A partir de O Gabinete do Dr. Caligari e Nosferatu – Uma Sinfonia de Horrores, uma nova forma de cinema surge, com temas sombrios de suspense policial, loucura, horror, traição e mistério em um ambiente urbano. Personagens bizarros e assustadores, uma distorção da imagem devido a uma excessiva dramaticidade tanto na atuação quanto na maquiagem e cenografia fantástica, de recriação do imaginário humano completam uma caracterização geral do estilo cinematográfico alemão do início da década de 1920.
"O expressionismo, o cinema plástico por excelência, o dos pintores e dos gravadores, da tela escurecida, o do excesso em tudo ('os sorrisos maiores que as bocas'). (...) O 'expressionismo alemão' seria o lugar privilegiado de um encontro perfeito, e quase de uma fusão entre a pintura -em sei estado mais pictórico - e o cinema" (Jacques Aumont). A partir dessa fusão de cinema e pintura, podemos destacar que um dos elementos da estética expressionista de maior influência em Nosferatu, de Friedrich W. Murnau é a fotografia de grande contraste entre claro e escuro, conceito muito marcado pelo Gabinete do Doutor Caligari. O jogo de luzes, luz e sombra, se apresenta até mesmo na trama, onde o vampiro, Nosferatu, um elemento que vive nas trevas, foge da luz do dia pois esta representa sua morte, fato que se realiza ao final da obra.















