Day-to-Day

Nostalgia Fotográfica.

February 16, 2012

Hei de me propor um desafio relacionado a esse blog, que é: postar uma foto por dia, dentre todas as que já tirei, e comentar um pouco o registro, o que acontecia naquela época da minha vida e porque eu gosto tanto assim da imagem. Preparem-se, começa amanhã!

Day-to-Day

Sequestrado.

February 16, 2012

Depois de receber uma ligação de meu pai ontem, perguntando se eu tinha abandonado o blog, é que percebi que de fato estava seguindo por esse caminho sem muita consciência. Não abandonei o blog, só não tenho tido tempo para contar peripécias por aqui! Mas já que é um dia de descanso - e vocês saberão os motivos - aproveito o ensejo para entretê-los com algumas histórias.

De Dezembro pra cá, pelo que vejo, só posts curriculares, com produções, e coisas onde não falo muito do que se passa com o vosso intrépido interlocutor. Pois bem, foi de Dezembro pra cá que o ritmo apertou e fui emendando uma coisa atrás da outra. O semestre acabou e eu logo parti para Salvador, com um mini-doc da OLD pra finalizar - o Assis -, uma vinheta da 3a Jameson Mostra de Fotografia de SP, e o vídeo completo da mostra, com mais de uma hora de duração pra editar. Tudo isso até o dia 06 de Janeiro, quando começava o Arraial. Claro que não deu, mas sobrou só o vídeo da Mostra, que eu fui fazendo ao longo da temporada, e inventando soluções para colocá-lo na internet para o Felipe conseguir baixá-lo daqui de São Paulo para entregar na data.

Antes do Arraial, entretanto, fiquei à caça de pássaros que habitavam o condomínio, a fim de experimentar mais essa abordagem fotográfica, e ver no que dava. Encontrei vários ninhos de diversas aves diferentes, e fotografei um bocadinho. Como a família toda estava reunida em casa - tios, tias, prima pequena, avó, avô, mãe, pai - sempre tinha o que fazer por lá. Em parceria com minha vó, desenvolvemos um projeto de feitura de capas para equipamento, e conseguimos fazer capinhas para todas as lentes que andavam enroladas em camisas e panos. Alto estilo total.

Enquanto isso, também tocava em paralelo a fotografia do TCC Sequestradores, roteiro da Lud, direção dela mesma em parceria com o Caio Leão. Comecei o projeto em dupla com o Felipe Abreu, mas rolaram muitas confusões no processo e ele acabou saindo fora e o André Vieceli entrou em seu lugar. Enquanto o Dé resolvia coisas por aqui - em SP - eu ia testando câmeras e coisas por lá, e providenciando baterias, cartões, lentes - a belíssima 50mm f/1.2, vinda diretamente da Índia, trazida por Lila - e testando o firmware alternativo da câmera.

May chega em Salvador no dia 03, e pela primeira vez na história do Arraial, realizou-se um sonho antigo: aconteceram duas temporadas em Janeiro. Primeiro uma menor, de nove dias, e depois de uma folguinha de uma semana, outra temporada, de dezesseis dias, terminando no dia 04 de Fevereiro. Quase toda a equipe de monitores mudou de uma temporada pra outra, mas a de Comunicação permaneceu inalterada. Diego, Cogo, May e eu pilotamos os computadores do pequeno escritório enquanto coordenava atividades com Sérgio, que estava mais envolvido na criação do novo sistema do acampamento, para inscrições e toda a comunicação entre os pais e as crianças Foi complicado e cansativo, mas deu certo no fim, e sobrevivemos.

No dia 04 mesmo já partimos de volta pra São Paulo, com toda a tensão da greve da PM que se instaurava em Salvador - medo absurdo de andar nas ruas com a câmera no carro. Chegamos por aqui à noite, e chegaram também - algumas horas mais tarde - Cogo e Diego - para participar do Sequestradores - e Eliza e Giulia - para passear. As filmagens começaram no dia 07, e só tivemos noturnas.

