Day-to-Day Audio Tudo AV

Balada da Crente.

December 16, 2010

A música surgiu em meados de Junho, composta em conjunto (com maior participação do Cauê e Jota), na frente do CTR. No dia, gravei uma versão no celular, para não perder aquilo na memória. A piada acabou virando hit interno do AVX e todo mundo da turma conhece a Balada da Crente.

Depois de algum tempo, tivemos a idéia de gravá-la direito, em estúdio, fazer tudo certinho e depois produzir um clipe. O resto, vocês já sabem. De "ter a idéia" até fazer tudo isso, se vão muitos meses. Por fim, na época em quase estabelecemos residência no estúdio de rádio - May, eu, Jota e Cauê -, gravamos a canção, sob direção do Cauê. Chamamos a Gabi e a Keite para fazer vozes extras. Separamos cada coisa em uma faixa, gravando em turnos, para facilitar/permitir a edição posterior.

Agora, o Cauê terminou de montar a música e estamos começando planejar o tal clipe. Espero que divirtam-se. Aviso: a letra é bem... digamos... "feia". Importante lembrar que isso é apenas uma brincadeira, gente!

Balada da Crente

Day-to-Day

(Not So) Quick (But Better) Notes.

December 16, 2010

Desde ontem, as coisas dão sinais de melhoras, a partir do set narrado no post anterior. Acordei hoje às 5h30, porque esqueci de desativar o alarme de ontem. Ok, tinha ido dormir às 20h mesmo... Essa quinta temporada de Dexter tá uma tristeza. Vi várias mensagens desesperadas da May, falando que ela estava sem o som do Starlight. Voei para o corredor e confirmei: todos dormindo. Arranquei o cabo de internet, pluguei no MacBook do Gu e comecei a fazer upload dos arquivos para a jovem editora de som.

Ao mesmo tempo, já baixava o plugin de correção de cor para trabalhar no Starlight, e carregava um tutorial fundamental também pro filme. Tentei instalar o plugin e... o computador pediu umas informações que eu não tinha. Mandei uma mensagem pro Gu. Eram 6h30 da manhã. Ele não estaria acordado de jeito nenhum! Bem, errei. Ele respondeu imediatamente, e já comecei meu trabalho. Fiquei de resgatar os computadores na Zero hoje, então liguei pra lá, perto das 8h, pra saber se eles já estavam abertos... e recebi a segunda boa notícia do dia: meu computador tinha ressuscitado, sem maiores explicações! Fui de metrô, com guarda-chuva colorido e chamando atenção da cidade inteira, mas cheguei em vinte minutos. Rapidíssimo.

Peguei as máquinas, passei quarenta minutos no trânsito e cheguei em casa. Liguei o PC, e FUNCIONOU! Sério, eu tô muito feliz com isso. O camarada que fez a manutenção acabou trocando os processadores sem querer, então tô com um Dual Core carroça, enquanto o de Lila tá com um Quad turbinado. Mais tarde vou confirmar essa suspeita, e desfazer a troca, mas isso já dá um grande adiantamento pro trabalho.

Ah, enquanto olhava meus emails, vi um comentário da Lud, dizendo que o prazo do festival (outro festival) tinha sido prorrogado até dia 04 de Janeiro. Acabaram-se as tensões. Tô tranquilíssimo, tanto que até tô escrevendo por aqui ao invés de trabalhar. Ah, ontem também enviamos os recibos para o segundo prêmio do Minuto, que deve entrar na conta muito em breve. Será que acabaram-se os tempos ruins, juntamente com as aulas? Espero que sim. Amém.

Depois de quatro dias chovendo direto, hoje o Sol apareceu. Amém [2]. E o CD novo do Black Eyed Peas é bom demais.

Day-to-Day

[SET] Descarte.

December 16, 2010

Começando de trás pra frente, do mais recente pros mais antigos... Rodamos Descartes ontem. Roteiro e direção do Jota. Ele já tinha mostrado o roteiro pra gente há bastante tempo - logo no começo do semestre - e a idéia tinha ficado parada. Nas palavras dele mesmo: "o fim do ano foi chegando e eu olhei o que eu tinha feito ao longo do ano... bateu o desespero, e decidi que tinha que fazer isso!".

