Day-to-Day

Relax, take it easy.

January 18, 2010

Terceiro dia de temporada, tô morto, quebrado. Todos os meus músculos doem, mas isso não é incentivo suficiente pra desistir de jogar espirobol ou praticar frisbee e poi.

Passei bem umas seis horas ontem na frente desse computador, preparando listas de equipes e de idades (que não param de mudar, causando fúria e indignação nos pais), então o mote de hoje é o título do post. Só o blog será minha preocupação hoje, e o resto que se exploda - eu sempre digo isso, mas nunca adianta. Acho que o pior já passou, agora tenho que ir porque alguém acabou de gritar "CAFÉÉÉÉÉÉ" e eu tenho mesa pra cuidar.

Day-to-Day

A Meus Pais.

January 14, 2010

Depois de uma temporada indiscutivelmente longa para nossos novos padrões familiares, cheguei a algumas conclusões.

Não tinha memória de quando fora a última vez que meus pais tiraram férias juntos e eu estava em casa, ou que a gente ficou em casa. Em Salvador eu levava uma vida movimentada e estava sempre cercado de amigos ou rodando pela cidade, filmando cenas e planejando coisas.

Tudo bem, forcei um pouco a memória e acho que consigo me situar em Dezembro/2006 e Janeiro/2007, quando terminava o terceiro ano e prestava vestibular pela primeira vez. Pra variar, eu tinha o que fazer nas férias. (Daqui pra frente, vou me referir aos meus genitores e mentores como "vocês", pois essa é, de fato, uma carta pra eles)

Ah, outra tradição da casa que aos tempos foi se desfazendo foi o hábito de almoçarmos juntos. Era REGRA DA CASA, mas, conforme a gente foi morar mais longe, os horários e o trânsito acabavam confundindo tudo e a gente também perdeu esse hábito.

Sempre tive na cabeça a imagem de pais restritivos, não no sentido literal da palavra, afinal vocês sempre liberaram muita coisa, mas, sempre nos mesmos aspectos, estavam sempre pegando no pé. Estuda, menino! Sai do computador, menino! - Mudei um tanto nesses dois aspectos, é verdade, mas muito do traçado original continua.

Do Natal até o dia 10 de Janeiro (Ano Novo incluído), estivemos reunidos em família, numa casa consideravelmente menor que a usual, numa cidade consideravelmente diferente da usual, com comportamentos - para mim - bastaaaante diferentes do usual ao qual estava acostumado.

O que nos reuniu foi a mesma coisa que separou em 2006. O vestibular. Em 2006 vocês sempre achavam que eu não estava estudando o suficiente, mas, dessa vez foi diferente. Não sei explicar. Não tinha a cobrança de coisas repetidas.

A gente almoçava em horários pitorescos, no meio da tarde, todos os dias, comendo comida congelada e feijão pré-pronto, trocando altos segredos culinários e inventando receitas, ajudando tanto na preparação quanto no ato de almoçar e até na parte de lavar os pratos. Mas sempre almoçamos juntos, na verdade, todas as nossas refeições foram familiares!

Na véspera da prova de Geografia e História da FUVEST, sentamos à mesa para debater possíveis temas de questões. Nunca tinha me sentido tão à vontade conversando com vocês dois, juntos. Percebam, geralmente quando a gente conversava era sobre a mudança pra São Paulo, ou pra resolver questões menos agradáveis e coisas do tipo. Dessa vez a gente debateu de efeito estufa a repúblicas bolivarianas, oriente médio, políticas econômicas, o papel de cada um na sobrevivência da humanidade e tantas outras coisas que nunca falamos sobre!

Mãe, você já processou que a gente assistiu uma temporada INTEIRA de Dexter juntos, e EM DOIS DIAS? Quem diria que um serial-killer seria tão interessante ao ponto de a gente torcer por ele? Hahahahaha!

