Specials

Veludo [Reloaded].

May 28, 2010

NARRADOR - De certa feita, enquanto peregrinava pelas ilhas britânicas, me chegou aos ouvidos uma história que pode interessá-los. O ano é 1326. É uma noite fria e sem lua nas extensas planícies ao norte da Inglaterra.

TEC/ EFEITO SONORO: AMBIÊNCIA DE VENTO A 40% DE VOLUME.

TEC/ EFEITO SONORO: CHUVA FORTE A 40% DE VOLUME.

NARRADOR - O vento forte arrasta árvores e animais. O solitário viajante Donald Lamont tenta se agasalhar dentro de sua tenda, sem sucesso. Não muito longe, ouve o balir de animais num celeiro.

TEC/ EFEITO SONORO: BALIR DE OVELHAS A 60% DE VOLUME POR TRÊS SEGUNDOS.

NARRADOR - Usando suas últimas energias para chegar até o abrigo, Donald abre mão de sua tenda.

TEC/ EFEITO SONORO: PORTA DE MADEIRA RANGENDO ABRINDO.

TEC/ EFEITO SONORO: PORTA DE MADEIRA RANGENDO FECHANDO.

TEC/ EFEITO SONORO: FADE PARA 0% DO VENTO E DA CHUVA AO LONGO DO SOM DA PORTA.

TEC/ EFEITO SONORO: BALIR DE OVELHAS MAIS MOVIMENTADAS A 60% POR CINCO SEGUNDOS.

NARRADOR - Passa a noite aquecido sob o teto e em meio a uma dúzia de cabras. Na manhã seguinte, ainda sonolento e sonhando, Padre Lamont imagina estar numa enorme almofada, macia e agradável.

TEC/ MÚSICA SONOLENTA, MELODIA LEVE.

NARRADOR - Ao acordar completamente, percebe o mau-cheiro dos animais, mas isso não é suficiente para apagar suas memórias quentes e macias.

TEC/ EFEITO SONORO: BALIR DE OVELHAS ESPALHADOS (ENTRE 30% E 80%), POR TRÊS SEGUNDOS.

TEC/ EFEITO SONORO: CANTO DE PASSARINHOS A 40%.

NARRADOR - De volta à sua abadia, após a longa jornada, passa noites relembrando a sensação do couro dos animais contra sua pele friorenta. Acredita estar apaixonado pelas cabras, uma condição execrável sob os olhos do Senhor. Decide que vai se empenhar para recriar tal sensação, eliminando a conturbada associação com aquele semelhante da Besta.

TEC/ EFEITO SONORO: BADALAR DE SINOS A 60%.

TEC/ EFEITO SONORO: AMBIÊNCIA DE CIDADE MEDIEVAL (CARRUAGENS EM RUAS DE PEDRA) A 40%.

NARRADOR - Durante as próximas semanas, mal sai de seus pequenos aposentos, costurando, fio por fio, ponto após ponto, pêlos numa malha suave e fina. Surgia a primeira manta de veludo da história, saciando assim os desejos animais do Padre Lamont.

TEC/ EFEITO SONORO: TEAR, ROCAS OU MÁQUINAS DE COSTURA PRECÁRIAS.

NARRADOR - Por temer que seu segredo caprino fosse algum dia revelado, Donald sempre mantivera sua pequena manta em segredo.

TEC/ EFEITO SONORO: PEDRA SENDO RETIRADA DE PAREDE, E DEPOIS RECOLOCADA.

NARRADOR - Mas com a chegada de sua morte, poucos anos depois, o veludo foi redescoberto, sem a imaginação tortuosa de seu criador. Seu agradável toque disseminou o tecido por toda a Europa, e o trabalho necessário à sua confecção acabou tornando-o um artigo de luxo, acessível apenas à elite nobre. Essa, meus caros, é a origem do veludo, que tenta a todo custo, se manter em segredo.

TEC/ MÚSICA DE SUSPENSE E CONCLUSÃO.