Pois bem, há exatamente uma semana, batemos na porta da sala do Douglas, pra saber disponibilidade de equipamento e estúdios. As férias se aproximavam, todo mundo ia viajar, inclusive os funcionários do CTR. O desespero bateu dobrado, especialmente porque precisávamos de umas coisinhas bem complexas, para nossas condições normais.

Subtítulo provisório para irritar o diretor!

Por email, dividimos o que cada um queria fazer, e acabamos com uma equipe incrível, onde todo mundo entrou na função que queria. Jota dirigindo, Luke e Yugo produzindo, Mari na arte, eu na foto, May e Válter no som, Plínio como montador e Luciana como assistente de direção.

O roteiro é uma rodada de poker entre quatro caras. Coisa breve, só diálogo mesmo. Praticamente um exercício de eixo. Seis páginas, e cinquenta e cinco planos. Elementos de arte: fichas, baralho, mesa, toalha e figurino.

Como eu era o responsável pela fotografia, pensei em algo bem simples - e elegante -, mas que mesmo assim são muito, quando comparadas ao que usamos durante o resto do ano. Quatro fresnéis (1000w) e dois softs, (também de 1000w). Lá fomos nós, perguntar se o equipamento estaria disponível. Era quase certo que não estaria, porque estão sendo rodados os TCCs. Demos sorte, o equipamento estava lá, porque no Fim do Filme, estavam usando equipamento de luz da O2 - Quico Meirelles como fotógrafo, já comentei.

Yugo, Jota e Vi começaram a correr atrás de atores. Terminamos com um elenco bem divertido, com Murilo, Bruno, Vi e Luke (meio de emergência). Na segunda - a mesma segunda em que rodaríamos o Starlight, marcamos de retirar o equipamento de luz e montar o estúdio, para gravar na quarta. Fizemos isso em uma hora e meia, no máximo. Marcute - responsável pelo equipamento - ajudou pra caramba e ficou admirado com os resultados.

Na terça o Jota passou no CTR e pegou a chave do estúdio com o Douglas - enquanto eu morria em casa, de exaustão -, porque começaríamos muito cedo (encontro marcado para as 6h da manhã). Por email, o Yugo falou que tinha comprado comida pra todo mundo (quatorze pessoas no total) com R$25. Ficamos incrédulos, e tivemos que admitir: tinha comida pra caramba! Toneladas de macarrão!

Começamos a rodar perto de 8h, com quase uma hora de atraso. No cronograma, cada plano tinha dez minutos para ser feito. Chegamos na hora do almoço com quase uma hora adiante da previsão. Terminamos às 16h, quando a previsão era para as 18h, com possibilidade de extender até 20h. Desmontamos tudo rapidamente, logamos os cartões no computador do Plínio e cada um foi tomando seu rumo, feliz.

Esse set deu muito certo, e pretendemos repetir a experiência muitas vezes mais no ano que vem. O filme em si deve ficar pronto, finalizado lá pro começo de fevereiro. Depois de sair da USP, peguei uma carona com o Jota pra devolver as lentes que pegamos emprestadas, uma 16-35mm e outra 100mm, ambas f/2.8 (sonhos de consumo), e cheguei em casa perto das 18h. A gente se perdeu muito no trânsito!

Day-to-Day

Quick (Dead) Notes.

December 14, 2010

Depois de 32 horas acordado, finalmente consegui cochilar, por 2h. Agora tô esperando o Gu aparecer por aqui com um computador - e literalmente salvar minha vida -, para começar a montagem do filme. Para os desavisados que por aqui passam, alguns lembretes que podem te render uns anos extras de vida:

1 - 220V é 220V, 110V é 110V.
2 - Se quiser mudar o clima da cidade, planeje filmagens
3 - Na sua lista básica de itens de sobrevivência, inclua sempre: transformador.
4 - NUNCA junte: noturna + externa + locação + crianças + animais.
5 - Depois de 32 horas, qualquer coisa é motivo pra rir, então ria.
6 - Se deixar seu computador no conserto, lembre-se de dizer a SENHA.