Apesar de a diferença de idade entre nós ser a mesma, sempre, sinto que estamos mais próximos. Muito mais próximos. Mais do que jamais senti. Agradeço a vocês pela estada na minha humilde residência paulista, agradeço por todos os dias, por todos os almoços, todos os passeios, nossa ida à "Paulista ReveiLLon" e o retorno com direito a brócolis no azeite e alho, fogos de artifício, chuvas, palavras cruzadas, Vinícius de Moraes, cogumelos grelhados, queijos estranhos, desligar a luz antes de dormir, símbolos perdidos, torradas no café da manhã e viagens de metrô para a Vergueiro.

Precisamos fazer isso mais vezes, não?
(Esse post não ficou exatamente como eu queria, mas, acho que ainda estou estranhando as palavras e preciso me reacostumar.)

Amo vocês dois. Claro, o final grudento não podia faltar! Hahahaha!

Day-to-Day

Férias!

January 8, 2010

Putaquepariu, nem lembrava mais que isso existia. Mente branca e sem preocupações. Tenho que postar novidades cotidianas por aqui, mas agora eu to caindo de sono. Fica pra amanhã.

Specials

Especificidades.

January 8, 2010

Questão 03 - Você chega num ponto de ônibus, encontra um celular sobre um banco e aperta a tecla de rediscagem.
Continue a história a partir desse ponto. (até 30 linhas)

Logo na primeira tentativa o aparelho treme e o visor indica "Bateria Fraca". Ouço a ligação chamar uma, duas, três, várias vezes até uma voz eletrônica me informar:

- O número que você ligou encontra-se fora de área ou desligado.

Desapontado, sento no banco e deixo o celular ao lado. Para a decepção de minhas pobres pernas cansadas, meu ônibus se aproxima. Embarco. Ao passar pela catraca, dou uma última olhada para o aparelho, que treme e cai no chão.

- Está chamando! - penso alto enquanto o cobrador me olha com uma cara estranha e o motorista coloca o veículo em movimento. - Espera aí, motor! Eu vou descer, esqueci meu celular no ponto!

Já estávamos quase uma quadra adiante quando consigo sair pela porta traseira do ônibus ainda em movimento, correndo desesperadamente e atraindo olhares de passageiros e transeuntes. Chego de volta ao ponto, quase sem fôlego e atendo o celular que toca insistentemente.

- Alô?
- Ritinha? - me pergunta uma voz de homem, do outro lado da linha.
- Não, olha, aqui é o Marcos, a Rita...
- Marcos? Que Marcos? - ele me interrompe, levantando o tom da voz.
- Você não me conhece. Olha, cara...
- Não conheço e NEM QUERO CONHECER! Cara... - ele acrescenta com desprezo - Depois de tudo que a Ritinha me fez passar, ela ainda tem a cara de pau de telefonar e me colocar pra falar com o "novo namoradinho" dela?
- Não é nada disso - tento contra-argumentar, sem sucesso.
- Pois você, "senhor Marcos", ouça bem, ou melhor, coloque no viva-voz pra a canalha da Ritinha ouvir também! Vocês durmam os dois com os dois olhos abertos, porque se eu encontrar qualquer um na rua, JURO que acabo com a raça de vocês!
- Espera! - grito, mas a única resposta é o telefone batendo do outro lado.

Ainda meio aturdido, caminho até o banco e coloco o telefone de volta, enquanto o aparelho dá seu último suspiro de bateria. Entro no ônibus sacodindo a cabeça e resmungando.

- É demais pra mim, aí é demais...

Day-to-Day

Remembering Sunday.

January 5, 2010

Funny how it rained all day... I didn't think much of it then, but it's starting to all make sense.

Oh, I can see now that all of these clouds are following me in my desperate endeavor to find my whoever, wherever she may be...

I guess I'll go home now.

Specials

Rotas - Capítulo Primeiro.

December 31, 2009

Mais do que qualquer outra escolha que fazemos ao longo de nossas existências, amores não-vividos têm uma capacidade - convenhamos, quase um dom - sobrenatural de ecoar nas mentes dos envolvidos por toda a eternidade.

- Será que essa era mesmo a melhor decisão?
- Como poderia ser minha vida agora?
Essas e outras dúvidas percorriam as idéias de Mariana, ocasionalmente nos tempos bons com Ricardo e, com mais freqüência, nos tempos de crise.

