Ouvindo as pérolas da Paperband, encontrei um clássico de 2006. "Titão, Ô Titão".
A princípio, a musica fez efeito, né? Me segurou aí por mais dois aninhos.
Depois, passou. E eu parti, como tinha que ser.
"Sou um moreno, frio e calculista..."
Ouvindo as pérolas da Paperband, encontrei um clássico de 2006. "Titão, Ô Titão".
A princípio, a musica fez efeito, né? Me segurou aí por mais dois aninhos.
Depois, passou. E eu parti, como tinha que ser.
"Sou um moreno, frio e calculista..."
Crônicas derivam da nossa capacidade de observação de pequenas situações cotidianas. Pelos motivos mais diversos, não andava atento a muito do que me acontecia nos últimos tempos (leia-se: desde a última postagem).
Estava hoje (poucos minutos atrás) na fila do mercado quando parei para refletir sobre isso. Como que um presente, na hora de pegar meu troco, recebo uma cédula peculiar.
Em tinta azul, sobre o rosto do Real:
Creme
e
pano
de
prato
Eu conscientemente quero que meu inconsciente trabalhe. Não adianta muita coisa.
Talvez por ter vivido só, tenha me feito assim.
Criei um mundo bem maior, e melhor, pra mim.
Neste exato momento, fazemos coisas que ecoarão e cujos resultados só veremos depois de decorrido um determinado intervalo de tempo, seja esse tempo de dez segundos ou dez séculos. Podemos dizer então que, pela lógica, no presente é que criamos o futuro, através de ações ou planos . Deixemos as ações para mais adiante e vamos focar nos planos.
No presente atual, temos um certo alcance para prever o futuro. Ele não é totalmente confiável mas produz alguns bons resultados. E o homem de dez ou vinte mil anos atrás? Certamente ele também tinha alguma visão de futuro. Tendo como alvo aquilo que desejava alcançar, ele tinha idéias e as colocava em prática, obtendo sucesso ou fracasso. Foi através dessas tentativas e seus desdobramentos que chegamos ao que temos hoje. Nosso passado serve de base para as idéias modernas, que servirão de base para as criações e conceitos das gerações que estão por vir.
Devemos, entretanto, lembrar o papel da crítica nesse processo, principalmente em sua origem. Uma crítica negativa ou positiva influencia a chance de sucesso de uma idéia e o ânimo daquele que pretende desenvolvê-la. Galileu, ao afirmar que o Sol, ao invés da Terra, era o centro do sistema solar, foi duramente criticado pela Igreja, abandonando completamente seus planos mas sem perder a crença de que estava correto. Já Steve Jobs, da Appel, apesar da crítica que insistia que seus projetos não dariam certo, perseverou nas suas criações por anos a fio, alcançando o estrondoso sucesso que tem hoje.
Assim como o presente é fundamentado no passado, o futuro, quando for presente, terá suas bases no presente, que será passado, eternamente, num ciclo. Então, são as idéias de hoje que fazem os conhecimentos do futuro.
Começando uma nova seção nesse blog, vou postando redações. Como estou no princípio, não esperem grandes pérolas (na verdade, esperem boas porcarias, para ser honesto). Mas, eu preciso escrever, e aqui é o melhor lugar. Vale ressaltar que não postarei qualquer opinião minha sobre o texto finalizado, tendo gostado OU NÃO do resultado.
Há cerca de cem mil anos surge uma nova espécie na natureza, evoluída a partir de primatas. Homo sapiens. Quem diria que esta pequena, jovem e frágil espécie viria a se import sobre todo o globo terrestre utilizando-se tanto para o bem quanto para o mal, de todos os recursos oferecidos pela natureza, justificando seu império com base em sua capacidade de raciocínio?
Atualmente, o homem tem uma relação conturbada com a natureza, mas as coisas nem sempre foram assim. Até pouco mais de dois séculos atrás, o homem incomodava, mas nunca seria uma ameaça quando comparado ao planeta como um todo. Chegamos a 1760 e esse incômodo começa a ganhar poder vertiginosamente. A revolução industrial faz o homem pensar que a natureza está inteiramente ao seu dispor e, sem qualquer perspectiva de retaliação, florestas inteiras são derrubadas e queimadas para alimentar as máquinas a vapor, montanhas desaparecem por completo para saciar a fome de minérios e as águas e solos passam a ser utilizados como depósitos de matéria considerada inútil. Lixo.
Tudo corre bem aos olhos da humanidade, sempre em busca das condições mais confortáveis à sua existência quando um pequeno grupo de cientistas conclui que o planeta está esquentando. Não muito depois, outro grupo descobre que a qualidade do ar que respiramos já não é mais a mesma. Alguns declaram a existência de um buraco na camada de ozônio e o degelo das calotas polares. São sucessivas as descobertas que indicam que estamos caminhando para um fim. Da mesma maneira, não tarda à humanidade descobrir como evitar esse fim, e a única forma de fazer isso acontecer é abrir mão de coisas que nossos antepassados considerariam luxos e muitos de nós consideram indispensáveis.
A fim de salvarmo-nos da extinção e, como conseqüência, salvar o planeta inteiro também, devemos diminuir a emissão de poluentes, reciclar muito mais lixo, desenvolver fontes limpas para produção de energia, limpar rios e mares, pois sem água não há vidsa, e uma série de outras medidas. Como até hoje, no que diz respeito à natureza, demonstramos muito mais capacidade de destruição do que recuperação, o homem não deve conseguir se salvar de seus próprios efeitos colaterais na Terra. Agora a procura por água em Marte faz muito mais sentido.
Pra variar, passei um tempo hoje recapitulando coisas antigas. Coisas do arraial, coisas da Paperball. A (re)descoberta da noite foi o DVD de Júlio César. Analisando com os olhos de hoje, cometemos pouquíssimos erros graves, além de ter inventado um bocado dentro dos nossos alcances.
Se eu tivesse que fazer uma lista dos projetos em que eu mais adquiri conhecimentos, certamente JC estaria perto do topo da lista. A trilha foi muito bem escolhida, as tomadas mais adversas (corridas na rua, quase sem iluminação e afins) estão com uma qualidade bastante interessante, além da capacidade de improviso dos atores (err... nós mesmos). Nesse filme que aprendemos a lidar com roteiros mais elaborados, aprendemos a técnica do sangue falso, usamos várias locações, passeamos de leve pelo uso de samples de áudio,
Foi meu primeiro DVD com autoração de verdade e menus bem trabalhados (talvez até mais bem trabalhados que o filme), legendas, capa e tudo mais, desenvolvidos ao longo de um extenso intervalo de tempo (um ano se passou entre a conclusão do filme e o lançamento do DVD).
Eu me orgulho bastante de JC, e acho que os outros envolvidos também.