Depois faço um comentário mais detalhado sobre os acontecimentos de ontem/hoje. É que tenho outro set amanhã, então PRECISO adiantar mais coisas na vida.

Aaaah, acabei de pensar no nome da próxima temporada desse blog! Yeah! Tava meio receoso quanto a isso. Ok, encerrado o devaneio do dia.

Day-to-Day

[TCC] O Fim do Filme.

December 12, 2010

Caí meio de paraquedas nesse projeto e não fui tão útil, então nem tenho muito o que escrever, mas como faz parte do dia-a-dia...

Quem me chamou foi o André (AV2008), meio desesperado, na Sexta, quando eu apareci aqui na USP com a May para gravar a trilha sonora do Starlight (aguardem). Ele disse que a diária começava às 11h DA NOITE e terminava às 11h DA MANHÃ. Não podia ir na Sexta, mas me comprometi a ajudá-los no Sábado. Sério, foi impossível de dizer "não" quando o Quico (Meirelles) veio aqui no laboratório perguntando se eu topava.

Continuei minha vida, tranquilo e feliz, gravamos as coisas e no Sábado, cometi o grave erro de acordar cedo. Eu tinha planejado dormir no fim da tarde até a hora de ir pro set (a locadora de vídeo 2001 Sumaré), e com esse intuito, me dediquei à leitura. O sono só veio às 22h, quando cochilei por 40 minutos. Logo estava de pé novamente e a caminho do metrô Sumaré, onde ia encontrar com o André e ganhar carona até o set. Avisei logo que poderia não aguentar a noite inteira, porque nessa hora ainda tava com bastante sono. Eram 23h15.

Chegamos na 2001, descarregamos os carros com todas as (milhares de) partes da câmera, ua Aaton, 16mm, incrivelmente silenciosa (diferente da Arri usada nos Cines). O Pedro, assistente de câmera, tava montando a dita cuja, quando foi testar o controle remoto do follow focus e a câmera apagou. Não ligava de jeito nenhum. Eles não surtaram tanto porque, na primeira diária, isso tinha acontecido DUAS vezes. Um fusível tinha queimado. A solução: ir até a JKL para trocar a câmera, ou pegar um fusível novo. Tempo necessário: 45 minutos. Embarcamos todos (Quico, Pedro, André e eu) da equipe de foto no Fox azul do Quico e partimos voando. André ia ditando os caminhos e Quico seguia as coordenadas enquanto Pedro ligava incessantemente para a JKL. Chegamos lá rapidinho. Entramos e Dadá, funcionário da locadora de equipamento, falou que a única solução era um tal de Márcio, que só chegava às 4h da manhã, porque ele - Dadá - não tinha a chave de onde ficavam guardados esses fusíveis. Saímos de lá ligando loucamente para a Produção, dizendo para eles ligarem para outras locadoras, e ver se o povo vendia ou dava o fusível. Enquanto isso, todos no carro ligavam pro celular de Márcio - incomunicável. Outra opção era procurar fusíveis no próprio carro, ou em lojas de auto-elétricas.

Chega a primeira encruzilhada: além da JKL, existem outras duas principais locadoras de equipamento em SP. A Central de Locações e a CinePro. Cada uma em uma zona da cidade. Pegando a marginal num sentido, você chega na Central, no sentido oposto, a CinePro. E a gente bem no meio das duas. O que fazer? Pra qual arriscar? Qual seria o discurso, se encontrássemos alguém em alguma das duas? "Oi, a gente é da ECA e tá rodando um TCC agora de madrugada. Alugamos uma câmera na concorrente de vocês, mas o fusível queimou. Será que você podia me ajudar?". Não parece algo muito promissor. Na marginal, o sentido "Central" tava absurdamente engarrafado (à 1h da manhã!), então decidimos pela CinePro. Quando estacionamos na frente do portão, a Produção liga, dizendo que só tem um guardinha lá, e ele não sabe o que fazer. Lá vamos nós de volta para a JKL. E tome-lhe mais telefonemas pro Márcio. No meio do caminho, ele atende, e diz que vai passar pra Dadá as coordenadas da chave escondida que abre a porta dos equipamentos.