Day-to-Day

Muitas Coisas Em Mente. Muitas Mesmo.

May 28, 2010

Então galerinha, andei completamente desaparecido, não é mesmo? Desagradável, concordo plenamente. O ponto é que as coisas culminaram num único momento, então nem tive muita escolha. O fato principal é que meu computador está queimado. Alguma coisa deu muito errado nele. Processador, placa de vídeo, enfim. Depois de falecido, passei a tarde tirando poeira lá de dentro. Eram dois anos de poeira acumulada. Nem a melhor máscara do mundo seria suficiente para deter tanto pó. Por fim, com ele já mais limpinho, levei na Zero, para dar uma olhada nas peças (claro, depois de limpar tudo, eu já não tinha tanta certeza acerca de ter remontado o bicho corretamente), e foi verificado que o processador já era. Estava superaquecendo. Que droga. Me lamentei.

E não é que o dito cujo ressuscitou? Muito tempo depois, quando levei o PC de volta para casa, descobri drivers defeituosos e, no processo de consertar essas porqueiras, esculhambei com a internet. Ou seja, agora já tinha PC em casa, mas a net já era. Sem problemas, eu tava indo pra Salvador e tinha planos de pegar uma série de programas com o Sr. Cogo, além do próprio Windows 7. Peguei tudo, me diverti a valer em Salvador, matei a saudade da galera em apenas um fim de semana. Voltei pra casa e no dia seguinte me dediquei a formatar o PC. Coloquei o DVD lá dentro e deixei ele pensando. Quarenta minutos mais tarde, descobri que tinha dado problema DE NOVO! Aí já era demais para mim. Como é que eu vou poder confiar num PC que ora funciona, ora não funciona? E os trabalhos?

Esse, por sinal, é um dos outros fatores que provocaram meu desaparecimento. O fim do semestre se aproxima e, por conseqüência, a data de entrega de toneladas de trabalhos. Já vi dezenas de filmes e li trocentos livros e textos ao longo da última semana, exclusivamente por conta desses trabalhos. Queria ter um tempo maior para explicar cada um em detalhes, mas não disponho de tais condições. Conforme eles forem ficando prontos, vou postando por aqui. Acreditem, serão muitos. Alguns divertidos para todos, outros muito específicos, mas, ficarão aqui como legado.

Nesse fim de semana, vou alugar o computador da Mari para eliminar dois (quiçá três) desses trabalhos, os teóricos e adiantar umas coisas de luz pra outro trampo. Tem coisa pra filmar, pra animar, pra decupar, desenhar e MUITA MESMO coisa pra escrever. Coisas essas que, até o momento, se encontram em mente, como indica o título do post. Por fim, o único objetivo é informar que eu não desisti do blog, e que isso nem sequer passou por minha cabeça, mas podia passar pela de vocês, devido à ausência de vida por aqui.

Anotação especial: Tô de câmera nova, uma Canon 7D, que abre possibilidades infinitas. Ontem mesmo já começamos (eu e Lila) a desenvolver nosso novo set de fotos. Eu até teria imagenzinhas de preview pra vocês, mas esqueci o cabo em casa, e estou na USP. Droga. Fica para amanhã, no máximo. Adoro prometer coisas. E cumprir depois.

Specials

Adaptação - O Operário Em Construção

May 12, 2010

Mais uma vez, na aula de roteiro de rádio, tivemos que inventar algo muito louco a partir de coisas comuns. No nosso caso, algo nem tão comum assim. A idéia era fazer uma adaptação radiofônica para contos, poemas, crônicas, e nosso grupo escolheu O Operário em Construção, de Vinícius de Moraes. Todo mundo (Yugo, Renato, André, Hannah e eu) leu o poema e depois, numa reunião de, no máximo, 1h30 de duração, rabiscamos os conceitos principais do que queríamos para cada trecho da adaptação.

