Day-to-Day

Cotidiano.

March 12, 2011

O que vem em sua cabeça imediatamente após ler no jornal uma manchete que diz "SP tem fuga de caminhão e explosão de utilitários"?

Me deparei com essa folheando a Folha de hoje, no caderno de Cotidiano, e tive que começar a ler o texto pra entender que não era uma situação envolvendo bandidos alucinados, forças policiais e seqüências de ação urbana dignas de Duro de Matar. Acho que foi a - infeliz - combinação das palavras "fuga" e "explosão", mas me fez pensar na forma que a gente entende todas as informações que chegam a nossos pobres olhos e ouvidos.

Esse texto começou a ficar clichê demais e tô parando de escrever enquanto ele ainda propõe alguma reflexão e faz uma piadinha na manchete. A veracidade da mesma é confirmada aqui.

Day-to-Day

Rango!

March 10, 2011

Se você gosta de cinema, veja Rango. Fomos, eu e May, ver ontem, no único cinema que tá passando legendado - e coincidentemente é aqui do lado - e valeu pelo feriado inteiro. Combinou incrivelmente com o fato de ter assistido Chinatown no dia anterior. O filme tem infinitas referências a outros filmes - Chinatown, trilogia dos dólares, O Senhor dos Anéis, Apocalypse Now, e por aí vai -, que tornam a jornada ainda melhor e mais engraçada.

But the lizard... is going to die.

Day-to-Day

Time Goes By.

March 9, 2011

Sempre (eu realmente quero dizer "SEMPRE") que eu volto nos posts antigos desse blog, percebo o quanto meu estilo de escrita mudou ao longo desses dois anos e sei-lá-quantos meses. Acho engraçado, as vezes gosto mais do que escrevia antigamente, as vezes não. Atualmente ando mais contido na loucura das palavras, mais sério, posts planejados, assuntos (quase) previsíveis. No começo é quase um diário de jornada, tornando épicas até as idas ao mercado, hoje em dia é uma mistura de portfolio com falta do que fazer...

Concluo que me falta tempo para ficar ocioso olhando pra esse blog e escrever épicas novamente. Tem bastante tempo que quero colocar uma história nova no ar, mas me faltam as palavras, e a trama, e os personagens. Essa coisa de "aula de roteiro" só complica a vida dos narradores!

Título do post em homenagem a Casablanca, que depois de fazer quatro aniversários no meu HD, finalmente foi assistido ontem, e de fato é muito bom.

Day-to-Day

Nuclear Outpost.

March 8, 2011

Depois de ir à cozinha caçar comida e encontrar uma barata do tamanho da minha mão, concluí que estava na hora de instalar algum jogo nesse computador (para os desmemoriados, estou usando o computador de Lila, uma vez que o meu sofreu de um mal súbito, e até hoje não se recuperou).

Fiquei olhando minha parca coleção de jogos (a imensa maioria ficou em Salvador), e tentando decidir quais não iriam sobrecarregar a máquina. Fiquei entre dois, resolvi testá-los. Coloquei o primeiro, Worms Armageddon, não rolou. Abriu em 16 cores e quase travou. Velho demais. Parti pro segundo, Fallout 2, e caí na risada ao descobrir que os ícones dos dois jogos são o símbolo de "radioativo", por isso o título do post. Com tanto jogo pra escolher e eu pego logo dois que tem o MESMO ícone! Enfim, agora vou testar o jogo, se rolar, só volto mais tarde. Não aguento mais ver filmes. Anteontem foram dois, ontem mais dois e hoje três. Acabou o estoque.

Day-to-Day Tudo AV

Plotter A4 Saltec.

March 7, 2011

Primeiro (dos dois) vídeos que a gente rodou no começo de Fevereiro. Mudou bastante, em relação ao material original, falando-se de imagem. Mudei para uma versão sem música, porque depois de ouvir algumas vezes, estava ficando na dúvida se gostava dela ou não.

Day-to-Day Audio Tudo AV

Arraial Bonus Tracks.

March 7, 2011

Ainda não fiz meu post sobre o Arraial por aqui, mas é só porque esse computador não aguenta lidar com as fotos que eu quero tratar. Elas merecem ser tratadas, são muito lindas. Em todo caso, com a chegada do Zoom, fizemos muitos (dez!) Arraiáudios, o programa diário que narrava expectativas e músicas do acampamento. Para produzí-lo, a gente tinha que gravar as coisas, então, como em toda produção audiovisual, acabamos com muito mais material captado do que material publicado e, para não desperdiçar essas pérolas incríveis, eu e May organizamos uma coletânea do que conseguimos salvar, em termos de música.