O maior conforto para essas questões, entretanto, era um quadro desenhado pelo rapaz - por coincidência, ou não - na mesmíssima data de sua maior decepção amorosa. A ilustração sempre a lembrava que, mesmo ruins momentaneamente, tudo poderia ter sido muito pior se ele não tivesse aparecido na hora certa, três anos, oito meses e doze dias atrás. Ele e sua arte.


"Normal" definitivamente não seria uma palavra adequada para definir aquele dia na vida de Mariana, Matias e Ricardo. Os dois primeiros já se conheciam há muito tempo. Talvez até mais do que o adequado, para aquele tipo de situação. Ambos tinham seus dezoito anos, e se conheciam há, não menos do que, doze anos. Estudaram nas mesmas escolas, moravam na mesma rua e agora cursavam a mesma faculdade, apesar de cursos diferentes. Enquanto Mariana se dedicava ao fim de seu primeiro semestre em Biologia, Matias já terminava seu segundo de Jornalismo.

Mais dedicado aos estudos, Matias começara logo na primeira turma, enquanto Mariana passara para a segunda metade do ano. "As férias mais merecidas que já tive!", ela costumava dizer, enquanto conversavam.

HISTÓRIA ABANDONADA, POR MOTIVOS DE FALTA DE INSPIRAÇÃO. Tinha todos os desenvolvimentos, do começo ao fim, só faltava escrever, mas o pique acabou sumindo. Ainda gosto muito do banner, though.

Specials

Angels - Ansiedade.

December 30, 2009

Era um dia de sol, daqueles bem iluminados, calorentos e com um ar de ressaca. Talvez o dia mais bonito do mês (ou dos últimos meses)... Bonito pela imagem e pelo futuro conteúdo que estava prestes a transbordar! Aquele era o momento mais esperado por ela. Momento este antecedido de jejum, enjôo, dor de barriga, insônia e diversos palavrões doados para a amiga que a havia aconselhado a encontrá-lo.

"Chegar em casa, tomar banho, se arrumar, descer, andar até a praça (chegar antes dele) e ficar lá". Esse era o roteiro pronto na cabeça dela. O grande problema é que acabava aí! O resto era uma grande interrogação e um grande "FUDEU!" rondando.

Então, ela chegou ao local combinado (e nem sinal dele, UFA), escolheu o lugar mais fresco para sentar e esperá-lo. Tirou um livro da bolsa e abriu na página 23. Cinco minutos. Dez. Quinze. Meia hora! E ele nada. Talvez ela tivesse chegado muito antes do combinado... e o problema era que o tempo parecia não passar!

Depois de muito tempo esperando, ela sente a presença luminosa e cheia de vontade, parada na sua frente. Aquela vista tão esperada e explosivamente saudosa estava ali. Ele estava ali. Ela o olhou por pequenos segundos e tentou se ocupar com algo. Fechou o livro e o guardou na bolsa (mas antes, olhou de relance em que página tinha parado, e para sua surpresa, continuava na página 23).

Ele foi o primeiro a falar:
- Oi...
- Oi - ela respondeu.

Depois desse enorme diálogo, um silêncio mais enorme ainda se instalou.

Ela não lembra ao certo quem retomou a fala, mas lembra muito bem que as palavras não faziam muito efeito... O que realmente a despertava era aquela voz, aquela forma de falar tão dele, tão doce. Escutá-lo depois de tanto tempo a fez voar, sair daquele momento e a vontade de abraçá-lo quase a tomou por completo.

"Conversa vai, conversa vem", e o veredito:
- Você tem que se decidir. O QUE VOCÊ QUER? Quer voltar, não quer, quer tentar de novo, quer o quê, finalmente?

O que ela mais queria era que ele a tomasse nos braços, a dissesse que a amava e, o mais importante, que tudo acabasse com um enorme beijo. Mas isso não aconteceu. Ambos tiveram que se contentar com um abraço curto e com o futuro incerto. "Tudo depende dele", ela pensou. Ele deve ter pensado o mesmo.

O resto da história, nós conhecemos bem. Decidiram tentar, estão tentando e vão continuar tentando até que a morte os separe.