"Rabiscamos" é um eufemismo. A gente falou, exatamente, o que queria no roteiro. Mas não escreveu. Eu fiquei com essa missão. Lembrar dos detalhes, a partir das anotações em uma das cópias do poema, e estruturar a NOSSA obra. O resultado tá logo aí abaixo.

O feedback da turma e do professor foi surpreendente. Até agora não acredito que Ângelo disse "Excelente, tá muito bom e nem tenho muito o que comentar". Detalhe: provavelmente só vamos transformar isso em áudio daqui a um ano, na matéria Produção e Direção de Rádio II.

19/03/2011 - UPDATE : Finalizamos isso, em formato de áudio! Se quiser ouvir, é só vir para esse outro post!

Day-to-Day

[CINE] Prazer Extremo.

April 27, 2010

Como muitos aqui (não) sabem, dediquei boa parte do final de semana ao primeiro Cine do ano. Fui convidado, assim, meio despretensiosamente, semanas atrás, para ser Assistente de Elétrica (subdivisão de Fotografia) e topei sem titubear.

Quando digo que dediquei boa parte do fim de semana, é porque os horários foram bastante conturbados. Na Sexta as atividades começaram às 7h30 e terminaram às 22h, no Sábado, de 8h30 às 23h, e por fim, no Domingo, das 7h30 às 01h00 de Segunda. Isso foi tenso para todo mundo, e não tinha um que estivesse animado ao final da jornada. O ambiente principal de minhas atividades é esse quarto mal iluminado, separado do cenário por uma parede de madeira com uns dois metros e meio de altura (talvez três metros).

No primeiro dia, contei com o apoio de Lucas, esse sujeito caçando luz na foto abaixo, e que tornou as coisas bem mais tranquilas. Mas no segundo e terceiro dias, ele não pode aparecer, então eu que me virei sozinho montando trilho, armando escada, trocando luz, ligando fio, desligando fio, acendendo e apagando a luz de serviço, decorando toda a fiação dos refletores do quarto e da sala, repetindo os setups que a gente fez na quinta, principalmente para trilhos e movimentos de carrinho.

A maioria das imagens é do primeiro dia, porque foi o que mais teve tempo livre e disposição para registrar os acontecimentos. Lucas tava cobrindo a parte de elétrica, então fiquei dando cobertura pra André, que só ia aparecer durante a tarde, fazendo a continuidade dos planos gravados. Comentário especial para o cinzeiro registrado na foto. No fim do projeto, já era literalmente uma montanhazinha de cigarros e cinzas. Das vinte e cinco pessoas no set, acho que só umas cinco ou seis não fumavam incessantemente, conforme a tensão aumentava. Passei o terceiro dia todo com uma tosse de tuberculoso, muito bizarra!


No segundo dia meu nome ganhou mel e era chamado por quase todo mundo, para quase tudo, seja de elétrica, ou não. E quem sou eu pra negar um pedido? Peguei a manha e só andava com luvas num bolso, pregadores no outro, pronto pra qualquer grito de emergência. Nesse dia, pela manhã, as coisas ficaram bem tensas porque muitos refletores começaram a queimar ou parar de funcionar sem motivo aparente. Nessa brincadeira a gente perdeu muitas lâmpadas - eu e Felipe Lorca, meu chefe, mais responsável pela iluminação da coisa toda -, e para reconstituir a iluminação do dia anterior, tivemos que trocar quase todos os refletores do quarto, por outros mais potentes, diminuindo sua força através de filtros e atenuadores.

Levantar um fresnel de 2k até o teto do estúdio foi a operação mais complicada de todas, envolvendo três pessoas (eu, Lorca e Gustavo, um dos produtores), duas escadas e muito suor, sob luzes intensas enquanto o resto da equipe comia o almoço. Nesse dia ficamos sem o prato principal, estrogonofe preparado pelas meninas da produção (Mari Brecht, essa da foto abaixo, Bárbara e Mayara, todas as três são minhas coleguinhas de turma, do AV2010, ou simplesmente AVX).