São 27 faixas, nem todas completas, nem todas muito bem gravadas, mas dá pra ouvir sem reclamar muito, totalizando 45 minutos de música. Claro que a gente queria deixar mais bonitinho, com intervenções de vozes, entrevistas, uma coisa meio "CD Documentário", mas o tempo não permite. Pra não segurar o material por muito tempo, tá aí.


Arraial 2 - Mais Alvoradas e Mais Canções

Já que estávamos liberando esse monte de músicas, resolvi abrir pra download também a coleção com os dez Arraiáudios, e aumentar a felicidade dos viciados em Arraial.


Arraiáudio Jan/2011

Day-to-Day

[JOB] FDP.

March 6, 2011

Eu nem sei se poderia de fato escrever esse post, mas... Vamos em frente, se qualquer coisa acontecer, eu tiro ele do ar.

Meu contato secreto (melhor não revelar nomes nesse post polêmico, sei lá, não quero arriscar ninguém além de mim mesmo!) me chamou para uma função mais ou menos parecida com a que ele tava desempenhando: levar cartões cheios para os loggers esvaziarem, sem atrasar as filmagens.

Mas que diabos de filmagens são essas, que precisam de dois caras pra correrem com cartões? Então... é uma parada da HBO. Uma série chamada FDP, que tá sendo produzida pela Pródigo Films. A trama gira em torno de um juiz de futebol (agora o título faz perfeito sentido, né?), mas não sei quase nada além disso. Só o que consegui caçar pela internet, como esses dois links.

Saímos de São Paulo no fim da tarde de Sexta, em direção a Campinas. A informação máxima é que íamos pra um estádio de futebol. Agora veja bem, a última vez que estive em Campinas foi em 1995, quando morávamos lá. A última vez que estive num estádio, só na minha vida passada, porque nessa, foi a primeira vez. Chegamos, perto das 20h no estádio da Ponte Preta, já entupido de gente, luzes acesas, refletores e carros. Paramos do lado do gramado. Jogadores iam fazendo um aquecimento/ensaio enquanto o povo montava as câmeras (fiquei só assistindo, intimidado por tudo aquilo).

As câmeras eram um show a parte. No gramado, eram três. Uma 1D e duas 5D, a 1D tinha uma lente bem modesta, 24-290mm. Literalmente um canhão, quase do tamanho do meu antebraço, e com uma boca maior que um pires. Nas 5D, cada uma tinha uma 800mm, uma mais fraquinha, com f/8 - com um esquema muito louco de espelhos, que torna a lente absurdamente pequena. Investiguei assim que cheguei em casa -, e a outra 800mm f/4 era legítima da Canon, grandona, pesada, quase do tamanho da 24-290mm, só que branca. Nas arquibancadas, onde eu ia ficar, eram duas HPX-500, câmeras respeitáveis. Eu era responsável pelas baterias dessas, e cartões de memória (cada câmera tinha quatro, cada cartão com 17 min de duração). E carregar tripés. Putaquepariu, quase morri carregando tripés pesados escada acima e escada abaixo...

A brincadeira começou lá pelas 21h, e pra mim só foi até 1h, depois do "jantar" da equipe, quando encerrava-se o expediente das HPX. Os dois operadores eram cariocas. Um deles trabalhou na Globo por vinte anos, só filmando futebol. Depois que saiu, decretou "Nunca mais filmo futebol!", e lá estava ele, filmando futebol... encenado. Depois que minha parte acabou, brinquei de lego com todas as caixas - nunca vi tanto equipamento alugado em lugares diferentes - até fechar os kits das duas câmeras.

O pagamento não é lá essas coisas, mas só de ficar vendo esses brinquedos de perto, e as imagens que eles fazem, já valeu a experiência. Tinham dois loggers lá, escondidos da confusão, num quarto grande. Cada um com dois macbooks e trocentos HDs externos ao redor, para copiar todo o material que chegava das câmeras. Enlouquecedor só de assistir, mas também me deu uma vontade absurda de ver o resultado da empreitada!

Óbvio que não tenho fotos, era cara de pau demais, né? O post acabou ficando curto, mas é que a experiência visual foi maior do que a narrativa.