação, que explico logo mais) e, no fim das contas, as filmagens acabaram com um dia inteiro de antecedência.

A cena/seqüência da manifestação foi uma das coisas mais divertidas que já participei. Dá até empolgação pra pensar de verdade em filmes de guerra. Tínhamos ainda mais figurantes que na festa, cartazes e faixas, muito vento, frio, um carro, duas câmeras e duas lentes claras (50mm f/1.4 e 100mm f/2.8). Todo mundo meio vestido de revoltado, a vaca segurando um coquetel molotov, Pedro, correndo contra a corrente, em direção à Cigana, e um policial violento (interpretado por Vítor Coroa, do AV2009, que fez nosso Capitão Nascimento no Bixos de Elite) que interrompe a corrida do rapaz até a moça.

Fizemos muita fumaça em frente à Antiga Reitoria (morrendo de medo de sermos incomodados pela Guarda Universitária) com folhas secas, álcool e isqueiros. Mas muita fumaça MESMO. Saiu todo mundo meio defumado, depois de correr de um lado pro outro, criando efeitos muito legais e, fazendo Ricardo (diretor) entender que megafones são úteis em sets, ocasionalmente. Que tipo de pessoa seria eu, se não tivesse me metido no meio disso também, pra ficar correndo no frio e na fumaça? Diversão garantida, num dos momentos mais tensos do dia, porque ninguém sabia muito bem como essa parte ia se desdobrar. Sucesso, eu acho. Dá pra montar coisas bem interessantes com o material captado.

Não tiramos foto de equipe, mas tivemos fogueira depois do set! Afinal, já tínhamos feito fogo mais cedo, por que não fazer mais? Com o frio que estava na USP nesse Sábado, foi mais que merecido, depois de tanto correr de um lado pro outro, no vento e na fumaça. Deu pra relaxar, conversar e dar muita risada nesse tempinho. Peguei uma carona com Ricardo até o metrô e depois cheguei em casa, cantando pela rua cheia de gente. Ah, o pós-set...

Nota do Autor: A segunda, terceira, quarta, quinta, décima segunda e décima terceira fotos desse post foram tiradas por Léo Rudá. As outras são minhas mesmo.

Day-to-Day

Vamos Fazer Mais Filmes!

August 16, 2010

Esse post foi escrito em 07 de Junho de 2014, e colocado nessa data com propósito de presente de Dia dos Namorados, e fica aqui pra matar aquele tesão de fazer algo em público, mas que ninguém percebe! (6)

Começou como um convite, uma proposta, mas nesses anos a gente já inventou foi coisa além da premissa inicial, claro, de "fazer filmes". Por sinal, alguns dos nossos filhos-filmes foram muito bem sucedidos em seus objetivos, e tô começando a achar que somos bons pais, ou criadores! E foi evoluindo, fui aprendendo muitas coisas com você, coisas sobre você, coisas sobre o mundo, pelo seu olhar, e acho que você também acabou pegando algo comigo.


Iluminei melhor essa foto, porque não tem mais tanta escuridão assim entre a gente.

Nas primeiras semanas era uma coisa meio tímida (como eu): uns beijinhos no corredor, mãos dadas durante a aula ou fazendo carinho na sua perna (quando a cadeira deixava), assistir muitas temporadas de How I Met Your Mother, dormir ouvindo barulho de ônibus na Augusta, fazer muitos trabalhos em grupo, ouvir Taylor Swift (!) dividindo fones de ouvido e sempre pegar ônibus juntos. Fomos passar Natal e Ano Novo em Salvador nos nossos primeiros seis meses de relacionamento, e aí você já conheceu a família toda, num tratamento de imersão, sem chance de escapar. Fico muito feliz que os tenha aceitado tanto quanto todos te aceitaram como parte do grupo!

Eu ainda fui mais chato, ou tímido, sei lá, e não ficava tão confortável assim em ir pra São Bernardo. Então alguma coisa aconteceu, não lembro quando, nem lembro o quê, que fez essa minha imbecilidade passar, e me permitir ser mais eu mesmo com a sua família também. Olha, desde então tenho lamentado o tempo que fiquei em casa, sozinho, ao invés de ir pra lá, jogar Catan, ou ver séries e conversar com sua mãe, Victor e com a Ju.

Tivemos todas as nossas muitas temporadas de Arraial, se entendendo e desentendendo com arraiáudios, com quem tinha que ligar para os pais, com as cartinhas que não chegavam no tempo, com a vontade de se agarrar lá mesmo, às escondidas dos coordenadores, e todas as nossas fugas de noite para upload e outras coisinhas mais interessantes. Mais uma família da qual eu fazia parte e você se jogou dentro, sem pestanejar.

Alguns anos passaram, e seguimos por caminhos que muitos considerariam rivais no set, foto e som, e justamente por estarmos juntos, acho que cada um aprendeu um tanto a mais que o normal sobre a área do outro, permitindo que som e imagem não competissem (nem nos filmes, nem no relacionamento), e sim trabalhassem em conjunto. Tivemos nossos desentendimentos, no set e fora dele, sobre foto e som, e sobre muitas outras coisas mais relevantes (e menos relevantes também), que nos fazem crescer e ficarmos ainda melhores um para o outro.