Sobre o quesito "segurança no trabalho", não acredito que tenhamos feito nada muito perigoso a ponto de colocar nossas vidas em risco. Pegamos umas lâmpadas bem quentes, que precisavam de luvas, subimos em escadas relativamente altas e toda hora estávamos perto de corrente elétrica, mas nunca fora de controle. Deu pra aprender um monte sobre essa parte que eu só tinha um leve conhecimento, de aprender na marra, por tentativa e erro. A foto ilustra um interruptor da sala onde almoçamos, na Antiga Reitoria, que costumava ser um laboratório cheio de computadores, mas agora é só uma sala com grandes mesas e muitas cadeiras.

Mesmo assim, lidar com elétrica requer "CUIDADO!", porque "Pode explodir!", e "É real". Uma das primeiras coisas que me passaram de informação sobre a função era que o objetivo principal do responsável pela parte elétrica era não deixar o set pegar fogo ou coisas explodirem. Nenhum dos dois aconteceu. Quer dizer... uma lampada explodiu no primeiro dia, mas eu não tive envolvimento nesse ocorrido! hahahaha! Foi apenas o começo da onda de azar que atravessamos no segundo dia, narrado acima...

No terceiro dia, com a tosse e o cansaço, fugi do set por umas cinco horinhas depois do almoço, e fiquei na cozinha, conversando, cantando músicas das últimas décadas (90 e 2000) e dando risada para relaxar o corpo e o juízo, uma vez que não estava prevista nenhuma mudança na configuração das luzes do estúdio. Aí embaixo, temos Mari (mais uma), Diretora de Arte, e principal responsável pelos efeitos sangrentos da produção. Tenho coisas a aprender com ela também. No fim das contas, tenho coisas a aprender com todo mundo... Fico devendo a narração da cena da micareta, assim como fotos de abadá, e mais situações ridículas do começo do terceiro dia. Amanhã acho que coloco isso por aqui.

Por fim, esses eram nossos queridos diretores. Fábio e Murilo, dentro da obra mais complexa do cenário complexo, o buraco na parede, que por muito tempo serviu como base para o equipamento de som. Saíam fios e pessoas desse buraco, além de uma voz que dizia "som foi!". Coisa de louco!

Depois dessa participação bem sucedida, já estou escalado pra dar assistência em seis dos oito cines. Oh céus! Teremos mais posts divertidos por aqui em breve, o próximo começa amanhã e chama-se "A Raposa".

Day-to-Day

Besouro.

April 21, 2010

Resenha de Obra Audiovisual Contemporânea.

Fiquei admirado ao assistir pela primeira vez o trailer de Besouro. Origem baiana, somada com grande apreço por filmes de ação e um pouco de esperança em relação ao cinema nacional ajudaram a construir uma grande espectativa ao redor desse filme. Ainda sobre o trailer, as tomadas aéreas - subjetivas, como veremos no longa metragem -, a fotografia impecável, a reconstituição fiel e a promessa de lutas espetaculares, coreografadas por Huen Chiu Ku (O Tigre e o Dragão, Kill Bill, entre outros) justificam tal espectativa.

Sendo bem direto, o resultado final não foi à altura do esperado. A proposta era excelente, abordava um tema novo, de uma forma diferente, sem cair no clichê ou no preconceito. O filme começa com um letreiro narrado, coisa que mais parece uma aula de ensino médio do que um ponto de partida para a vida do maior capoeirista da história desse país. Ambienta o espectador, sim, mas não é a melhor abordagem para esse tipo de filme (ação). Somos então apresentados a Mestre Alípio, ponto de partida da trama, e em seguida vemos Besouro, jogando capoeira quando deveria estar protegendo o Mestre.

O Mestre é baleado e Besouro o leva, moribundo, para a antiga senzala, onde ele profetiza a transformação de seu aprendiz, a personificação da esperança. Besouro seria a materialização de toda a luta dos escravos recém-libertos contra a elite açucareira, representada pela figura do Coronel, e reforçada por Noca de Antônia, seu braço direito.