Lá vamos nós, VOANDO de volta. André sempre ditando os caminhos miraculosamente intrincados e vazios. Chegamos, Dadá já tava com os fusíveis na mão. Trocamos, a câmera funcionou. Levamos um de garantia pro set. Chegamos umas 2h30, e começamos a rodar quase imediatamente. A luz já tava montada pelo pessoal de elétrica da O2, de onde veio todo o (MUITO) equipamento. Até 5h da manhã fiquei fazendo video-assist, levando um trequinho gravador/reprodutor para todo lado, seguindo o Dib (diretor, AV2007), Pedro e Quico. Depois disso, tivemos um 'almoço' (era esse o nome, na Ordem do Dia), pela mesma equipe de catering do Final Feliz, e que acabou com minhas energias. Só fiquei para ver o próximo plano, que tinha uma grua de quatro metros, DENTRO DA LOCADORA, mais uma vez cortesia da O2.

Quando esse acabou -umas 7h30 -, acabou também minha pífia reserva de energia. Me despedi do povo e tomei o rumo de casa - a pé até o metrô -, subindo ladeiras cruéis e cheguei de volta ao lar por volta das 8h. Morri e ressuscitei às 13h40. Valeu a pena. Foi um aquecimento para o Starlight, que rodamos amanhã!

Day-to-Day

Foto de Equipe!

December 12, 2010

Já tem mais de uma semana que a Taka mandou as fotos do Final Feliz para a gente, mas com essa loucura de computadores que não funcionam, só hoje consegui lembrar de postar por aqui!

Day-to-Day

No-Net.

December 11, 2010

Putaquepariu, estar sem computador é foda, cada dia mais. Hoje tinha assuntos urgentes para resolver internet, mas não imaginava que isso desencadearia uma longa epopéia. Pensei primeiro em ir até a USP, mas depois de ponderar o tempo necessário na jornada (ônibus + caminhada) e o pouco tempo que usaria de computador, resolvi ficar pelas redondezas. Saí de casa em direção a uma lan-house, pouco mais abaixo na rua. Chego na porta e fico olhando... "era aqui"... Entro e pergunto. De fato ERA lá, mas faliu, e virou uma loja de roupas infantis.

Maravilha, depois de descer cinco quadras, subi tudo de volta até a Paulista e entrei pelo Center 3, subi as escadas até o último andar e dei vivas quando vi a junção de computadores aberta e as máquinas ligadas. Me aproximei e pedi meia hora de crédito (era a lan mais cara que já vi na vida! R$15 por UMA HORA!). O cara olha pra mim com expressão máxima de tédio e lança: "estamos sem internet. O roteador queimou". AAAAAH! Começo a surtar e reflito. "Já tô longe de casa, e lembro de uma lan no caminho do cursinho".

Pego rumo, ando, ando, ando. Tô chegando e vejo uma senhorinha fechando a porta metálica de correr.

- Fechou?
- Sim, sim, moço. Agora, só na segunda-feira de manhã!
- Ahh, tá... obrigado.

E agora? Já tô beeem longe de casa, mando tudo à merda e vou andando até um shopping. Já tô há mais de dez quadras de casa (isso dá uns 2km) quando consigo uma lan funcionando, e nem tão cara assim! Finalmente! Já tava começando a achar que teria sido mais rápido ir na USP e voltar...

Pelo menos valeu a pena: descobri que ganhamos DE NOVO o Festival do Minuto, com a Novela Mexicana. Não foi o prêmio do patrocinador, mas da curadoria (ou seja: não é tanta grana, mas já é um bocado)! Yeah!

Mais cedo, parei para pensar em como meu currículo está turbinado por conta da existência do ano de 2010. Sério, tenho que escrever isso tudo, pra não esquecer de todas as experiências!