É curioso que não temos lá tantas fotos juntos (você sempre fala disso, e já brigamos por esse motivo, mas agora preciso concordar, queria ter mais fotos!). Fucei aqui o HD, lembrei de dias especiais e consegui algumas boas pra colocar nesse post, porque adoro fotos com você, e escrever para você, olhando as fotos é muito mais divertido e inspirador! Você me inspira a fazer muitas coisas, a experimentar, a inventar, e quase sempre acaba sendo cobaia dessas maluquices - das quais raramente reclamou - e agradeço bastante essa abertura pra tentar o que proponho. Sei que em outras situações, sou chato nesse aspecto, de que minha opinião está sempre certa, mas to me esforçando pra melhorar isso!

Acabei saindo da trilha de idéia que tava seguindo, e retomo: gosto muito de tirar fotos suas e, depois de algumas conversas, também fico muito feliz que tenhamos acertado esse ponto, e que agora nem você deleta todas, nem eu fico querendo postar todas elas (apesar de quê, acho que você não vai aprovar algumas que estão aqui nessa carta, mas eu acho todas elas muitíssimo bonitas por um motivo especial que, a essa altura, é mais do que óbvio: você.

Hoje você, com certeza, já sabe que eu adoro seu corpo. Adoro te percorrer com as mãos, massagear seus pés e mãos quando você acorda, ou as costas, quando você pede (muito), apertar seu joelho no carro, segurar sua mão andando na rua, sentir a curva da sua cintura quando andamos abraçados (e lembrar de segurar forte aqui toda vez que transamos!), adoro sentir sua pele com as mãos, seja nos pedacinhos que a roupa não cobre, seja quando você não tá usando nenhuma (você é muito quentinha!), acariciar (e apertar, quando dá!) sua bunda, afundar minha cara em seus peitos, beijar seu pescoço até você falar que a barba tá incomodando, te beijar, te lamber, te chupar, tudo isso pra mim é o paraíso. E se isso já é o paraíso, não dá nem pra descrever o que é sexo com você.


Ah, como eu goz(t)o quando você tá por cima!

Em termos de sexo, as coisas eram meio loucas (e unilaterais, infelizmente) no começo, e não-tão claras até recentemente, mas de lá pra cá a gente melhorou um bocado, pelo menos eu sinto isso. E nós dois estamos muito mais felizes com esse desenvolvimento de eventos! Hahaha! Você não faz idéia de como me excita te ouvir respirar mais forte quando a gente transa. Seus gemidos são - quase literalmente - música para meus ouvidos e me fazem sonhar com a próxima vez que vamos brincar juntos. Agora chega de falar de sexo, senão ia ficar aqui pra sempre, e essa carta tem muitos outros assuntos!

Entre esses assuntos, quero te agradecer, porque você me faz uma pessoa melhor (eu já falei isso antes, e repito porque é muito verdade). Você me faz perceber como algumas situações cotidianas estão recheadas de preconceito, você me apresenta a novos tipos de humor, me dá espaço para te contar qualquer coisa (de piadas sem graça a sonhos eróticos), que você sempre ouve e tenta entender (até quando não dá pra entender), me convida pra ajudar a preparar refeições maravilhosas para comermos em casa (saudades!), e me ensina a apreciar uma bela maquiagem (especialmente porque quando você acha bonita, manda várias fotinhos lindas para mim)!


"Acho que faltou um pouco de blush aqui..."

Você é uma pessoa maravilhosa, meu bem. Quase quatro anos se passaram e nem pisco se me perguntarem. Mayara, eu te amo, e ainda não sei como vou aguentar esses dois meses longe de você - especialmente agora que você ficou muuuuuito mais gostosa com essa arara no braço!

Acho que a carta acabou ficando um tanto sem pé nem cabeça, mas o que eu queria era mesmo era te chamar pra continuarmos juntos nessa nova fase que começa, tão longe de casa e tão perto de nossos sonhos, fazendo filmes e amor, enfrentando o que vier pela frente com união e respeito, sem frescura e sem desânimo (mas com uns dias de preguiça pelo meio, porque a gente não é de ferro). Vamos?

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...

Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...

Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar

Day-to-Day

CalaFRIOS!

August 16, 2010

Hoje foi pior que ontem, em termos de gelo (e olha que ontem foi, comprovadamente, o dia mais frio do ano). Não tenho idéia de quantos graus era a sensação térmica na USP, mas a situação não se amenizou em momento algum. Ajudei o Murilo a carregar toneladas de refletores do estúdio B de volta para a Sala de Iluminação, no segundo andar da Antiga Reitoria, tarefa seguida de um retorno saudoso ao bandejão, depois de quase quatro meses ausente e, por fim, aula de Imagem II na sala mais fria de todo o CTR.

Na hora de ir embora, tava andando com a May quando fui atingido por uma rajada de vento que literalmente me fez querer desistir da vida e sentar pra morrer ali mesmo. Segundos depois, fiquei aterrorizado com esse pensamento e começamos a correr para esquentar o corpo. Nunca senti nada tão estranho na vida.

Por conicidência (será mesmo?) do destino, Anne Rose (mãe de Vick) me ligou ontem, avisando que o tio dela vai passar por aqui amanhã à tarde pra resgatar a mala imensa que já tava quase fazendo aniversário no canto do quarto. É muito impressionante essa coisad e ciclos que se fecham, abrindo novos momentos.