Daqui para frente, na trama, vemos mais e mais o desenvolvimento dos personagens secundários do que a transformação e bênção de Besouro. Desenrola-se a corrupção de Quero-Quero e o fim de seu romance com Dinorá, que por sua vez se envolve com Besouro, enquanto o mesmo se esconde no antigo depósito, vemos a marginalização dos negros capoeiristas e a brutalidade dos capangas do Coronel na cena da sétima noite após a morte de Mestre Alípio, em que há uma roda de capoeira e vários lutadores, onde Noca chega, dispersa todos violentamente e quebra as pernas de Chico Canoa.

No outro campo da história vemos o encontro de Besouro com os orixás, com uma mãe de santo (Zulmira), que o abençoa, fechando seu corpo contra balas e outros ferimentos, e sua mudança de atitude, saindo das sombras para atacar os inimigos de seu povo. Ele sabota um engenho, mata capangas do Coronel, encoraja os negros a saírem de seus esconderijos e lutarem pelos seus direitos, além de colocar medo em Noca de Antônia, que o considera "capaz de voar".

Outro ponto incômodo é que todos os atores (à exceção de Irandhir Santos, que interpreta Noca de Antônia) têm sotaque paulistano, sendo a história ambientada no recôncavo baiano, na década de 1920. Poderia até entrar aqui a questão da compreensão do público em relação ao que os personagens estão dizendo, mas o sotaque "de fora" é muito forte, sem nem mesmo um pouquinho do sotaque local, que é acentuado no interior. Na verdade, toda a atuação do filme varia entre razoável e ruim, à exceção, novamente, de Irandhir Santos. Quando seu personagem morre, dá desespero só de pensar que ainda falta cerca de meia hora sem um ator bom sequer na tela.

Em termos de técnica e estética, não há problemas. O som não apresenta defeitos, a trilha foi muito bem selecionada, a fotografia é uma maravilha - tanto nas externas como nas internas -, e todos os planos são bem articulados, apesar de um tanto previsíveis. Temos boas representações das florestas, lagos e águas correntes do interior da Bahia, belíssimas representações dos orixás e da cultura do candomblé, além de todas as lutas serem de tirar o fôlego (Dee Dee faz seu trabalho com maestria).

Atenção especial para todas as tomadas subjetivas de Besouro ou do sapo, em que vemos uma liberdade de câmera "à lá Edgar Brasil" . O grande defeito do filme basicamente se apresenta nas atuações e no desenvolvimento da trama, ah, e nem se pode levar em consideração os efeitos digitais, como o besouro que aparece logo no começo, voando de um lado pro outro, mais falso que qualquer um dos atores. No fim, mais um letreiro narrado, que praticamente encerra a "aula" iniciada 90 minutos atrás.

Day-to-Day Tudo AV

Flipbook: Os Opostos Se Atraem

April 21, 2010

Minha primeira experiência real com animação 2D foi em meados de 2007, quando, com Donk, fizemos um workshop pautado em tal assunto. Muito divertido, promissor. Depois o assunto morreu. Lá pelo meio do ano passado, tive um surto de desenhos e estruturei uma pequena história para ser contada através de desenhos. Fiz os quadros principais, mas o cursinho não me deu tempo de desenvolver o projeto, mesmo porque faltava incentivo.

Nesse primeiro semestre, nosso querido professor João Paulo Sch(l)ittler pediu para que todos fizessem um flipbook. Como pessoa responsável que sou, deixei para a última hora (ou seja, ontem e hoje, já que a entrega é na Sexta-Feira) e me bati com esses desenhos velhos. Retomei a idéia, baseada numa aula de física e, em 88 quadros, conto a história de Os Opostos Se Atraem. Fiquei com medo de o sujeito não querer devolver meu bloquinho de desenhos e, portanto, fotografei tudo com a ajuda de Lila e animei no After Effects. Full HD tá se tornando um hábito.