Tivemos então cinco madrugadas insanas, corridas, chuvosas, nervosas, ansiosas e tudo mais, na Mooca, com toneladas de equipamento, elenco, equipe, comida, banquinhos, mesas, gerador. Sendo duas delas, apertados num apartamento minúsculo, sob stress constante e sempre correndo contra o relógio. Tivemos uma folga entre a terceira e a quarta diária, e no fim, as duas últimas foram na USP, em lugares totalmente bizarros e adequados. Acabado o filme, emendei 36 horas sem dormir já que era o último dia de Cogo e Diego, enquanto também tinha uma visita de locação à tarde, para um job que vou fotografar, e rola Sábado e Domingo agora, para o pessoal da Astronauta.

Hoje, por fim, estou em casa, sozinho, e aproveitando a quietude de estar sozinho - até May me abandonou! Se eu começar a ter muita coragem, escrevo sobre o processo de filmagem do Sequestradores mais detalhadamente, mesmo porque o set rendeu foi história. Agora, se me permitem, vou ser um pouco ocioso ali no sofá! Até breve. Enquanto isso, vejam umas fotos dos dias soteropolitanos, que falei lá em cima.



















Day-to-Day Tudo AV

Teaser da 3a Jameson Mostra SP de Fotografia.

January 12, 2012

Fiz esse em parceria com o Felipe Abreu, também dupla por conta dos minidocumentários sobre fotógrafos que têm aparecido cada vez mais frequentemente por aqui! As imagens em vídeo a gente mesmo captou, por São Paulo, com a 7D, e as fotos estão devidamente creditadas a seus autores!

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Assis.

January 7, 2012

Em Janeiro, contamos com a participação de Rogério Assis, fotógrafo paraense que gosta de trabalhar com baixas velocidades e coisas desfocadas. Devido à vinda para Salvador, muitas dessas imagens de cobertura foram produzidas por aqui, inclusive só possibilitadas pelo firmware alternativo MagicLantern. Depois hei de entrar em mais detalhes sobre ele, mas por enquanto deixemos isso para o futuro.

Day-to-Day

Salva2012.

December 20, 2011

"Hora" e "Dia da semana" são dois conceitos que não tem mais sentido nessa vida. "Frio" não tem mais uma correspondência lógica, e "Cedo" ou "Tarde" se baseiam única e exclusivamente no cansaço. Até que eu gosto bastante daqui.

Day-to-Day Tudo AV

Pastorello.

December 13, 2011

Terceiro da OLD com o SambaPhoto, agora a entrevista do mês de Dezembro, com o Ângelo Pastorello. Ele fala um pouco sobre sua paixão por laboratório, a série Peixes, e sobre novos projetos.

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MovieGaming Hard!

December 6, 2011

Nesse semestre, em Montagem I, a principal forma de avaliação era o trabalho final. O tema de análise era livre, contanto que com um foco na montagem/edição das coisas, claro. Depois das primeiras semanas de aula, cada um devia escrever uma breve proposta do que queria abordar em seu trabalho, para já começar a pensar no que discorrer ao longo de 3000 a 4000 palavras. É, uma bomba meio grandinha. A minha proposta é esse parágrafo aí embaixo.

Pretendo analisar através dos trechos de ação do filme Gamer (EUA, 2009) - e ainda mais especificamente com enfoque a seqüência que vai de 20min40s a 24min20s -, como os mesmos são afetados pela linguagem dos filmes de ação modernos e pelos videogames e jogos de tiro em primeira/terceira pessoa. Em contrapartida, falarei também como a evolução dos gráficos permitiu que esses jogos se tornassem cada vez mais cinematográficos, embutindo em si ferramentas próprias para "filmar" a ação, dando origem aos machinimas - normalmente webséries feitas a partir desses jogos, mas que seguem as regras de uma série de TV -, numa espécie de evolução paralela onde os dois caminham para resultados bastante próximos.

Então, minha análise básica partia dessa seqüência de Gamer, e a comparava com jogos. Tive uns problemas técnicos - explicados nos primeiros parágrafos do trabalho -, e adaptei umas coisas. Meus moldes de comparação passaram a ser trailers de Battlefield 3 e Fallout 3. Convenhamos, são jogos deveras divertidos. Vamos começar?